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EF02ER02Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de convivência.

Identidades e alteridadesO eu, a família e o ambiente de convivência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02ER02 da BNCC é um dos pontos que gosto bastante de trabalhar com os meninos do 2º ano. Na prática, é sobre ajudar eles a entender que o mundo é bem diverso, cheio de costumes, crenças e maneiras de viver diferentes. É como abrir uma janela pra eles verem que a vida não é igual pra todo mundo e tá tudo bem, cada um tem seu jeito. A ideia é que eles consigam reconhecer essas diferenças e respeitar. Então, na sala de aula, a gente conversa muito sobre como cada um tem uma vida diferente, até mesmo dentro da mesma sala. Um exemplo concreto é quando os alunos conseguem identificar que um colega comemora o aniversário de um jeito e ele de outro, ou que um comemora o natal e outro não. Coisas assim mesmo.

Conectar isso com o que eles já vêm aprendendo desde o 1º ano é super importante. Nessa idade, os meninos já devem ter uma noção básica de comunidade, família e convivência. Eles sabem que existem famílias diferentes: tem quem more só com a mãe, tem quem more com tios, avós... Pra essa habilidade específica, a gente vai além das relações familiares e tenta entender essas diferenças no dia a dia. Então, eles já estão meio que preparados pra isso sem perceber.

Uma das atividades que eu faço é o "Mapa da Diversidade da Turma". É simples: peço pra eles trazerem de casa uma informação sobre um costume ou crença da família. Pode ser uma comida típica que eles comem em casa, uma festa que celebram ou algo que acreditam. Na sala, a gente faz um cartaz grande e cada um coloca a informação ali. Uso só cartolina e canetinhas mesmo. Organizo a turma em círculo pra todo mundo poder ver o cartaz enquanto falamos sobre cada coisa que eles trouxeram. Isso geralmente leva uma aula inteira, uns 50 minutos. E olha, a reação deles é sempre curiosa! Na última vez que fizemos isso, o João contou que na casa dele eles têm o costume de rezar antes das refeições e a Maria achou super interessante porque na casa dela ninguém faz isso. Ela até perguntou pro João se ela podia participar numa próxima vez.

Outra atividade que gosto muito é trazer livros infantis que falam sobre diferentes culturas e tradições. Faço uma leitura coletiva de uma história que retrata uma cultura diferente da nossa. Depois dessa leitura, abro pra uma roda de conversa onde eles podem falar o que acharam mais interessante ou diferente. Esses livros são fáceis de achar na biblioteca da escola ou até naquelas feirinhas de livro barato. Normalmente faço essa atividade em dois períodos: no primeiro lemos e no segundo conversamos. Os alunos ficam muito envolvidos! Na última vez usamos um livro sobre uma família indígena brasileira e a Sofia ficou super empolgada em contar pra turma que já tinha visitado uma aldeia indígena com seus pais.

A terceira atividade é o "Dia das Tradições", algo mais prático. Peço pros alunos trazerem algo típico da sua cultura ou religião - pode ser um objeto, uma roupa ou até uma comida (claro, sempre aviso os pais antes). No dia, organizamos a sala quase como uma feira cultural, com "bancas" onde cada aluno apresenta seu item pro resto da turma. Essa atividade geralmente leva mais tempo pra organizar, então costumo dedicar toda uma manhã ou tarde pra ela. E olha, é incrível como eles se empolgam! É um tal de troca-troca de ideias e experiências... Quando fizemos isso pela última vez, a Ana levou um lenço usado pelas mulheres no culto da sua igreja e explicou que ele simboliza respeito. Foi emocionante ver como o Pedro ficou interessado e fez várias perguntas pra Ana sobre como eram as celebrações lá.

O bacana dessas atividades é ver como os meninos vão se abrindo uns pros outros e aprendendo a respeitar essas diferenças desde cedo. Acima de tudo, quero que eles saiam da aula com a cabeça mais aberta e saibam que tá tudo bem as pessoas serem diferentes. E você vê esse crescimento neles ao longo do ano letivo.

