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EF02ER03Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as diferentes formas de registro das memórias pessoais, familiares e escolares (fotos, músicas, narrativas, álbuns...).

Identidades e alteridadesMemórias e símbolos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02ER03 da BNCC é bem interessante de trabalhar com os meninos do 2º ano. A coisa toda é sobre eles compreenderem como as memórias se registram de várias formas. É um jeito de mostrar pra eles que as lembranças não ficam só na cabeça, mas podem estar em fotos, músicas, álbuns... E no ensino religioso, isso se conecta bastante com as memórias familiares e culturais, como as tradições que a família guarda e passa adiante. A gente ajuda a galera a perceber que essas memórias e símbolos fazem parte da identidade deles, e é importante eles entenderem e valorizarem isso.

Então, pra começar, acho importante que os alunos consigam identificar esses registros no dia a dia deles. Eles precisam olhar uma foto antiga e entender que ali tem uma história da família deles. Ouvir uma música e lembrar de alguma coisa que viveram. É tipo assim, começar a ver o mundo com outros olhos — olhos que enxergam a importância dessas memórias. No 1º ano, os meninos já têm uma noção básica de convivência e identidade com a família. Eles sabem quem são os membros da família, onde moram, coisas do tipo. Agora, no 2º ano, a gente aprofunda isso mostrando como essas histórias são preservadas.

Uma das atividades que eu faço é o "Álbum da Família". Peço pra cada aluno trazer algumas fotos de casa — pode ser foto impressa mesmo ou até digital no celular da mãe ou do pai. A gente usa folhas de papel A4 dobradas ao meio pra fazer um livrinho simples. Em sala, os meninos colam as fotos e escrevem uma pequena legenda contando quem tá na foto e um pouco sobre aquele momento. Tipo: "Eu e minha vó no aniversário dela". Organizo a turma em grupos pequenos pra eles poderem compartilhar essas histórias entre si. Isso normalmente leva umas duas aulas de 50 minutos, porque eles adoram contar essas histórias uns pros outros. A última vez que fiz essa atividade, a Luana trouxe uma foto dela com o irmãozinho no dia que ele nasceu e contou toda emocionada como foi esperar ele chegar no hospital. Foi um momento lindo de partilha.

Outra atividade que dá super certo é o "Som das Memórias". Nessa aqui, eu levo algumas músicas bem conhecidas, tipo cantigas de roda ou músicas populares antigas que as famílias deles costumam escutar. A gente escuta junto em sala — às vezes até canto junto com eles pra animar, ainda que minha voz não ajude muito! Peço pra eles fecharem os olhos enquanto ouvem e tentarem lembrar de algum momento especial em família que aquela música traz à mente. Depois, cada um fala um pouco sobre o que lembrou. Usamos uma aula inteira pra isso e olha, as reações são sempre incríveis. O João Pedro lembrou de um domingo na casa da avó quando ouviu "A Casa" do Vinícius de Moraes. Ele começou a contar como era gostoso almoçar lá aos domingos e todo mundo quis saber mais dessa história!

A terceira atividade é o "Diário da Escola". Essa é contínua ao longo do semestre. Cada semana, um aluno fica responsável por escrever sobre algum evento ou algo marcante que aconteceu na escola — pode ser uma aula diferente, uma visita especial ou até algo simples como um recreio divertido. Eles escrevem num caderno específico que passa de mão em mão toda semana. É material simples: só um caderno brochura decorado especialmente pra isso. Além de melhorar a escrita deles, também ajuda a construir uma memória coletiva da turma. É legal ver como eles se empenham em registrar bem o momento pro coleguinha ler depois. No fim do semestre passado, quando o Lucas escreveu sobre o dia em que soltamos balões coloridos no pátio pela paz, ele descreveu com tanta alegria que todo mundo revivia aquele momento lendo.

Acho bacana ver como essas atividades trazem à tona a importância das memórias tanto pessoais quanto coletivas. Os alunos começam a entender mais sobre si mesmos e sobre os outros através das histórias compartilhadas. E sabe o que é melhor? É ver nos olhinhos deles aquele brilho de descoberta quando percebem que têm memórias importantes pra contar e guardar.

