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EF01CO04Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer o que é a informação, que ela pode ser armazenada, transmitida como mensagem por diversos meios e descrita em várias linguagens.

Mundo digitalCodificação da informação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF01CO04 da BNCC é bem interessante e bem prática, viu? A ideia é fazer com que os meninos e meninas do 1º Ano comecem a entender o que é informação, como ela pode ser guardada, transmitida e descrita de várias formas. Na prática, isso significa que eles precisam perceber que algo como um desenho, uma história ou até um vídeo são tipos de informação. Eles têm que conseguir ver que essas informações podem ser passadas pros colegas de maneiras diferentes, tipo falando, escrevendo ou mostrando imagens. E aí, a gente começa a explicar que essas informações não são só coisa de sala de aula, mas estão por todo lugar: nas casas deles, no celular dos pais, nos livros lá da biblioteca...

O bacana é que as crianças já vêm com uma base legal da série anterior. Elas já entendem o básico do que é um desenho ou uma história e sabem que podem contar um pro outro usando palavras ou mesmo mostrando um desenho que fizeram. O que faço agora é ampliar isso e mostrar outras formas de guardar e transmitir isso tudo.

Agora vou contar como eu trabalho isso na sala. Uma atividade que sempre dá certo é o “Correio do Futuro”. Eu uso folhas de papel, envelopes e canetas coloridas. A turma se organiza em duplas e cada dupla tem que criar uma mensagem para o colega da frente sem usar palavras. Podem desenhar ou usar símbolos. Damos uns 20 minutinhos pra isso. Depois, trocam as mensagens e tentam descobrir o que o outro quis dizer. Na última vez, foi hilário! O Joãozinho desenhou um sol e uma árvore e a Maria achou que era um piquenique, mas ele queria falar sobre as férias no sítio. Eles se divertem muito tentando decifrar as mensagens. Isso ajuda a perceberem que uma mesma informação pode ser interpretada de formas diferentes dependendo de como a gente transmite.

Outra atividade legal é a “Caixa Mágica”. Essa precisa só de uma caixa de sapato e alguns objetos simples tipo bola, lápis, pedrinha. Coloco a turma em círculos e vou passando a caixa com um objeto dentro. Cada aluno tem 1 minuto pra sentir o objeto sem olhar e depois descreve pro grupo o que acha que é — mas só pode usar gestos! Olha, a galera adora. Uma vez, a Sofia pegou uma bolinha de gude e ficou fazendo gestos de rotação com as mãos. O colega do lado achou que era um ioiô! É risada garantida, mas mais importante, eles começam a entender como transmitir informações através de gestos.

E tem também o “Museu Digital”. Eu uso tablets da escola ou mesmo celulares dos professores. Cada aluno tem que escolher um objeto ou imagem da sala ou do pátio da escola pra fotografar. Depois, eles se juntam em grupos pequenos e mostram suas fotos para os colegas explicando porque escolheram aquilo e o que querem contar com aquela imagem. Isso leva uns 30 minutos ao todo — tempo pra fotografar e depois compartilhar com os colegas. Na última vez que fizemos isso, o Caio tirou foto de um mural da escola porque ele queria mostrar como os trabalhos dos colegas são importantes pra todo mundo ver. A turma adorou isso. Eles aprendem a ver que imagens são formas poderosas de transmitir histórias sem precisar falar nada.

Essas atividades são maneiras práticas de trabalhar essa habilidade da BNCC sem complicação nem tecnologia avançada demais. E o melhor é ver a empolgação deles ao perceberem como comunicação é algo amplo e divertido! Espero que essas dicas sirvam pra vocês também aí na sala! Se testarem alguma dessas ideias ou tiverem outras dicas legais, mande aqui pro fórum! Sempre bom trocar ideia! Até mais!

