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EF01CO01Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Organizar objetos físicos ou digitais considerando diferentes características para esta organização, explicitando semelhanças (padrões) e diferenças.

Pensamento computacionalOrganização de objetos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF01CO01 da BNCC, que tá lá na parte de Pensamento Computacional, o lance é ajudar os meninos a pensar de forma organizada, a ver padrões e diferenças. Tá, mas o que isso quer dizer na prática? Basicamente, é fazer com que eles consigam olhar pra um monte de coisas e decidir como aquilo pode ser agrupado ou separado de acordo com certas características. Isso ajuda a desenvolver um raciocínio lógico e crítico, sabe? Coisa que eles já começam a aprender lá no jardim da infância, quando separam brinquedos por cor ou tamanho. A gente só vai refinando essa habilidade com o tempo.

Por exemplo, imagina que você tem uma caixa cheia de lápis, borrachas e apontadores. O aluno precisa conseguir separar isso em categorias diferentes: por tipo de objeto, por cor, por tamanho... E o mais importante: eles têm que explicar o porquê da organização deles. Essa explicação é tão importante quanto a organização em si, porque ajuda a clarear o pensamento.

E como é que eu faço isso na sala de aula? Vou compartilhar três atividades que têm dado certo com a minha turma do 1º ano.

A primeira atividade é sobre organizar brinquedos. Eu peço pra galera trazer brinquedinhos pequenos de casa, tipo carrinhos, bonequinhas, bloquinhos de montar. Aí espalho tudo no meio da sala. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e dou uns dez minutinhos pra eles organizarem os brinquedos como quiserem. Eles podem separar por cor, tamanho ou tipo de brinquedo. É engraçado ver como cada grupo faz isso de um jeito diferente. A última vez que fizemos essa atividade, a Ana e o Lucas do grupo deles resolveram separar os bloquinhos por cor enquanto o João queria separar por tamanho. Tiveram que conversar e chegaram num meio termo. No final, cada grupo explica sua organização pra toda a turma. Isso leva uns 30 minutos no total. Os meninos adoram esse tipo de atividade porque brincadeira sempre anima né?

Outra atividade que eu faço é com cartões coloridos. Cada cartão tem um desenho ou uma letra do alfabeto. A gente faz isso em círculo no chão da sala mesmo. Dou um baralho de cartões para cada dupla de alunos e eles têm que organizar os cartões primeiro por cor. Depois peço pra reorganizarem por ordem alfabética das letras nos cartões. É legal ver como eles se ajudam e às vezes até discutem qual critério usar primeiro! A Sofia e o Pedro são uma dupla que sempre se sai bem, mas vez ou outra arranjam um jeito engraçado de fazer as coisas do próprio jeito. Um dia desses eles decidiram adicionar um critério só deles: separar as letras que fazem parte dos nomes dos colegas da classe e as que não fazem! Demora uns 20 minutos pra toda essa reorganização e conversa entre eles.

A terceira atividade envolve tecnologia simples: tablets ou computadores da escola mesmo. Uso um software gratuito onde eles têm que arrastar imagens para caixas certas com base em categorias dadas pelo próprio software, como "animal terrestre" ou "animal aquático". Primeiro faço uma demonstração rápida no telão da escola, depois cada aluno faz individualmente no seu dispositivo. No começo eles ficam um pouco ansiosos mexendo nos tablets, mas depois essa ansiedade vira empolgação! Alguns até já sabem mexer melhor nos tablets do que eu! E olha, da última vez o Miguel encontrou uma maneira diferente de resolver uma das categorias e quis mostrar pra todo mundo como ele tinha feito. Foi ótimo porque incentivou todo mundo a pensar fora da caixa! Essa atividade demora uns 40 minutos no total.

No fim das contas, todas essas atividades ajudam não só na organização e reconhecimento de padrões mas também no trabalho em equipe e na comunicação entre os alunos. E claro, sempre tem aquele aprendizado extra quando algo sai do controle planejado e a gente acaba improvisando junto com os alunos! Assim vou percebendo o quanto eles crescem em termos de autonomia e criatividade.

Então é isso aí! Espero que essas experiências sirvam de inspiração pra vocês também. Qualquer coisa, tamo aí pra trocar ideia!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre essa habilidade EF01CO01, vou contar como eu percebo que os meninos realmente aprenderam o que a gente tá trabalhando em sala. Nem sempre a gente precisa de uma prova formal pra ver se o aluno entendeu o conteúdo, né? Na verdade, muitas vezes é nos detalhes do dia a dia que a gente percebe isso.

Quando tô circulando pela sala, reparo muito nas conversas entre eles. Tipo, outro dia tava ouvindo o João e a Maria discutindo como organizar os brinquedos na caixa da sala. O João falou algo tipo "vamos colocar todos os carrinhos aqui e as bonecas lá", e a Maria completou "isso, e os bichos de pelúcia juntos também". Isso mostra que eles tão começando a pegar o lance dos padrões e agrupamentos, sabe? Eles não tão só brincando; tão realmente aplicando o que a gente discute nas aulas. Esse tipo de conversa me faz pensar "ah, eles entenderam".

Outra coisa é quando um aluno explica pro outro. Teve uma vez que o Pedro tava meio perdido numa atividade e a Ana, sem eu pedir, chegou do lado dele e começou a explicar como ela tava pensando na tarefa. Ela falou "olha, eu tô separando os quadradinhos azuis dos vermelhos porque são diferentes", e na hora eu percebi que a Ana tinha pego bem o conceito de categorização. Quando um colega consegue ensinar pro outro, é um sinal fortíssimo de que eles tão entendendo de verdade.

Agora, não é sempre que tudo sai perfeito, né? A galera comete erros comuns nesse conteúdo. Um erro comum é tentar agrupar coisas sem pensar bem no critério. O Lucas, por exemplo, um dia tentou separar os lápis por tamanho, mas ele misturou tudo porque tava olhando só pra cor na metade do caminho. E isso acontece porque eles ainda tão aprendendo a focar em um critério de cada vez. Quando vejo isso acontecendo, sento junto com eles e pergunto "olha, qual era mesmo o critério que você escolheu pra separar?". Ajuda eles a voltar pro raciocínio inicial e entender onde se perderam.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu preciso fazer algumas adaptações nas atividades pra eles. Com o Matheus, o desafio é manter o foco dele na atividade sem perder o interesse. Então eu costumo dividir as tarefas em partes menores e dar um tempo pra ele se mexer entre uma parte e outra. Uso materiais mais visuais também, tipo fichas coloridas ou jogos rápidos que ajudam ele a manter a atenção sem ficar entediado.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ter uma rotina bem clara e previsível. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer em cada momento da aula. Então eu sempre deixo um cronograma visível no quadro com as atividades do dia. Além disso, uso histórias sociais pra explicar os conceitos de maneira mais concreta pra ela. Uma coisa que não funcionou foi usar muita tecnologia com ela logo de cara; precisava primeiro deixar ela confortável com o ambiente e só depois introduzi-las devagarinho.

E olha que interessante: uma coisa que funciona pra ambos é usar histórias em quadrinhos pra explicar padrões ou sequências. As imagens ajudam muito tanto o Matheus quanto a Clara a visualizar o conceito sem precisar de muito texto ou explicações complicadas. Isso tem sido uma ferramenta valiosa na minha sala e parece ajudar todos os alunos de forma geral.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que essas minhas experiências ajudem vocês aí nas suas salas também. Sempre bom trocar ideia com vocês sobre como lidamos com essas situações do dia a dia na escola. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar suas histórias também, tô por aqui! Até a próxima!

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