Voltar para Computação Ano
EF15CO02Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Construir e simular algoritmos, de forma independente ou em colaboração, que resolvam problemas simples e do cotidiano com uso de sequências, seleções condicionais e repetições de instruções.

Pensamento computacionalAlgoritmos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF15CO02 da BNCC, que fala sobre construir e simular algoritmos, é um negócio que, na prática, a gente ensina os alunos a pensarem como programadores, mas sem exigir que eles sejam hackers mirins, né? É mais sobre mostrar pra eles como resolver problemas do dia a dia por meio de passos bem pensados. A ideia é fazer eles entenderem que qualquer problema pode ser desmontado em partes menores e resolvido de maneira lógica. É como pedir pra eles organizarem os brinquedos: primeiro você separa por tipo, depois por cor, e assim vai.

Um exemplo concreto disso é quando a gente ensina os meninos a seguir instruções num passe de mágica: por exemplo, "se a chuva parar, então vamos pro parque", que é uma seleção condicional. E tem também as sequências de instruções, tipo uma receita de bolo: primeiro você faz isso, depois aquilo. E as repetições são como aqueles treinos chatos de futebol: repete até aprender.

E essa habilidade se conecta bem com o que a turma já vinha aprendendo desde o 1º Ano. Eles já tinham noção de seguir instruções básicas e começar a entender que algumas ações dependem de condições específicas. Então, no 2º Ano, a gente só vai aprofundando isso. Eles já sabem que têm que amarrar o cadarço primeiro antes de sair correndo.

Agora, falando de atividades práticas, eu faço umas atividades bem legais com os meninos pra trabalhar essa habilidade. A primeira atividade que faço é o "Jogo do Robô". Basicamente, a gente só precisa de um espaço livre na sala e alguns obstáculos leves, tipo cadeiras ou caixas. Organizo a turma em duplas ou trios pra garantir que todo mundo participe ativamente. Um aluno fica vendado e os outros dois têm que guiá-lo até o destino final usando comandos diretos do tipo "dois passos pra frente", "vira à esquerda", "agacha". Essa atividade leva em torno de 30 minutos. É sempre uma bagunça divertida, com os meninos rindo muito enquanto tentam não esbarrar nas cadeiras. Da última vez que fizemos isso, a Larissa quase morreu de rir enquanto o João se esgueirava pelo caminho errado porque o Lucas deu uma instrução meio torta.

Outra atividade legal é o "Desafio do Sanduíche". Pra essa atividade eu só preciso de materiais simples: pão, presunto, queijo e alface (ou outros ingredientes fáceis). Eu falo pra turma bolar um algoritmo pra montar um sanduíche usando essas coisas. A turma fica dividida em pequenos grupos porque aí dá tempo deles discutirem e criarem as instruções juntos. Eles escrevem num papel cada passo necessário: "Coloque o pão na mesa", "Coloque uma fatia de queijo no pão", e assim vai. Dá uns 40 minutos no total porque tem aquele tempo pra conversar antes. Os meninos ficam empolgados porque no final eles realmente montam e comem o sanduíche. Da última vez, o Pedro e a Sofia ficaram discutindo se colocavam o alface antes ou depois do queijo, foi hilário!

A terceira atividade é um pouco mais tecnológica: a "Aventura da Abelha". Usamos tablets com aquele aplicativo que tem uma abelhinha onde você programa movimentos simples pra ela chegar numa flor ou coletar néctar. Eu deixo os tablets disponíveis em estações e vou revezando os grupos pra cada um ter sua vez. Cada grupo tem uns 15 minutos no tablet e depois rola um rodízio. Os alunos reagem super bem porque eles adoram mexer com tecnologia e ver a abelhinha se mexendo conforme as ordens deles é uma espécie de mágica moderna pros pequenos. Na última aula, o Miguel quase derrubou o tablet quando a abelha dele conseguiu chegar na flor depois de várias tentativas frustradas.

