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EF02ER04Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os símbolos presentes nos variados espaços de convivência.

Identidades e alteridadesMemórias e símbolos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Espero que esteja tudo bem com vocês. Hoje eu queria compartilhar aqui como eu trabalho uma habilidade da BNCC no 2º Ano que às vezes pega a gente de jeito, mas que é super importante. É aquela habilidade EF02ER04 que fala sobre identificar os símbolos nos espaços de convivência. Parece meio complicado, né? Mas deixa eu explicar como eu vejo isso na prática.

Olha só, quando a BNCC fala em identificar símbolos, tá pedindo pra gente ajudar os meninos a enxergar o que tá por trás das coisas que eles veem todos os dias. Tipo assim, no sinal de trânsito, eles conseguem ver só o desenho ou conseguem entender o porquê daquele desenho estar ali? Ou então, na bandeira do Brasil, eles sabem o que as cores representam? Essa habilidade é sobre isso: ajudar os meninos a fazer essas conexões entre o símbolo e o significado dele nos lugares onde vivem e convivem. E isso já começa lá no 1º Ano, quando eles começam a entender que as coisas têm nomes e funções. No 2º Ano, a gente dá um passo adiante e ajuda eles a conectar esses nomes e funções ao significado mais profundo.

Agora, vou contar pra vocês três atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso.

A primeira atividade é uma caminhada pelo pátio da escola. É bem simples, mas muito efetiva. A gente só precisa de uma prancheta e um lápis pra cada aluno. Eu levo a turma em grupos de 5 ou 6 pelo pátio e pergunto o que eles veem ali de símbolos. Pode ser uma placa de "Silêncio", um mural de avisos ou mesmo o relógio na parede do corredor. Os meninos vão anotando na prancheta os símbolos que identificam e o que acham que cada um significa. Isso leva uns 30 minutos. Na última vez que fizemos isso, o Joãozinho achou uma placa de "Proibido Fumar" e brincou dizendo "Professor, aqui nem tem ninguém com idade pra fumar!" Foi uma chance de explicar não só o símbolo, mas também regras e leis.

Outra coisa que gosto de fazer é usar cartões com símbolos religiosos de diferentes culturas. Para essa atividade eu peço cartolina e recorto cartões com imagens como a cruz cristã, a estrela de Davi, o Om hinduísta e outros que sejam representativos. Em grupos menores de 4 ou 5 alunos, peço pra eles escolherem um cartão e desenharem no caderno como acham que aquele símbolo poderia ser usado num espaço de convivência como escola ou igreja. Isso ajuda eles a entenderem a diversidade religiosa e cultural. Essa atividade costuma durar uns 40 minutos. A Luísa, da última vez, fez uma pergunta interessante: "Professor, como as pessoas sabem qual símbolo usar em cada lugar?" Achei incrível porque aí pude falar sobre respeito e compreensão das tradições dos outros.

A terceira atividade é um jogo de tabuleiro que criei com cartolina também. É tipo um "Jogo da Memória", só que com símbolos do cotidiano em vez de figuras iguais. Tenho pares de cartas com símbolos como sinais de trânsito, rótulos recicláveis, logotipos famosos e por aí vai. As crianças se revezam para virar duas cartas por vez tentando encontrar o par correto – não pelo desenho igual, mas pelo significado compartilhado. Isso ajuda muito na memorização e também na discussão sobre onde já viram aquele símbolo antes. É uma atividade bem dinâmica que pode levar até uma hora.

Na última vez que fizemos esse jogo, o Pedro virou duas cartas: uma com o símbolo do Wi-Fi e outra com o logotipo da escola. Ele ficou confuso no começo sobre como aqueles dois se conectavam. Aí foi a oportunidade perfeita pra discutir tecnologia, comunicação e até mesmo pertencimento à comunidade escolar.

Eu percebo que essas atividades não só trabalham a habilidade da BNCC como promovem interação entre eles. Os meninos começam a perceber mais os espaços onde vivem e entendem melhor porque certas coisas são como são. E além disso fazem perguntas ótimas que levam a discussões super interessantes na sala.

Espero que essas ideias possam ajudar algum colega aí. Se tiverem outras sugestões ou quiserem trocar figurinhas sobre como tão trabalhando essas habilidades, tô por aqui! Até mais!

Oi, pessoal! Continuando a conversa aqui sobre a habilidade EF02ER04, vamos à parte que eu acho uma das mais interessantes: perceber quando os alunos realmente entenderam o que a gente tá ensinando, sem precisar de uma prova formal. Acho que essa é uma das magias do ensino, né?

Bom, no dia a dia da sala de aula, eu vou observando os alunos e dá pra perceber vários sinais de que eles estão pegando a ideia. Por exemplo, quando a gente tá trabalhando com símbolos e eu circulo pela sala, sempre gosto de ouvir o que eles estão conversando entre si. Tem uma hora que a turma fica em grupos e eu passo perto deles pra ouvir o que estão falando. Uma vez, ouvi a Júlia explicando pro Pedro que o sinal de "pare" não é só uma palavra, mas que ele quer dizer pra gente parar mesmo. Aí ela ainda adicionou: "É igual quando a mamãe manda parar de correr dentro de casa". Foi aí que eu pensei: "Ah, essa entendeu direitinho!". Esses momentos são ouro pra mim.

Outra situação foi quando estávamos vendo imagens de placas e o Lucas levantou a mão e disse: "Professor, aquele 'H' azul é um hospital, né? Porque é onde os doentes vão." E olha só, ele já tava associando coisas do cotidiano! Nessas horas percebo que os meninos tão conectando as coisas.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, acontece bastante dos alunos confundirem símbolos parecidos ou simplesmente não entenderem o contexto. Teve uma vez que a Ana achou que o símbolo de "proibido estacionar" era um "E" gigante de estacionamento. Isso acontece porque às vezes eles focam muito na forma e esquecem do contexto em que o símbolo tá inserido. Quando vejo esses erros na hora, tento guiá-los com perguntas: "Ana, esse 'E' tá dentro de um círculo vermelho cortado. O que será que isso quer dizer?" Geralmente leva eles a pensar mais sobre o porquê do símbolo estar ali.

Agora falando do Matheus e da Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de mais estímulos visuais e atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Então eu procuro fazer atividades em sala que envolvam movimento ou jogos rápidos. Cartazes coloridos com imagens grandes ajudam muito! Uma vez fizemos um jogo da memória com símbolos e ele adorou.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é outro. Ela precisa de rotina e previsibilidade. Então eu sempre explico antes como vai ser a atividade do dia e uso histórias em quadrinhos pra ajudar na compreensão dos símbolos. Numa dessas atividades, percebi que ela achava mais fácil se relacionar com os símbolos quando eles eram parte de uma história maior. Contar uma historinha rápida antes da tarefa faz uma diferença enorme.

Ah, mas nem tudo funciona sempre. Tentei uma vez usar música nas atividades achando que ia engajar os dois mais ainda, mas acabou sendo muita distração pro Matheus e sobrecarga sensorial pra Clara. Então agora eu dou preferência pra ambientes mais calmos na hora dos exercícios.

Bom, é isso! Espero que essas histórias ajudem vocês também na hora de trabalhar esse conteúdo com os pequenos. Ensinar é observar e adaptar todo dia, né? Se tiverem outras dicas ou histórias pra compartilhar, vou adorar ler.

Um abraço e até a próxima!

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