Olha, essa habilidade EF02ER05 da BNCC é aquela que ajuda os meninos a entenderem e respeitarem os diferentes símbolos religiosos que existem por aí, sabe? Eu vejo isso como uma maneira de abrir a cabeça da molecada para o mundo. A prática disso é fazer com que eles consigam olhar para um símbolo religioso, identificar de qual religião é, entender um pouco o significado e, o mais importante, respeitar. É sobre aprender que existem jeitos diferentes de viver e acreditar nas coisas. No ano anterior, no 1º ano, a turma já teve um primeiro contato com a diversidade religiosa, mais no sentido de perceber que há diferentes religiões no mundo e que isso é ok. Agora no 2º ano, a coisa fica um pouco mais específica e simbólica.
Tem uma atividade que eu sempre faço logo no início do ano: a gente cria um "mural dos símbolos". Mas é coisa simples, viu? Cada aluno escolhe um símbolo religioso pra desenhar. Eu levo papel, lápis de cor, revistas velhas pra recorte e cola bastão. Organizamos as mesas em grupos de quatro ou cinco, o que facilita a interação. Aí dou uns 40 minutos pra eles pesquisarem e desenharem. O legal é ver como eles ficam curiosos. Na última vez que fizemos, o Pedro ficou empolgado com o símbolo do Yin Yang e quis saber tudo sobre o taoísmo, mesmo eu explicando que esse não é só um símbolo religioso. Já a Luana desenhou uma cruz e comentou sobre como ela vê aquilo todo domingo na igreja com a avó. Então, eles colam os desenhos no mural e a gente faz uma roda de conversa pra cada um contar o que descobriu. Essa troca é sempre rica e divertida.
Outra atividade legal é chamada "Sacola dos Símbolos". Eu levo uma sacola cheia de objetos pequenos que representam símbolos religiosos: tipo miniaturas de um crucifixo, Estrela de Davi, Hamsá, entre outros. Aí eu divido a turma em duplas e cada dupla tem sua vez de escolher um objeto da sacola sem olhar. Dou uns 15 minutos pra eles conversarem entre si sobre aquele símbolo, usando o que já sabem e também pesquisando em livros ou até com outras duplas. Depois eles apresentam para o resto da turma suas descobertas. Na última vez, foi engraçado quando o João tirou o Hamsá da sacola e achou que era só um desenho bonito de mão! Quando ele descobriu que era um símbolo de proteção em várias culturas, ficou impressionado e todo orgulhoso na hora de contar pro pessoal.
A terceira atividade é mais prática ainda: é uma visita virtual a lugares sagrados pelo Google Earth. Ah, essa molecada adora tecnologia! Levo o projetor pra sala e juntos visitamos lugares como o Vaticano, o Muro das Lamentações e templos budistas famosos. Antes disso, preparo umas fichas com informações básicas sobre cada lugar pra eles terem uma ideia do que vão "visitar". Durante a visita virtual, vou comentando sobre os símbolos religiosos que aparecem nesses lugares. Essa atividade leva um pouco mais de tempo, geralmente uns 50 minutos, porque paramos nos pontos importantes pra conversar. Da última vez, a Ana Clara ficou encantada com as imagens da Mesquita Azul na Turquia e quis saber como era visitar um lugar assim ao vivo.
O importante dessas atividades é dar espaço para os alunos expressarem suas dúvidas e curiosidades sem medo de errar ou ser julgado. O objetivo não é só conhecer os símbolos mas também respeitar as diferentes formas de crença ou não crença dos outros. É sempre bonito ver como eles começam a perceber as semelhanças entre suas próprias tradições e as dos colegas ou de outras culturas.
No fim das contas, acho que esse trabalho ajuda a criar adultos mais empáticos lá na frente. E também fortalece aquele clima bacana na sala de aula onde cada um pode ser quem é. Sem contar que essas atividades tornam as aulas bem mais dinâmicas e interessantes tanto pra mim quanto pros meninos! Então é isso aí pessoal... espero ter ajudado com essas ideias! Abraços!
