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EF01CO03Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reorganizar e criar sequências de passos em meios físicos ou digitais, relacionando essas sequências à palavra ‘Algoritmos’.

Pensamento computacionalConceituação de Algoritmos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de EF01CO03, parece complicado né? Esse lance de "reorganizar e criar sequências de passos" e ainda botar esse nome chique de "algoritmos", mas na real, é mais simples do que parece. A ideia é que os meninos consigam entender que as coisas seguem uma ordem pra acontecer e que eles podem criar essa ordem. Quando você pensa nisso, é tipo ensinar a fazer pão: primeiro mistura os ingredientes, depois deixa crescer a massa, aí leva pro forno. Se pular uma etapa, não vai dar muito certo.

No primeiro ano, eles já têm uma ideia de sequência lá do que aprenderam antes, tipo aquelas historinhas que precisam estar em ordem ou mesmo rotinas do dia a dia. Agora, é meio que expandir isso pro que a gente chama de pensamento computacional. Não precisa de computador ainda não, tá? É mais sobre treinar a cabeça pra pensar em passos lógicos. E tem que ser de um jeito palpável pra eles, senão vira aquela teoria viajada que ninguém pega.

Um exemplo concreto do que o aluno precisa fazer é pegar uma tarefa simples do dia, como escovar os dentes, e identificar cada passo desse processo. De início, pode parecer natural pra eles porque fazem todo dia, mas quando pedimos pra descrever cada ação, tipo pegar a escova, pôr pasta, molhar na água, escovar em movimentos circulares... eles começam a perceber a lógica por trás das ações. E aí, quando eles conseguem fazer isso sozinhos e talvez até criar uma nova sequência pra alguma coisa divertida (como o caminho mais curto até o parquinho), tamo no caminho.

Agora sobre as atividades que faço em sala. A primeira é bem prática: usamos tarjas coloridas de papel que eu mesmo corto (coisa simples). Cada cor representa um tipo de ação ou passo numa sequência. Por exemplo, verde é início, amarelo são as ações e vermelho é o fim. Eu dou um desafio pra galera: montar a sequência de "preparar o lanche". Eles trabalham em duplas pra estimular a troca entre eles e cada dupla tem 15 minutos. A reação dos meninos é sempre animada porque tem aquela coisa de resolver desafio em conjunto. Lembro do João e da Maria um dia discutindo qual viria primeiro: pegar o pão ou passar a manteiga. Foi hilário ver eles se entendendo.

Outra atividade que gosto muito envolve um jogo simples de tabuleiro que eu mesmo desenhei num pedaço de cartolina. O jogo tem pequenas etapas por onde os personagens precisam passar pra chegar ao final sem perder tempo. Uso bonequinhos de papel como peças representando cada aluno ou dupla. O bacana é que eles têm que planejar os movimentos antes de começar a jogar. Quanto tempo leva? Uns 25 minutos, incluindo explicação e execução. A última vez quem ganhou foi o Pedro, mas ele só ganhou porque a Ana deu uma dica valiosa sobre quais cartas usar na metade do jogo.

E a terceira atividade é um teatro improvisado com os próprios alunos como atores — a cena é montar um piquenique! Não precisa de nada além da imaginação deles e do espaço na sala ou no pátio. Divido a turma em pequenos grupos e cada grupo tem 10 minutos pra criar e apresentar sua cena com começo, meio e fim. É uma forma divertida deles entenderem ordem e sequência de novos jeitos. Na última vez que fizemos isso, o grupo da Sofia caprichou tanto que até improvisaram uma música enquanto montavam o piquenique deles no palco improvisado da escola.

Eu noto que nessas atividades o mais importante é deixar o espaço pra criatividade e erro também. Muitas vezes os meninos aprendem mais quando percebem onde erraram e ajustam sozinhos. E claro, sempre celebro as conquistas deles porque tudo isso faz parte de um aprendizado mais amplo sobre como pensar de forma estruturada sem ser chato.

Bom, acho que é isso! É meio mágico ver como essas cabecinhas vão pegando jeito com coisas que parecem abstratas no começo. E você aí, como tem feito com seus alunos?

...rotina do dia a dia: acordar, escovar os dentes, tomar café e por aí vai. O que a gente faz agora é mostrar que esse mesmo raciocínio pode ser usado pra outras coisas, como criar histórias ou até resolver problemas. E olha, dá pra perceber quando um aluno tá começando a pegar o jeito da coisa de várias formas, sem precisar aplicar prova.

Vou te contar: eu adoro dar uma circulada pela sala durante as atividades. É ali que tá o ouro, sabe? Quando você vê o Joãozinho explicando pro amigo como fazer aquela atividade de ordenar as cartas com passos pra ir do ponto A ao ponto B, já dá pra sentir que ele entendeu o conceito. É tipo assim: ele vira pro colega e fala "não, primeiro você faz isso, depois aquilo". Aí você vê que o menino pegou a lógica! Outro dia mesmo, a Ana tava contando pra Sofia uma história e começou a usar palavras tipo "primeiro", "depois", "no final". Olha só, é a sequência ali vindo à tona!

E tem as conversas também. Às vezes eu fico só ouvindo eles falarem entre si. Semana passada, peguei um grupinho discutindo como resolver um problema de montar um quebra-cabeça de passos. Cada um tinha uma ideia e estavam debatendo qual era a melhor ordem de fazer. Quando eles começam a argumentar e justificar por que acham que deve ser de tal jeito, é sinal de que tão entendendo como essas sequências funcionam.

Mas não é sempre que tudo sai perfeito, claro. Tem uns erros comuns que a galera comete. O Pedro, por exemplo, às vezes fica tão empolgado que quer pular umas etapas. Aí ele tenta fazer o final antes do começo e fica todo enrolado! Isso acontece porque eles ainda tão aprendendo a importância de seguir cada passo na ordem certa. Quando eu vejo isso acontecendo, costumo chamar o aluno e pedir pra ele me explicar o que ele quer fazer. Muitas vezes, no meio da explicação, eles mesmos percebem onde erraram.

A Maria tem o costume de esquecer algum passo essencial. Ela vai lá toda confiante e no meio do caminho percebe que pulou algo importante. Então eu costumo perguntar "e se você fizesse assim?" e dou uma dica sutil pra eles voltarem no ponto que pularam. É legal porque eles aprendem sem sentir que estão sendo corrigidos, sabe?

Agora, lidar com as necessidades do Matheus e da Clara requer um cuidado especial. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção pra não se perder nas atividades. Eu comecei a dividir as tarefas em partes menores pra ele não ficar sobrecarregado. Então em vez de pedir pra ele completar uma sequência longa de uma vez só, a gente faz em etapas menores com intervalos pra respirar. E olha só, tem funcionado bem! Ele consegue focar melhor e se sente mais confiante.

A Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais controlado. Eu sempre procuro preparar materiais visuais bem claros e organizados porque ela responde melhor a isso. Coisas tipo tabelas ou gráficos simples ajudam bastante. Também dou um pouco mais de tempo pra ela completar as atividades porque às vezes ela precisa desse tempinho extra pra organizar as ideias. Teve uma vez que tentei usar um jogo muito agitado na atividade e não foi legal. Ela ficou perdida no meio da confusão do jogo. Aprendi que com ela é melhor manter tudo mais calmo.

Bom, é assim que a gente vai se virando aqui na sala com essa habilidade EF01CO03. Tem dias que é desafiador, mas ver os meninos pegando o jeito não tem preço. E vocês aí, pessoal do fórum? Como fazem pra lidar com esses desafios? Bora trocar umas ideias!

Até mais!

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