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EI01TS03BebêsTraços, Sons, Cores e Formas

Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

Por Equipe pedagógica Profez·Atualizado em

Texto oficial da BNCC

(EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

Como este objetivo se inscreve no campo de experiência

O objetivo EI01TS03 faz parte do campo Traços, Sons, Cores e Formas, que organiza experiências de convívio com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas: música, artes visuais, dança, teatro, fotografia.

Características da faixa etária (0 a 1 ano e 6 meses)

Nesta faixa, o desenvolvimento é marcado pela exploração sensorial intensa, pela construção do vínculo afetivo com o adulto cuidador e pelas primeiras conquistas motoras (rolar, sentar, engatinhar, andar). A intencionalidade pedagógica acontece nos momentos de cuidado (banho, alimentação, sono) e nas propostas de exploração do entorno. A linguagem se constrói através de balbucios, gestos, olhares e primeiras palavras.

Práticas recomendadas: Espaços seguros e estimulantes, materiais sensoriais variados (texturas, sons, cores), rotinas previsíveis com ritmo respeitoso, vínculo individualizado com a referência educadora.

EP

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por educadoras com experiência em creche e pré-escola

Olha, quando a gente pensa no objetivo de explorar diferentes fontes sonoras e materiais com os bebês, a gente tá falando de dar oportunidades pra eles experimentarem o mundo através dos sons, viu? É algo fantástico de se ver! Essa experiência com sons é muito rica, porque os bebês estão começando a perceber que eles fazem parte do ambiente, que eles podem produzir sons e que esses sons têm efeitos. A gente tá falando de um mundo novo se abrindo pros pequenos. É observar o jeito especial que cada um reage quando descobre que um chocalho faz barulho ou quando escuta uma música. Os bebês nessa fase não tão "aprendendo" sobre música, mas tão vivendo experiências sonoras que vão ajudar a construir toda uma base sensorial e emocional pro futuro.

Aqui na minha sala, eu tento trazer essas experiências sonoras de maneira bem natural e divertida. Um exemplo é quando coloco diferentes tampinhas numa caixa vazia e deixo os bebês explorarem. Eles adoram! A sensação ao tocar, o som ao chacoalhar, tudo vira uma grande descoberta. Já teve vez do Joãozinho, um bebê super curioso aqui da turma, ficar encantado ao perceber que podia fazer barulho com a caixa mesmo sem ver o que tinha dentro. Ele arrastava a caixa pelo chão e ria toda vez que ela fazia som. Aquelas gargalhadas foram a trilha sonora do nosso dia.

Outra proposta que faço é oferecer tecidos de várias texturas e tamanhos junto com pequenos instrumentos musicais simples, como os chocalhos feitos de garrafas pet e sementes. Organizo num cantinho da sala com tapetes macios pra eles sentirem conforto e segurança, e deixo à disposição dos pequenos por cerca de 20 minutos, dependendo de como eles estão no dia. Aqui o segredo é observar sem interferir demais. A Ana, por exemplo, adora pegar um pedaço de tecido colorido e balançar enquanto segura o chocalho na outra mão. Ela fica fascinada vendo o tecido se mover enquanto o som vai surgindo quase como mágica.

Uma terceira proposta que gosto muito de organizar é o banho sonoro na área externa com elementos da natureza. Coloco bacias com água, conchas, gravetos e pedras diversas em torno do espaço. As crianças adoram esse contato com a natureza e os materiais naturais. O tempo aqui também varia conforme o interesse deles, mas geralmente ficam nessa exploração por uns 20 ou 30 minutos bem tranquilos. Da última vez, o Miguel descobriu que batendo as pedrinhas umas nas outras podia fazer um som parecido com castanholas. Ficou repetindo a ação várias vezes, todo concentrado. Enquanto isso eu ficava por perto, cantando músicas suaves que ajudavam a criar um ambiente calmo e propício pra esse tipo de exploração.

E sabe o que é mais interessante? Em todas essas vivências são as interações entre eles que fazem tudo ainda mais rico. Os bebês observam o que o outro tá fazendo, tentam imitar ou fazem diferente pra ver qual vai ser o resultado. O Lucas sempre observa muito antes de participar, mas quando decide entrar na brincadeira ele traz novas ideias pro grupo. Eu acho bonito ver como eles vão criando laços através dessas experiências sonoras.

Eu tento mediar esse processo sempre respeitando as escolhas do grupo, incentivando as descobertas individuais e coletivas sem comandar ou direcionar pra uma resposta específica. O nosso papel é mais de acompanhar, incentivar as descobertas e garantir um ambiente seguro onde eles possam explorar livremente.