E aí, continuando a conversa sobre essa habilidade EF02ER05... Sabe quando eu percebo que os meninos realmente aprenderam sem precisar fazer prova? É naquelas situações do dia a dia, quando tô circulando pela sala e prestando atenção nas interações deles. Tipo assim, um dia tava passando pelas mesas e vi a Ana explicando pro Lucas sobre o símbolo do Yin Yang. Ela falava com tanto jeitinho: "É aquele símbolo que mostra o equilíbrio, sabe? Tipo, uma parte preta e uma parte branca, mas nenhuma parte é completamente preta ou branca". E o Lucas balançava a cabeça, meio intrigado e perguntava todo curioso. Quando vejo isso, penso: "Ah, entendeu mesmo, tá repassando o conhecimento".
Outro jeito é quando ouço as conversas entre eles. É muito massa ver que mesmo nas brincadeiras e nas discussões de recreio, eles acabam trazendo à tona essas questões de respeito e diversidade religiosa. Tipo aquela vez que o João tava zoando o Mustafa sobre a mesquita que ele frequenta e o Pedro logo cortou: "Ei, deixa ele em paz! Ele acredita nisso e merece respeito". Nessa hora senti que o trabalho tava dando fruto.
Agora, sobre os erros mais comuns que acontecem nesse conteúdo... Ah, tem alguns clássicos. Um erro que vejo direto é meio que uma confusão entre símbolos de religiões parecidas. A Júlia, por exemplo, confundia muito o símbolo do Cristianismo com o do Islamismo. Achava que a cruz era um símbolo muçulmano também. Isso acontece porque às vezes a galera ainda tá começando a associar forma e significado. Pra resolver, quando pego esses erros na hora, costumo fazer comparações visuais rápidas: coloco os símbolos lado a lado e dou exemplos de onde são usados. Digo algo como: "Júlia, olha aqui, lembra? A cruz você vai ver em igrejas cristãs". Assim eles fixam melhor.
E falando do Matheus e da Clara... Bom, cada um tem seu jeitinho especial de aprender, né? O Matheus tem TDAH e precisa de coisas bem dinâmicas. Com ele, as atividades precisam ser mais curtas e cheias de estímulo visual ou sonoro pra mantê-lo focado. Uso bastante recursos visuais como pôsteres coloridos ou vídeos curtos sobre os temas. Uma vez dei pra ele um livro com figuras de símbolos onde ele podia colorir enquanto explicávamos cada um. Isso ajudou muito!
Já a Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais estável pra se sentir confortável. Com ela funciona melhor se eu tiver uma rotina bem definida nas atividades. Então sempre começo com uma introdução breve sobre o que vamos aprender naquele dia e uso recursos como histórias simples e repetitivas relacionadas ao tema do Ensino Religioso. Um dia fizemos um cartaz coletivo sobre símbolos religiosos e dei a ela a tarefa de colar os adesivos nos lugares certos. Isso foi bacana porque ela é bem detalhista e gosta de atividades assim.
Ah, teve uma coisa que não deu certo... Tentei usar músicas religiosas no começo das aulas pra ver se eles se ambientavam melhor com os conteúdos. Pro Matheus até funcionou por um tempo, mas pra Clara foi demais de estímulo e acabei percebendo que ela ficava desconfortável.
No fim das contas, o segredo é manter a flexibilidade e estar sempre atento aos sinais que eles dão durante as atividades. Acho que o maior aprendizado é saber que cada criança tem um ritmo próprio e cabe a gente fazer esses ajustes finos.
Bom, pessoal, espero que essas experiências ajudem vocês aí na batalha diária da sala de aula também! Vamos trocando figurinhas por aqui e aprendendo juntos com essas histórias todas. Até mais!