Olha só, no dia a dia, dá pra perceber que os meninos aprenderam quando eles começam a se expressar de formas diferentes sem nem perceber. Tipo, eles pegam um desenho que fizeram e começam a contar uma história usando aquele mesmo desenho. Ou quando você ouve eles conversando entre si e um explica pro outro como transformar uma ideia em imagem. Teve uma vez que eu tava circulando pela sala e vi o João explicando pra Maria como ele transformou uma historinha que inventou em um cartaz. Ele dizia: "Olha, primeiro eu pensei na história, aí desenhei os personagens e agora tô contando pra você". Aí você pensa: "Ah, esse aí já tá dominando a parada!"

Outra coisa que acontece é quando eles começam a trocar ideias e sugestões de como melhorar a apresentação das informações. Eu lembro da Ana perguntando pro Pedro se ele achava que as cores que ela escolheu pro cartaz dela estavam boas pra passar a ideia de alegria. E o Pedro respondeu: "Talvez se você colocar um amarelo aqui vai ficar mais alegre". Isso é muito legal de ver porque mostra que eles tão começando a entender que as escolhas que fazem têm impacto em como a informação é passada.

Agora, os erros mais comuns nessa habilidade... Olha, tem um bocado! Um erro bem comum é quando eles acham que toda informação tem que ser escrita. Um dia, o Lucas tava tentando explicar pro pessoal sobre o desenho dele, mas só ficava escrevendo e escrevendo. Ele esqueceu que podia usar a própria imagem pra isso. O erro tá em pensar que só dá pra transmitir informação escrevendo, e isso acontece porque desde pequenos eles veem a escrita como principal forma de comunicação. Quando eu pego esse erro na hora, eu chamo o aluno e digo algo tipo: "Lucas, olha pro seu desenho. O que você consegue contar sem escrever nada? Tenta usar ele pra passar sua ideia".

Outro erro é quando eles confundem guardar informação com decorar. A Júlia, por exemplo, teve um trabalhinho onde ela precisava contar uma história usando alguns desenhos dela. Só que em vez de organizar os desenhos de forma lógica, ela só ficou repetindo tudo de cabeça sem olhar as imagens. É como se ela tivesse decorado uma fala em vez de usar as imagens como guia pras ideias dela. Nessas horas, eu tento mostrar pra turma toda que guardar informação não é decorar palavra por palavra, mas sim ter um jeito de lembrar das ideias principais.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA... Com eles, eu sempre procuro adaptar as atividades pra dar mais suporte. Pro Matheus, eu faço atividades mais curtas e variadas pra manter ele engajado. Se estamos fazendo uma atividade onde tem que criar uma história em quadrinhos, por exemplo, eu posso dividir em passos menores: primeiro desenha os personagens, depois cria um cenário, aí faz um balão de fala... Isso ajuda ele a manter o foco sem se perder.

Pra Clara, que tem TEA, o visual e o previsível são muito importantes. Então eu sempre tento usar símbolos, cores e esquemas pra deixar as instruções mais claras. Outro dia fizemos uma atividade em que cada parte da história era representada por uma cor diferente. Isso ajudou muito ela a entender a sequência dos eventos e organizar suas ideias. E também deixo claro o que vai acontecer nos próximos minutos, tipo: "Agora vamos desenhar por 5 minutos e depois compartilhamos com os amigos". Isso dá segurança pra ela.

Já fiz algumas tentativas que não deram muito certo também. Lembro de uma vez que tentei fazer uma atividade mais aberta para o Matheus e ele acabou se dispersando totalmente porque não tinha limites definidos do começo ao fim da tarefa. E com a Clara já tentei explicações longas demais sem apoio visual e percebi logo que ela não tava pegando nada do que eu dizia.

Bom pessoal, por hoje é isso! Tô sempre aprendendo com essa turma e descobrindo novos jeitos de ensinar cada habilidade de formas criativas e inclusivas. Espero que essas experiências ajudem vocês também! Valeu pela escuta!

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