Voltar para Matemática Ano
EF08MA26Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a realização de pesquisas amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra pode ser feita de diferentes maneiras (amostra casual simples, sistemática e estratificada).

Probabilidade e estatísticaPesquisas censitária ou amostral Planejamento e execução de pesquisa amostral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, pessoal, vamos falar um pouco sobre como a gente trabalha aquela habilidade EF08MA26 da BNCC no 8º Ano, que é sobre pesquisa amostral e tal. Olha, na prática, o que a meninada tem que entender é por que a gente faz pesquisa com amostra em vez de perguntar pra todo mundo, o que no jargão técnico é chamado de pesquisa censitária. A galera precisa sacar quais são as razões pra fazer uma pesquisa com amostra: pode ser por causa de limitações de tempo, dinheiro ou até mesmo questões éticas, tipo quando não dá pra perguntar pra todo mundo sem invadir privacidade ou algo assim. E aí também entra como é que a gente escolhe essa amostra: pode ser casual simples, sistemática ou estratificada. Isso tudo tem a ver com o que eles já viram de probabilidade e estatística no sétimo ano, mas agora a ideia é aprofundar nessas estratégias.

Pra concretizar isso, eu faço três atividades que dão uma boa base pra eles entenderem esses conceitos na prática. Primeiro, a gente faz uma atividade bem simples com balas. Eu levo um saco de balas daqueles grandões, e peço pra turma imaginar que cada bala é uma pessoa numa cidade. A gente divide a turma em grupos pequenos – uns cinco alunos por grupo tá bom – e dou um tempo curto, uns 10 minutinhos, pra galera selecionar uma quantidade X de balas sem olhar, simulando uma amostra casual simples. Depois cada grupo avalia se a cor das balas na amostra representa bem as cores do saco todo. É legal porque eles fazem a conexão rapidinho e entendem que uma amostra pequena pode não representar tão bem o todo se não for bem escolhida.

Na atividade seguinte, eu proponho um mini-projeto que envolve a escola inteira. Peço pra turma formular uma pergunta do tipo "Qual é o lanche preferido dos alunos da escola?" Aí divido eles em dois grupos grandes: um vai fazer uma pesquisa censitária com todas as turmas do turno deles, e o outro vai fazer só com algumas turmas escolhidas por sorteio (amostragem casual simples). Dou duas semanas pra eles organizarem isso, pesquisarem e apresentarem os resultados. Os meninos ficam animados porque é real – eles vão mesmo conversar com os colegas e coletar dados. Da última vez que fiz isso, fizemos uma apresentação no pátio da escola e o João ficou superempolgado explicando os gráficos que ele e a Maria fizeram. E olha só: eles mesmo concluíram que muitas vezes dá pra confiar numa boa pesquisa amostral sem precisar entrevistar todo mundo.

A terceira atividade é mais voltada pra reflexão crítica e ética. Eu levo algumas manchetes de jornal com pesquisas de opinião pública – coisas tipo "80% das pessoas aprovam tal medida do governo" – e pergunto quem acredita nesses números à primeira vista. Passo uns 15 minutinhos discutindo isso em sala antes de dividir eles em grupos menores pra refletirem sobre como essas pesquisas podem ser feitas. Peço pra cada grupo pensar em razões pelas quais não seria possível perguntar pra todo mundo num censo total – aí entram questões econômicas e até éticas. Na última vez que fizemos isso, o Pedro levantou uma questão interessante sobre privacidade ao dizer: "Por que alguém responderia 'sim' ou 'não' sobre algo pessoal?". Esse tipo de sacada é importantíssimo porque traz o conceito de ética pro debate.

No fim desse processo todo, o que espero é que os alunos saiam sabendo escolher que método usar numa pesquisa dependendo do contexto e dos recursos disponíveis. Também quero que eles sejam capazes de questionar pesquisas que veem na mídia e saibam avaliar se são confiáveis ou não. É um aprendizado super importante porque vivemos num mundo bombardeado por dados e estatísticas o tempo todo.

