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EF15CO03Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Realizar operações de negação, conjunção e disjunção sobre sentenças lógicas e valores "verdadeiro" e "falso."

Pensamento computacionalLógica computacional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com essa habilidade EF15CO03 no 2º Ano é um desafio gostoso. Quando a gente fala de operações como negação, conjunção e disjunção, parece uma coisa de outro mundo, mas na prática é trazer a lógica do dia a dia pra sala de aula. O aluno precisa entender como brincar de verdadeiro e falso, e isso tem muito a ver com as escolhas que eles já fazem sem perceber. Por exemplo, se um aluno diz "Se eu lavar a louça, minha mãe me deixa brincar", ele tá fazendo uma conjunção, né? Ou então "Ou eu vou brincar ou vou assistir TV", aí temos uma disjunção. E se "A Ana não fez o dever", é uma negação. A gente só pega essas ideias simples e coloca numa linguagem mais estruturada.

Os meninos já vêm com uma noção básica disso tudo. No 1º Ano, eles já são expostos a problemas simples de sim ou não, de estar certo ou errado, e até nas histórias que leem, onde tem que deduzir coisas. Então, o trabalho aqui é dar um passo além no pensamento mais estruturado sobre essas sentenças lógicas.

Então vou contar três atividades que rolam legal na minha sala:

Primeiro tem a atividade do jogo das cartas de verdade e mentira. Eu uso baralhos que a gente monta na sala mesmo com papel cartão. Em cada carta escrevemos uma sentença simples, tipo "O céu é azul", "O leão é rosa", essas coisas. Cada aluno pega uma carta e tem que decidir se aquela sentença é verdadeira ou falsa e explicar por quê. Aí eu peço pra ele fazer a negação da sentença pro coleguinha ao lado. Isso ajuda eles a treinarem a ideia de que negar é só trocar o verdadeiro pelo falso e vice-versa. Pra organizar, eu deixo todo mundo em duplas ou trios e cada rodada leva uns 10 minutos. Os meninos gostam porque podem usar criatividade nas sentenças. Teve uma vez que o Lucas pegou uma carta com "O elefante voa" e começou a argumentar que tudo dependia do tipo de elefante, foi engraçado ver ele tentando convencer os colegas.

Outra atividade que faço é o circuito lógico. Organizo estações pela sala com diferentes desafios de lógica. Em cada estação tem um problema pra resolver usando conjunção ou disjunção. Por exemplo, numa estação tem cartazes dizendo "Você pode entrar na festa se levar doces E refrigerante" (conjunção) e "Você pode entrar se levar doces OU refrigerante" (disjunção). Os alunos têm que escolher as opções certas pra entrar na "festa" da estação seguinte. Pra isso uso cartões que eles levam de uma estação pra outra como se fossem convites pra festa. Divido a turma em grupos que vão avançando conforme resolvem cada estação. Demora mais tempo, tipo uns 40 minutos no total. É divertido ver como eles reagem – na última vez o João ficou empacado porque esqueceu de pegar os cartões certos na primeira estação e teve que voltar correndo pra conseguir avançar.

E tem também a atividade do teatrinho lógico. Peço pros meninos criarem pequenas cenas que mostrem situações do dia a dia usando as operações que trabalhamos: negação, conjunção, disjunção. Dou exemplos como dramatizar o que acontece quando alguém diz "Se você comer todo o jantar pode jogar videogame". Eles colocam isso em cena com ações bem claras que mostram o que acontece em cada situação lógica proposta. Costumo fazer essa atividade depois de termos trabalhado bem as operações porque ela exige mais deles em termos de aplicar tudo o que discutimos antes. Dura uns 30 minutos com todo mundo mostrando suas cenas pra turma toda. Uma vez a Maria encenou um dia inteiro só baseado em conjunções, mostrando pras amigas como ela tinha que fazer várias coisas antes de poder jogar bola no fim do dia — as meninas deram risada mas aprenderam direitinho.

