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EF08MA27Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados, destacando aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões.

Probabilidade e estatísticaPesquisas censitária ou amostral Planejamento e execução de pesquisa amostral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08MA27 aí, o que eu entendo é que os meninos precisam aprender a pegar uma pergunta ou um assunto, bolar uma pesquisa legal e depois descobrir como mostrar os resultados de um jeito que todo mundo entenda. É tipo assim, eles têm que ser meio detetives da matemática, sabe? Eles precisam saber escolher quem vão entrevistar (não dá pra perguntar pra escola toda, né?), saber quais perguntas fazer e depois colocar tudo no papel de um jeito bonitinho, com gráficos, tabelas e umas conclusões bacanas.

Aí, pensa na diferença de fazer uma pesquisa em que você pergunta pra todo mundo (censo) e outra em que você pergunta só pra uma parte da galera (amostra). É isso que eles têm que entender. Na prática, eles devem conseguir fazer tipo aquelas entrevistas de pesquisa eleitoral: saber quem chamar pra responder pra ter uma ideia boa do todo. E claro, depois mostrar tudo isso nos gráficos e nas tabelas, usando médias, medianas, moda... todas aquelas medidas que eles já viram no 7º ano. Eles chegam no 8º ano já tendo uma noção boa dessas coisas, mas agora é hora de aprofundar e aplicar mesmo.

Bom, vou contar como eu faço isso na minha turma do 8º Ano. Tem três atividades que gosto muito e os meninos sempre se engajam.

Primeira atividade é a seguinte: cada grupo vai planejar uma pesquisa sobre algum tema que eles acham interessante. Pode ser desde "comida preferida" até "horas gastas no celular por dia", sabe? Eles escolhem o tema. O legal é que eu só preciso de papel e caneta pra eles anotarem as perguntas e os dados. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Dá pra fazer isso numa aula só se a turma não ficar enrolando muito. Na última vez que fizemos isso, o grupo do João e da Larissa escolheu pesquisar sobre o esporte preferido dos alunos da escola. Foi engraçado porque no final eles perceberam que tinham entrevistado mais meninos do que meninas e isso estava influenciando o resultado que deu futebol em primeiro disparado.

Na segunda atividade, é hora de trabalhar com a técnica de amostragem. Eu explico as diferenças entre amostragem aleatória simples, sistemática, estratificada... mas nada muito teórico. Faço isso com exemplos: tipo assim "imagina que a escola inteira é um bolo de chocolate e você só pode provar um pedaço pequeno pra saber se tá bom... qual pedaço escolheria?" Aí a galera sempre dá risada e entende rapidinho. Pra essa atividade, uso pacotes de M&Ms. Cada cor representa um grupo diferente. Eles têm que escolher um número específico de M&Ms sem olhar, anotando as cores para fazer uma amostra aleatória, por exemplo. Organizo em duplas e essa parte leva uns 30 minutos. Da última vez o Lucas quase comeu metade dos M&Ms antes de terminar a atividade! Tive que tirar os doces da vista dele.

A terceira atividade é quando eles colocam tudo junto: a pesquisa feita, as amostras escolhidas e agora fazer os gráficos e escrever conclusões. Deixo eles usarem o computador da escola ou até mesmo o celular se a gente conseguir sinal de internet decente naquele dia (o que não acontece sempre). O objetivo é fazer gráficos usando algum software simples ou até app online gratuito. Aqui leva um pouco mais de tempo, geralmente duas aulas inteiras. Eles ficam empolgados quando começam a ver os resultados tomando forma nos gráficos coloridos. Teve uma vez que o grupo da Ana fez um gráfico tão exagerado em cores e efeitos que parecia mais um show pirotécnico do que uma apresentação de dados! Mas ficou ótimo no final das contas.

É isso aí. Acho importante dar liberdade pros meninos escolherem assuntos do interesse deles porque motiva mais a aprenderem. E sempre tem espaço pro erro e correção, porque é errando que se aprende né? No final das contas, eles acabam entendendo bem como funciona esse lance de pesquisa amostral e saem prontos pra aplicar isso em outros contextos também.