Então é isso, essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem como construir e simular algoritmos básicos sem precisar saber programar num computador complexo. E eu vejo como isso ajuda eles em outras matérias também, porque eles começam a ter mais paciência pra resolver problemas complexos ao quebrar em partes menores. É uma satisfação danada ver os meninos evoluindo assim! E vocês aí nas outras escolas, como andam trabalhando essa habilidade? Tô curioso pra trocar mais ideias!

E foi bem legal ver como os meninos foram pegando a ideia. Tipo, no começo, quando a gente começa a falar desse assunto, eles ficam meio perdidos, né? Mas aí, conforme vão mexendo, manipulando as ideias, eu vou circulando pela sala e dá pra ver quando eles começam a entender. Um dos sinais que eu noto é quando eles começam a discutir entre si, sabe? Quando você ouve um aluno explicando pro outro usando as próprias palavras dele. É um sinal ótimo. Teve um dia que o Pedro tava explicando pra Ana algo sobre quebrar uma tarefa em etapas, e ele usou o exemplo de como fazer um sanduíche. Ele disse algo tipo: “Primeiro você pega o pão, depois passa a manteiga, coloca o queijo e aí esquenta”. Aí eu pensei, cara, ele sacou mesmo!

Outra coisa que me ajuda a perceber é quando eles começam a fazer perguntas mais complexas ou quando questionam o que estão fazendo. Isso acontece muito em atividades práticas. Eles começam a ter aquele olhar crítico sobre o que funciona ou não. Teve uma vez que a Júlia me perguntou por que a gente não começava pelo final do processo e ia voltando. Isso mostrou que ela tava pensando fora da caixinha.

Agora, falando dos erros comuns que os alunos cometem nesse assunto... Olha, tem alguns engraçados até. Por exemplo, tem aqueles alunos como o Lucas, que às vezes esquecem uma etapa inteira do processo. Tipo assim, a atividade pede pra eles ordenarem umas tarefas pra montar um brinquedo de Lego e ele simplesmente esquece de encaixar uma peça principal e aí tudo desmorona! E eu entendo porque isso acontece... é a pressa de ver tudo pronto logo. O jeito de corrigir isso é sempre voltar com eles pro papel ou quadro e fazer eles visualizarem cada passo novamente.

Outro erro clássico é quando os meninos tentam fazer tudo ao mesmo tempo. A Larissa, uma vez, tava tão empolgada que decidiu construir uma história interativa sem pensar nas etapas antes. No final, ela se perdeu no enredo todo. Então eu sentei com ela e a gente montou um esqueleto da história no papel antes de ir pro computador.

Sobre o Matheus e a Clara... com o Matheus, que tem TDAH, o desafio é manter ele focado na atividade por tempo suficiente. Uma coisa que tem funcionado bem é dividir as tarefas em blocos menores e dar pausas entre elas. Eu também uso materiais visuais bem coloridos pra captar sua atenção e às vezes deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental baixinha pra ajudar na concentração. Já teve vez que deixei ele usar um timer visual pra ele mesmo ter noção do tempo que tá gastando na tarefa.

Já com a Clara, que tem TEA, eu notei que atividades com muitos estímulos não funcionam bem. O que ajuda é ter um espaço tranquilo onde ela possa trabalhar sem muitos ruídos e agitação ao redor. Eu tento usar materiais mais táteis com ela e dou instruções bem claras e diretas. Outra coisa que tem ajudado é usar histórias em quadrinhos ou animações simples pra explicar conceitos mais complexos – ela responde super bem a isso.

Bom, acho que compartilhei bastante coisa por aqui hoje. Sempre lembro que o importante é adaptar os métodos conforme vamos conhecendo melhor os nossos alunos, né? E claro, manter aquele clima acolhedor na sala de aula pra que todo mundo se sinta à vontade pra errar e aprender.

Espero que essas experiências ajudem quem tá passando pelas mesmas coisas na sala de aula. Até mais pessoal!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF15CO02 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.