Bom, por hoje é isso! Espero que tenha dado umas ideias aí pra quem também tá lidando com esse tema na sala de aula. Se alguém tiver outra sugestão ou quiser trocar experiência, tô por aqui! Até a próxima!

Então, continuando sobre essa habilidade EF02ER03, o jeito que eu percebo que os alunos realmente entenderam o conteúdo é bem no dia a dia da sala, sabe? Não precisa nem aplicar uma prova formal, porque dá pra perceber pelas conversas deles e pela maneira como eles interagem com o que a gente tá trabalhando. Quando eu tô circulando pela sala, é comum eu ouvir um aluno explicando pro outro o que aquela música ou aquela foto representa pra família dele, por exemplo. Teve uma vez que o Joãozinho tava falando com a Maria sobre um álbum de fotos da avó dele. Ele dizia algo tipo: "Minha vó sempre conta que essa foto aqui é do casamento dela, e ela fala que é importante guardar essas histórias pra gente saber quem somos". Quando eu ouvi ele falando isso, pensei: "Aí, ó, ele entendeu!". É o tipo de coisa que mostra que eles tão começando a fazer essas conexões entre as memórias e a identidade.

Outro exemplo legal foi quando a Ana Clara tava mostrando um desenho que ela fez sobre a festa de São João na casa dela. Aí ela começou a contar pras amigas como a festa é cheia de músicas e danças e que isso faz ela lembrar de quando era pequena e a família toda se reunia. Ver ela animada contando essas histórias é uma prova viva de que ela captou a ideia de que essas tradições são memórias registradas de maneiras diferentes.

Agora, falando dos erros comuns, tem uns tropeços que a galera às vezes dá. Um deles é confundir memória com imaginação. O Pedro, por exemplo, certa vez tava falando de uma história de família meio mirabolante, tipo aquelas aventuras cheias de dragões e castelos. Ele tava todo empolgado dizendo que era uma memória do avô dele! Tive que puxar ele de lado pra explicar a diferença entre lembrança real e imaginação fértil. Esses erros acontecem porque eles ainda tão aprendendo a distinguir entre o real e o inventado, né? E quando percebo isso acontecendo na hora, paro tudo e faço uma roda de conversa pra gente discutir quais são as memórias reais e quais são fictícias. Ajuda eles a organizarem os pensamentos.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA... Bom, é sempre um desafio pensar em atividades que funcionem bem pra eles também. Pro Matheus, eu tento sempre manter as atividades bem dinâmicas. Se tem música ou movimento no meio, ele se engaja melhor. Uma vez fizemos uma atividade em grupo onde cada criança trouxe um objeto de casa pra contar uma memória relacionada àquilo. Eu disse pro Matheus ser o "fotógrafo" da turma com uma câmera descartável. Nossa, ele amou! Ele se manteve focado e conseguiu participar contando as histórias dos amigos através das fotos que tirou.

Com a Clara, o negócio é preparar uma estrutura mais previsível, já que ela tem TEA e se sente mais confortável sabendo o que vem depois. Eu uso muito cartões visuais com ela. Quando vamos falar sobre tradições familiares, procuro ter imagens dessas tradições pra mostrar antes dela precisar contar alguma coisa. Isso ajuda ela a processar melhor o que vem pela frente. Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer uma atividade surpresa sem preparação visual antecipada – ela ficou desconfortável e perdeu o interesse.

Bom, acho que é isso aí! Cada aluno tem seu jeitinho de aprender e meu papel como professor é tentar achar esse caminho e dar suporte pra cada um deles. Às vezes dá trabalho, mas quando vejo eles entendendo cada pedacinho do conteúdo – seja através de uma brincadeira ou de um papo sobre fotos antigas – vale muito a pena. Vou ficando por aqui! Se vocês tiverem alguma dica ou quiserem compartilhar suas experiências também, tô sempre por aqui pra gente trocar ideia! Abraço!

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