O legal nessas atividades é ver como eles começam meio confusos mas depois vão pegando a lógica da coisa e ficam cheios de ideias malucas pra criar as sentenças lógicas mais engraçadas possíveis. É um jeito bacana de trabalhar esse pensamento computacional sem precisar mexer num computador sequer — é tudo papel, caneta e imaginação aqui! Aí no fim da aula sempre tem aquelas perguntas tipo "Professor, então quer dizer que quando eu digo isso ou aquilo tô fazendo lógica?" E eu falo "É isso mesmo! Vocês já mandam bem nesse lance".

E assim vou levando a turma nesse mundo da lógica computacional devagarzinho mas sempre com muita conversa e prática misturada com diversão – porque aprender tem que ser assim né? Até mais galera!

Então, no dia a dia, é muito mais sobre observar os meninos e a forma como eles interagem com as atividades. Eu gosto de circular pela sala, sentar ao lado deles, ouvir as conversas... e é nesses momentos que eu percebo quem tá realmente entendendo. Por exemplo, quando peço pra eles resolverem uma situação prática, tipo organizar as estantes da sala com base em regras de verdadeiro ou falso, eu noto quem pegou o espírito da coisa.

Uma vez, eu tava passando pelas mesas e ouvi o Lucas explicando pro João: "Se a gente colocar os livros azuis junto com os livros verdes, isso dá uma conjunção. Agora, se a gente tiver que escolher entre colocar os livros azuis ou os vermelhos, isso é uma disjunção." Ele usou as palavras certas e ainda conseguiu ajudar o amigo a entender! Naquele momento, eu soube que o Lucas tinha captado a ideia.

Mas aí tem os erros, né? Ah, esses são inevitáveis e fazem parte do processo. Um erro comum é confundir conjunção com disjunção. A Marina, por exemplo, uma vez tava fazendo um exercício e disse: "Se eu posso escolher entre duas frutas pra levar na lancheira, isso é uma conjunção porque eu vou levar as duas." Mas opa, pera aí! Na verdade, ela tava descrevendo uma disjunção. Esse erro acontece porque muitas vezes eles pensam que podem ter tudo ao mesmo tempo e não entendem bem a ideia de exclusividade.

Quando eu pego esse erro na hora, costumo usar exemplos que eles conhecem bem. Eu digo algo assim: "Marina, imagina que você só pode escolher entre sorvete de chocolate ou de morango. Se você escolher um, não pode ter o outro. Isso é uma disjunção." Com essas analogias mais próximas da realidade deles, as coisas clareiam rapidinho.

Agora, falando do Matheus e da Clara... olha, eles têm suas particularidades que são superimportantes de considerar na hora de planejar as atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais curtas e diretas. Então eu costumo dividir a tarefa em pequenas etapas. Isso mantém ele focado por mais tempo. E também uso materiais visuais, tipo cartazes coloridos ou fichas ilustradas que ele pode manipular.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é outro. A Clara precisa de previsibilidade nas atividades. A gente fez um quadro com imagens que mostram a sequência do que vai ser feito na aula. Isso ajuda muito! A Clara se sente mais segura quando sabe o que vem a seguir. Outra coisa que funciona são histórias sociais pra explicar conceitos. Isso ajuda ela a entender as situações de forma prática.

Algo que não funcionou tão bem foi usar um cronômetro com o Matheus pra marcar o tempo das atividades. Em vez de ajudar ele a se organizar melhor, acabou deixando ele mais ansioso. Já no caso da Clara, tentar mudar muito a rotina dela de uma hora pra outra foi complicado. A Clara precisa de tempo pra se adaptar às novidades.

Aí vou ajustando conforme vejo como eles reagem. Importante é sempre buscar estratégias que respeitem o ritmo e as necessidades de cada um. Não tem receita pronta!

Enfim, ensinar computação pra essa galerinha é enriquecedor demais. As dificuldades aparecem, mas são elas que nos fazem crescer como professores e como pessoas. E ver os meninos entendendo coisas novas não tem preço! Se vocês tiverem dicas ou quiserem compartilhar como lidam com situações parecidas nas suas salas, bora continuar essa conversa por aqui.

Até mais!

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