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EF09ER08Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir projetos de vida assentados em princípios e valores éticos.

Crenças religiosas e filosofias de vidaPrincípios e valores éticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09ER08 da BNCC é uma daquelas que eu acho super importante porque trata de ajudar os meninos a pensarem sobre o que eles querem pro futuro, mas não só isso, né? É mais sobre como eles querem viver a vida deles, o que é importante pra eles, quais valores e princípios vão guiar as decisões. Tipo assim, não é só escolher uma profissão ou um curso, mas sim quais são as coisas que eles valorizam de verdade e que tipo de pessoa eles querem ser. Isso tudo com base nos valores éticos, que é um tema que a gente sempre tenta trabalhar de forma prática.

Pra mim, na prática, essa habilidade significa ajudar a molecada a refletir sobre seus planos e sonhos, mas sempre pensando no impacto disso na vida deles e na sociedade. E essa ideia de projeto de vida é algo que já começamos a trabalhar desde as séries anteriores, talvez não com esse termo "projeto de vida", mas sempre trazendo discussões sobre quem eles são, como se veem no mundo e como enxergam os outros. No 8º ano, por exemplo, a gente começa a falar mais sobre empatias e escolhas responsáveis, então quando chegam no 9º ano já têm uma base pra aprofundar.

Bom, eu gosto de usar algumas atividades práticas pra trabalhar isso com a galera. A primeira atividade é o "Diário do Futuro". Olha só: eu peço pra cada um imaginar que eles estão escrevendo num diário daqui a 10 anos. Eu levo folhas de papel A4 mesmo e peço pra escreverem sobre um dia da vida deles no futuro: onde moram, o que fazem, quem tá por perto, como se sentem com as escolhas feitas até ali. Isso aí costuma levar uns 40 minutos. E é interessante ver como ao começar a colocar no papel, eles realmente refletem sobre o quê importa pra eles. Da última vez que fizemos isso, o João, ele escreveu que queria ser médico porque via seu trabalho ajudando pessoas a ter uma vida melhor. E ainda comentou sobre como queria trabalhar em algo que devolvesse à comunidade o investimento que fizeram nele.

Outra atividade que faço é a "Roda dos Valores". Pra essa eu organizo a turma em círculo e levo cartõezinhos com diferentes valores escritos neles: justiça, honestidade, amizade, responsabilidade... Aí cada um pega um cartão sem ver e tem dois minutos pra pensar num exemplo real da vida deles que se conecte com aquele valor. Depois compartilham com a turma. Essa atividade leva uns 50 minutos porque todo mundo participa. A última vez que fizemos isso foi interessante porque teve uma discussão bem legal entre o Lucas e a Maria sobre o valor da honestidade. O Lucas contou uma história de quando ele devolveu uma carteira achada na escola e como se sentiu bem com isso, enquanto a Maria falou sobre honestidade nas amizades e aí rolou um debate entre eles sobre qual situação era mais difícil ser honesto.

E tem também o "Painel dos Sonhos". Esse é mais visual e usa revistas velhas, papéis coloridos, cola e tesoura. Organizo em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos e peço pra criarem um painel com imagens e palavras que representam o futuro deles baseado nos valores discutidos. Isso leva um pouco mais de tempo — geralmente uma aula inteira de 1 hora pelo menos. Os meninos adoram essa porque podem usar a criatividade. Na última vez que fizemos essa atividade, o grupo do Pedro colou várias imagens de florestas e palavras como "sustentabilidade" e "respeito ao meio ambiente". Ele me explicou depois que queria ser engenheiro ambiental porque acha importante cuidar do planeta pras futuras gerações.

Aí no final dessas atividades sempre fazemos uma roda final pra todo mundo compartilhar suas impressões, o que acharam difícil ou legal. E olha, é bacana ver como essas discussões abrem a cabeça deles de um jeito novo. Muitos percebem coisas sobre si mesmos ou sobre os amigos que não tinham reparado antes. Isso tudo vai além da simples escolha profissional; ajuda os alunos a perceberem que cada decisão deles vai moldando quem são e quem serão.