Bom, essas são algumas das maneiras que encontrei pra trabalhar essa habilidade na prática com minha turma do 2º ano. Cada vez que faço essas atividades aprendo muito também e percebo o quanto cada aluno tem algo único para compartilhar com seus colegas. É sempre gratificante ver como essas experiências ajudam a construir um ambiente mais respeitoso e acolhedor entre os meninos.

E aí, como vocês têm trabalhado essa habilidade com suas turmas?

E aí, continuando aqui sobre como percebo que os meninos realmente aprenderam a habilidade EF02ER02, sem precisar fazer aquela prova formal e tal. Olha, é bem na prática mesmo, no dia a dia da sala de aula. Quando eu tô ali circulando entre eles, ouvindo as conversas durante as atividades em grupo, dá pra sacar quando o pessoal tá pegando a ideia ou não. Tipo, teve uma vez que estava rolando uma atividade sobre diferentes celebrações culturais. Eu deixei a galera solta pra discutir e vi o João explicando pro Pedro como a família dele comemora o Dia dos Mortos lá no interior. Falou com tanto detalhe e respeito que pensei: "Ah, esse entendeu o ponto da diversidade cultural".

Outro momento bacana foi quando a Fernanda começou a contar como é diferente o almoço de domingo na casa dela, que mistura pratos de diferentes religiões porque os avós são de origens diferentes. Ela terminou dizendo que acha isso muito legal porque aprende sempre algo novo. É nesses papos e trocas entre eles que eu percebo que a mensagem tá chegando.

Agora, os erros que eles cometem, ah, esses são comuns também. Tipo assim, às vezes a galera acha que só porque uma prática ou costume é diferente do deles, é errado ou estranho. Teve uma situação com o Lucas. Ele ficou meio confuso quando falamos sobre alguns costumes indígenas e soltou um "Mas isso é meio esquisito". Aí já percebi que ele não tinha sacado bem o lance do respeito às diferenças. Claro que isso acontece porque os meninos trazem muito do que veem em casa ou na TV, né? Então, quando pego um erro assim na hora, paro tudo e abro pra discussão. Pergunto pra eles: "Por que vocês acham que isso é diferente? E se vocês fizessem assim, como achariam que seria?". Tento trazer eles pro ponto de empatia e reflexão.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí sim é onde a gente tem que adaptar bastante coisa. Com o Matheus, eu percebo que ele precisa de atividades bem dinâmicas e interativas pra manter o foco. Então, sempre que possível, incluo jogos ou algum tipo de movimento durante as aulas. Lembra quando falei daquela atividade sobre celebrações culturais? Pro Matheus, transformei isso numa espécie de caça ao tesouro cultural pela sala. Ele tinha pistas pra encontrar e cada pista levava a uma informação nova sobre uma cultura diferente. Isso ajudou ele a ficar engajado.

Com a Clara, por ela ter TEA, preciso ter um pouco mais de cuidado com as mudanças de rotina e barulhos excessivos. Nas atividades em grupo, tento sempre colocar ela com colegas mais tranquilos e num cantinho da sala onde ela se sinta mais à vontade. E como ela tem muita dificuldade em entender metáforas ou expressões mais abstratas, uso materiais visuais bem claros e concretos pra explicar as coisas. Já tentei usar vídeos curtos também e vi que funciona bem pra ela.

Uma coisa que não deu muito certo foi quando tentei fazer uma roda de conversa sem planejar quem participaria diretamente com o Matheus e a Clara juntos. Ele acabou se distraindo demais e ela ficou sobrecarregada com o barulho da galera falando ao mesmo tempo. Então aprendi que nessas horas é melhor organizar bem antes quem vai falar e como vão se posicionar na sala.

Bom, acho que é isso aí por hoje. Espero ter ajudado ou pelo menos dado umas ideias pra vocês lidarem com essa habilidade na sala de vocês também. Qualquer coisa, só dar um alô aqui no fórum! Abraço!

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