Bom, essa é minha experiência com essa habilidade na sala de aula. Espero que tenha ajudado quem tá começando a trabalhar esse tema! Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola, manda ver! É sempre bom trocar figurinhas com outros professores!

Olha, pra saber se os meninos realmente entenderam essa habilidade EF08MA27 sem ficar naquelas provas formais, eu gosto de ficar de olho neles no dia a dia mesmo, sabe? Quando eu tô circulando pela sala, dá pra sentir o clima. Tem hora que você vê um aluno ali bem concentrado, rabiscando no caderno, meio que falando sozinho enquanto organiza as ideias. Tipo o Lucas, que outro dia tava lá, falando baixo: “Se eu perguntar isso, vou ter que fazer gráfico de barras...”. Pra mim isso é um sinal de que o menino tá entendendo a lógica por trás da pesquisa.

Outra coisa que eu faço é ouvir as conversas entre eles. Às vezes, um aluno explica pro outro e aí é quando a mágica acontece. Teve a Juliana explicando pro Rafael sobre como fazer o gráfico dela mais claro: “Olha, Rafa, se você usar aquelas colunas mais largas nos gráficos, fica mais fácil de ver quem gostou mais de futebol ou de vôlei na pesquisa”. Ali eu percebi que ela sacou o lance da apresentação dos dados.

Claro que tem os erros comuns que os meninos cometem. Um exemplo clássico é do João. Ele fez uma pesquisa sobre os lanches preferidos da turma, mas na hora de montar a tabela, ele acabou misturando dados qualitativos com quantitativos. Colocou “gosto” como se fosse número! Esse tipo de confusão acontece porque eles às vezes querem organizar rápido demais e não param pra pensar no tipo de informação que têm em mãos. Quando eu percebo isso acontecendo na hora, dou uma cutucada: “Ô João, dá uma olhada nisso aqui. Será que isso tá fazendo sentido nesse gráfico?”. Assim ele para e pensa antes de seguir adiante.

Aí tem a questão do Matheus com TDAH e a Clara com TEA. Com o Matheus, eu tento manter as atividades mais dinâmicas pra prender a atenção dele. Atividades curtas e variadas ajudam muito. Ao invés de deixar ele lá parado fazendo uma pesquisa só, eu incentivo ele a fazer pausas e conversar com outros colegas sobre suas descobertas. Ele também gosta muito de usar cores e desenhos nos gráficos, então deixo ele explorar isso à vontade. Uma vez, ele fez um gráfico sobre jogos de videogame favoritos da turma e cada coluna tinha uma cor diferente. Ficou ótimo e ele se envolveu até o final.

Com a Clara, a abordagem é outra. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Então costumo dar pra ela um planejamento bem detalhado do que vai ser feito no dia. Ela sabe exatamente qual etapa vem depois da outra. E com ela funciona usar recursos visuais mais estruturados. Eu dei pra ela um template de gráfico que ajuda muito na organização dos dados antes dela passar pro papel final. Um dia ela me surpreendeu quando montou uma pesquisa incrível sobre animais de estimação com gráficos lindos!

O tempo é o grande aliado aqui, né? Eu deixo claro desde o início que não precisa ser tudo num único dia. Dá pra dividir etapas: um dia pesquisa, outro dia análise e por aí vai. Isso ajuda muito o Matheus e a Clara a não ficarem ansiosos ou frustrados.

Agora, nem tudo são flores! Teve vez que eu tentei usar um aplicativo online pra ajudar nos gráficos e isso foi um desastre com a Clara porque o aplicativo não era tão previsível quanto eu pensava... então voltei pros bons e velhos papéis.

Bom, é isso! Espero que essas experiências aí possam ajudar vocês também nas suas salas. Se alguém tiver mais dicas pra ensinar esses meninos aí no meio das pesquisas malucas deles, tô aberto a ouvir! Valeu pela atenção e até a próxima!

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