Essas atividades vão criando um espaço seguro pra refletirem sobre suas próprias vidas sem pressão, sabem? E mostram como as escolhas pessoais têm tudo a ver com os valores nos quais acreditam. E é isso! Espero ter ajudado aí quem tá começando ou procurando novos jeitos de abordar essas questões na sala de aula. Se precisarem de mais ideias ou quiserem trocar umas figurinhas sobre experiências em sala, tô por aqui!

Olha, na prática, essa habilidade EF09ER08 é uma daquelas que a gente percebe que o aluno aprendeu quando ele começa a trazer essas reflexões pro cotidiano dele. Não é bem sobre dar uma prova e ter lá um monte de questões pra ver se eles decoraram o conteúdo. É mais sobre ver como eles lidam com as situações do dia a dia, sabe? Por exemplo, quando eu circulo pela sala e vejo as conversas entre eles, dá pra perceber quem tá pensando além do que foi discutido na aula. Tipo, teve um dia que eu tava passando pelas mesas e ouvi o João explicando pra Maria sobre um dilema ético que surgiu num filme que eles tinham assistido. Ele estava todo empolgado, falando como aquilo se relacionava com o que discutimos sobre valores pessoais e escolhas. Aí eu pensei: “Ah, esse entendeu!” Ele não tava só repetindo o que ouviu na sala, mas tentando fazer conexões com o que vê fora dela.

Outra vez, teve a Ana que, durante uma atividade em grupo, se prontificou a organizar a discussão. Ela fez questão de dar voz pra todos da equipe, mesmo pra quem geralmente fica quietinho. Isso não foi só uma habilidade de liderança; foi uma demonstração de valores éticos em prática. Ela ouviu, ponderou e ajudou os colegas a chegarem num consenso sem impor suas próprias ideias. É nessas pequenas atitudes do dia a dia que a gente vê que eles tão realmente absorvendo o conteúdo.

Agora, claro, os erros comuns acontecem. E é até natural, né? Um dos erros mais frequentes é achar que ética é algo meio preto no branco. Tipo assim, teve uma vez que o Lucas achou que era só seguir as regras que tava tudo certo. Rolou numa discussão sobre honestidade e ele simplesmente disse: “É só não mentir.” Aí tive que puxar ele pra pensar além: e aquelas situações em que você precisa ponderar dois valores importantes? Foi legal porque abriu espaço pra turma pensar sobre situações complexas. Eu sempre falo: “Olha, vamos pensar juntos.” Não adianta eu só corrigir e pronto; é importante trazer exemplos do cotidiano deles pra clarear as ideias.

Outra coisa comum é a turma confundir valores pessoais com valores impostos pela sociedade ou família. A Isabela, por exemplo, trouxe um texto argumentativo onde misturava o que achava ser ético com o que ouviu dos pais. Não tem problema nenhum em ter a influência da família, mas eu incentivo eles a refletirem por si próprios também. Faço perguntas do tipo: “E você? O que pensa? O que faria diferente?” Gosto de puxar esses diálogos pra eles se sentirem confortáveis em expressar suas próprias opiniões.

Sobre o Matheus e a Clara, esse é um desafio dos bons! O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de direcionamento nas atividades. Pra ele, o segredo tá na organização e na clareza do que precisa ser feito. Descobri que usar listas visuais ajuda muito. Então sempre faço uns cartazes coloridos com passos das atividades ou uso recursos audiovisuais nas explicações. O legal é que ele responde super bem quando tem algo visual pra seguir, sabe? Já atividades muito longas ou monótonas não funcionam bem pra ele. O negócio é variar bastante!

Já com a Clara, que tem TEA, percebo que ela se dá melhor quando as atividades têm uma rotina previsível. Ela gosta de saber o que vai acontecer na aula desde o começo. Então sempre coloco no quadro um cronograma da aula ou entrego pra ela um script do que vai rolar durante a semana. Isso dá segurança pra ela participar mais ativamente. Uma coisa interessante é usar materiais sensoriais; a Clara adora texturas diferentes nos materiais de leitura, por exemplo. Funciona como uma âncora pras ideias dela.

No fim das contas, trabalhar essas habilidades requer muita observação e adaptação pro ritmo de cada aluno. E acho isso fascinante! A gente aprende tanto quanto ensina nesse processo todo. Sempre bom trocar essas experiências por aqui! E vocês, como lidam com esses desafios em sala?

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