E vocês sabem como é gratificante ver esses meninos crescendo criticamente. A habilidade EF08MA26 passa longe de ser só teoria; quando a gente coloca ela na prática, com exemplos do cotidiano deles, os alunos ficam mais engajados e interessados. Espero que essas ideias ajudem vocês também! Vamos nos falando por aqui!

Olha, perceber que o aluno aprendeu mesmo sem aplicar uma prova formal é mais sobre o feeling, sabe? A gente vai sacando no dia a dia, nas pequenas coisas que eles fazem e falam. Por exemplo, quando estou circulando pela sala, dá pra notar quem tá entendendo o conteúdo quando eles começam a questionar ou discutir entre si sobre os temas das atividades. É uma beleza quando a gente vê aquele brilho nos olhos deles, tipo quando o Joãozinho, na hora de calcular a média de uma amostra, virou pra Mari e disse: "Mari, se a gente só pegasse as notas dos alunos do fundo da sala, ia dar uma média diferente, né? Porque eles não respondem tudo." Aí você sabe que ele tá ligando os pontos sobre como a amostragem pode refletir ou distorcer a realidade.

Outro jeito de perceber é quando um aluno explica pro outro. Teve um dia que vi a Luiza ajudando o Pedro. Ela disse um negócio assim: "Pedro, não precisa calcular todos os números. Escolhe uns aqui e outros ali pra ver como varia." Cara, quando um aluno consegue ensinar pro colega, é porque ele realmente entendeu. Aí meu coração até acelera um pouquinho de alegria.

Falando dos erros mais comuns, olha só, tem umas confusões que acontecem. O Lucas, por exemplo, na hora de escolher uma amostra aleatória, ele sempre acaba pegando só os amigos dele. Aí eu perguntei: "Lucas, se você só escolhe seus amigos, será que tá representando todo mundo mesmo?" Acho que é natural esse erro porque eles têm a tendência de se apoiar no conhecido. Ou então a Ana que adora fazer amostragem rápida e sempre acha que tá errada porque o resultado sai muito diferente do esperado. Ela não acredita nos próprios cálculos e pensa que é tudo errado por falta de confiança.

Quando esses erros acontecem e eu consigo pegar na hora, geralmente vou até o aluno e faço umas perguntas guiadas pra ele perceber onde tá o deslize. Tipo assim: "Será que essa escolha representa todo mundo?" ou "O que será que acontece se você escolher só esse tipo de pessoa?". Isso ajuda eles a refletirem melhor sobre suas decisões.

Agora, com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA na turma, eu preciso adaptar algumas coisas pras necessidades deles. Com o Matheus por exemplo, eu tento dividir as atividades em passos menores e dou intervalos maiores entre as tarefas pra ele poder se concentrar melhor sem se sentir pressionado. Já tentei usar aplicativos interativos de matemática com ele, mas nem sempre deu certo; às vezes a tela acaba distraindo mais do que ajudando. O que funciona mesmo é ter um cronograma visual onde ele pode ver o que já fez e o que ainda falta fazer.

Já com a Clara, eu noto que ela responde bem quando eu dou instruções bem claras e visuais. Uso muitos cartazes coloridos pra ilustrar as etapas da pesquisa amostral ou cartões com exemplos práticos pra ela manipular. Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo com ela sem preparar devidamente os colegas para incluí-la melhor e acabou que ela ficou meio deslocada. Agora procuro integrar ela aos poucos nas interações em grupo com papéis específicos ou tarefas individuais relacionadas ao tema.

Bom, acho que é isso aí galera. Ensinar é sempre esse processo de entender as individualidades dos alunos e adaptar nossa prática conforme vamos conhecendo eles melhor. Espero que minhas experiências ajudem vocês de alguma forma! Fiquem à vontade pra compartilhar também suas histórias sobre como lidam com essas questões em sala de aula. Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF08MA26 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.