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EF08MA03Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas de contagem cuja resolução envolva a aplicação do princípio multiplicativo.

NúmerosO princípio multiplicativo da contagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, vamos lá, falar um pouco dessa habilidade EF08MA03, que é sobre resolver e elaborar problemas de contagem usando o princípio multiplicativo. Na prática, isso significa que a gente precisa ajudar os meninos a entender como multiplicar possibilidades em vez de sair contando cada uma separadamente. Tipo assim: se você tem 3 camisetas e 2 calças, quantas combinações diferentes de roupa você pode fazer? A ideia é que o aluno consiga pensar "Ah, se eu tenho 3 opções de camiseta e pra cada camiseta eu posso usar 2 calças, então eu multiplico 3 por 2 e tenho 6 combinações possíveis". É uma forma de organizar o pensamento e otimizar a resolução de problemas que envolvem contagem.

Bom, no ano anterior, eles já vêm com uma ideia do que é multiplicação e já fizeram alguns exercícios simples de permutação, só que agora a gente amplia isso. Quando eu vejo que eles conseguem entender isso, eu sei que estão no caminho certo pra resolver problemas mais complexos, tipo aqueles envolvendo combinações de eventos independentes.

A primeira atividade que eu faço são os famosos "cartõezinhos de possibilidades". Eu pego um monte de cartões coloridos, dai faço uns pares com letras e números – tipo A1, B2, C3 – e distribuo pela sala. Aí cada aluno pega dois ou três cartões aleatórios e tem que descobrir quantas combinações diferentes ele consegue fazer com eles. Essa atividade é individual, leva uns 20 minutos e dá tempo deles trocarem os cartões entre si pra formar novas combinações. A reação varia: a Maria sempre acha fácil demais, enquanto o João fica meio perdido até entender que não precisa contar um por um porque dá pra multiplicar as opções direitinho. Uma vez o Pedro se empolgou tanto que começou a criar regras próprias pros cartões, como se estivesse em um jogo tipo RPG. Foi divertido ver ele transformando matemática em brincadeira.

Outra atividade bem bacana é o "desafio do restaurante". A gente monta um cardápio fictício com 3 entradas, 4 pratos principais e 2 sobremesas. Divido a turma em pequenos grupos de três ou quatro alunos e dou uns 30 minutos pra eles calcularem quantos menus diferentes podem ser montados escolhendo uma opção de cada categoria. Os meninos ficam bem animados, e sempre tem aquele grupo que acaba discutindo entre si porque um acha que entendeu melhor a lógica do multiplicativo que o outro. Na última vez que fizemos isso, a Sofia sugeriu criar um cardápio vegano também e foi engraçado ver como o Lucas calculava rapidinho sem nem perceber que tava fazendo conta.

E a terceira atividade é o "desafio das senhas". Eu passo pra turma uma situação imaginária: eles precisam criar senhas seguras usando duas letras (A-Z) seguidas por três números (0-9) – algo bem típico do mundo digital hoje em dia. Aí eles têm que calcular quantas senhas diferentes podem ser criadas assim. Eu deixo eles trabalharem em duplas pra facilitar as discussões e uso uns papéis grandes onde eles podem rabiscar à vontade as possibilidades. Isso geralmente leva a última meia hora da aula. A reação deles é um misto de surpresa e realização quando percebem o tamanho do número final; gostam de ver como pequenas mudanças nas regras de formação da senha alteram drasticamente o número total de combinações possíveis. Uma vez, o Felipe resolveu desafiar a turma tentando calcular tudo mentalmente sem papel! Claro, ele se embananou no caminho e rimos bastante com isso.

Essas atividades ajudam bastante porque tornam mais concretos esses conceitos meio abstratos do princípio multiplicativo. E é muito legal ver a galera trabalhando junto pra resolver problemas maiores do que poderiam sozinhos no papel. No final das contas, eles saem achando matemática um pouco mais interessante e concreta do que quando só veem números escritos no quadro – e essa mudança de percepção já vale muito. Então é isso galera, compartilhem aí como vocês têm trabalhado essa habilidade com os alunos ou se alguém tiver uma ideia nova pra atividades!