Bom gente, essa é uma maneira que eu entendo esse objetivo da BNCC na prática com os bebês. Espero ter dado algumas ideias práticas que vocês possam adaptar pra realidade das suas salas também! Sabe como é né? Cada grupo tem sua dinâmica própria e é isso que faz nosso trabalho tão vivo e desafiador. A gente aprende junto com os pequenos todo dia.

Até mais!

Então, continuando o que eu tava falando, é muito interessante observar como as crianças se desenvolvem em relação a esse objetivo. A gente que tá todo dia ali com os bebês começa a perceber pequenos sinais de que eles estão mobilizando aprendizagem. Uma coisa que eu sempre noto é o olhar atento deles quando a gente começa uma atividade sonora. Tem o Pedro, por exemplo, que sempre fica com os olhos arregalados quando toca uma música nova ou quando alguém sacode um chocalho diferente. É como se ele estivesse tentando absorver tudo aquilo.

Outro ponto que eu presto atenção são as tentativas das crianças de interagir com os materiais sonoros. A Sofia é um exemplo disso. Ela adora pegar as panelas e colheres de pau que deixamos no cantinho da música e faz questão de bater uma na outra até descobrir o som que sai. Eu sempre registro essas experiências com fotos e pequenos vídeos, porque isso me ajuda a entender o que tá capturando o interesse deles e se tem alguma coisa que precisa ser ajustada na proposta.

Esses registros também servem pra gente ajustar o caminho, né? Às vezes, noto que algum material não tá despertando tanto interesse ou tá sendo complexo demais, aí uso essas anotações pra repensar as próximas experiências. Uma vez, notei que alguns bebês estavam meio dispersos durante uma atividade de sons com água e descobri que era porque os recipientes eram muito pequenos pros pequenos dedinhos deles. Daí, na próxima vez, troquei por tigelas maiores e foi um sucesso! E isso tudo sem pressa, respeitando o tempo de cada um.

Agora, sobre os direitos de aprendizagem, tem alguns que são super mobilizados por esse objetivo. Primeiro de tudo, o direito de Explorar. Aqui na turma, eu vejo isso acontecer quando deixamos diferentes materiais disponíveis pra eles escolherem com quais vão querer interagir. Um dia, coloquei várias texturas e fontes sonoras no chão e a Ana ficou encantada com um pedaço de papel celofane que fazia um barulhinho todo especial quando amassava. Ela explorou aquele papel de todas as formas possíveis!

Outro direito é o de Brincar. As experiências sonoras são essencialmente lúdicas, né? E é nesse brincar livre com os sons que eles vão explorando possibilidades e ampliando suas vivências. O Lucas adora quando fazemos roda de música e ele pode escolher qual instrumento quer tocar naquele momento. Isso é brincar também!

E também tem o direito de Expressar-se, viu? Como os bebês ainda não falam muito bem, eles se expressam através dos gestos e do próprio corpo ao interagir com os sons. A Rafaela costuma balançar o corpo toda vez que escuta uma música mais animada. É a forma dela se expressar através daquela vivência sonora.

Quanto ao João, que tem suspeita de TEA, eu procuro organizar o espaço de maneira bem visual e previsível pra ele. Deixo os materiais sonoros sempre nos mesmos lugares e utilizo alguns cartões visuais pra ajudá-lo a escolher qual som ele deseja explorar naquele dia. Tenho percebido que ele responde bem a instrumentos mais vibrantes, como tambores e xilofones, então sempre procuro oferecer esses em primeiro lugar.

Já pra Bia, que tem um atraso na linguagem, busco usar músicas com palavras repetitivas e ritmos simples pra ajudar na sua compreensão e expressão verbal. Durante essas atividades sonoras, ela parece se sentir mais à vontade pra emitir sons e até tenta repetir algumas palavras da música. Eu também ajusto o tempo das atividades pra ela poder se familiarizar melhor com os sons sem sentir pressão.

Claro que nem tudo são flores! Com o João ainda tô tentando encontrar mais estratégias visuais que possam ajudar ele a prever as atividades do dia e dar mais segurança. E com a Bia tenho buscado mais apoio de músicas que ela goste mesmo sabendo das limitações.

É isso minha gente! Aqui na creche cada dia é uma descoberta nova e a gente segue aprendendo junto com os pequenos. E vocês? Como tão observando esses objetivos por aí? Vamos continuar essa troca!