Olha, vou te contar, é muito interessante perceber quando os meninos pegam esse lance do princípio multiplicativo. E não precisa de prova formal pra isso, não. A gente percebe nas pequenas coisas do dia a dia mesmo. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e escuto as conversas entre eles, dá pra pegar várias dicas. Tem uma hora que o aluno tá tão empolgado com o que aprendeu que começa a explicar pro colega do lado. Isso é um sinal muito claro de que ele entendeu de verdade. Teve um dia que eu passei uma atividade em grupo e vi o Joãozinho falando pra Maria: "Olha aqui, Maria, se a gente tem 4 tipos de suco e 3 tipos de lanche, é só multiplicar 4 por 3 pra saber quantas combinações tem. Não precisa ir anotando uma por uma!" Quando eu ouço isso, eu penso: "Ah, o Joãozinho pegou a ideia!"

Outra dica é quando eles começam a aplicar o conceito em situações que não foram ditas diretamente na aula. Tipo, se a gente tá falando de roupa e alguém puxa um assunto nada a ver, como combinações de exercício físico ou lanche da cantina, e eles começam a usar o princípio multiplicativo ali também, é sinal que internalizaram bem o conceito.

Agora, sobre os erros comuns... Olha, vou te contar que um dos mais frequentes é esquecer de incluir todas as possibilidades. Tipo a Ana outro dia tava resolvendo um problema em que ela tinha que combinar vários tipos de molho com macarrão e carne. Ela acertou os molhos com as carnes, mas esqueceu de contar o macarrão! Ela ficou lá achando que tinha resolvido tudo direitinho até perceber que tava faltando um passo. Isso acontece muito porque às vezes eles se perdem no meio do caminho e esquecem alguma variável. Aí, quando isso acontece na hora da atividade, eu passo perto e pergunto: "Ana, você lembrou de contar todos os elementos? E se você tivesse mais uma coisa aí?" E ela mesma percebe onde tá o erro.

Outra situação comum é quando eles confundem somar com multiplicar. Tipo assim, teve uma vez que o Pedro tava fazendo um exercício parecido e em vez de multiplicar as opções de camiseta, calça e sapato, ele somou tudo. Saiu tudo errado! Esse erro acontece porque muita gente tem tendência a pensar sempre na soma — afinal, é o que eles fazem desde crianças — antes de aprender a multiplicação das possibilidades. Aí eu paro e falo algo como: "Pedro, cê tá tentando somar as roupas ou combiná-las? Dá uma pensada nisso", daí ele volta e corrige.

Com relação ao Matheus e à Clara... Bom, cada um deles tem seu jeitinho especial e precisa de algumas adaptações nas atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e fragmentadas. Eu sempre procuro dividir as tarefas em passos menores e mais claros pra ele não ficar sobrecarregado. Ele também gosta muito de material visual, então uso bastante cartolina com desenhos ou gráficos coloridos pra ajudar na compreensão do problema.

Já a Clara tem TEA e ela se dá super bem com rotina e previsibilidade. Ela precisa saber exatamente o que vai acontecer durante a atividade. Então sempre dou uma espécie de roteiro do que vamos fazer naquele dia e vejo que ela fica mais confortável assim. Também percebi que ela gosta muito de usar aplicativos educativos no tablet, então às vezes deixo ela resolver alguns problemas dessa forma. O que não funcionou muito foi tentar fazer atividades em grupo sem preparação prévia pra ela; às vezes isso causava certa ansiedade.

Bom, espero ter ajudado com minhas experiências! Se vocês tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar suas experiências também, tô aqui pra trocar ideia! É sempre bom aprender com a galera.

Valeu por ler até aqui! Abraço!

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