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EF08MA25Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Obter os valores de medidas de tendência central de uma pesquisa estatística (média, moda e mediana) com a compreensão de seus significados e relacioná-los com a dispersão de dados, indicada pela amplitude.

Probabilidade e estatísticaMedidas de tendência central e de dispersão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08MA25 da BNCC pros meninos do 8º ano, no fim das contas é sobre eles entenderem o que são a média, a moda e a mediana numa pesquisa. Mas não só entender de decorar definição, sabe? É realmente sacar o que essas medidas querem dizer com os dados que eles têm na mão. Eu sempre tento explicar pros meninos que cada uma dessas medidas conta uma história diferente sobre um conjunto de dados. A média, por exemplo, é como se todo mundo no grupo tivesse a mesma coisa e você dividisse isso igualmente. Já a moda é aquele valor que aparece mais vezes, tipo o sabor de pizza preferido da galera numa festa. E a mediana é o valor do meio quando você coloca tudo em ordem, então é como saber quem tá no meio da fila.

Na prática, os alunos precisam conseguir pegar um monte de número, entender como eles se relacionam e aplicar esses conceitos de média, moda e mediana pra tirar alguma conclusão útil. Isso se conecta bastante com o que eles já viram antes sobre como organizar dados. Até o sétimo ano, eles estavam mais acostumados com tabelas simples e gráficos de barras. Agora, a ideia é aprofundar e começar a ver como interpretar esses dados de maneira mais crítica.

Bom, vou contar agora três atividades que faço lá na sala com os meninos. A primeira delas envolve algo bem cotidiano: a altura da turma. Divido a turma em grupos pequenos, tipo uns cinco alunos por grupo, pra eles calcularem a média, moda e mediana das alturas deles mesmos. Cada grupo pega uma fita métrica (emprestada da sala de Educação Física) e uma folha de papel pra anotar as medidas. Esse exercício não leva mais de 20 minutos e é sempre engraçado ver a reação dos alunos quando percebem que o Lucas é sempre o mais alto do grupo. Teve uma vez que a Júlia descobriu que ela era a mediana da turma e saiu dizendo que era "equilibrada".

Outra atividade que faço envolve notas fictícias de provas. Eu entrego uma tabela pronta com notas de uma turma imaginária e peço pra cada um calcular as medidas de tendência central dessas notas. Eles fazem isso individualmente primeiro e depois compartilham os resultados em duplas ou trios. Leva uns 30 minutos no total. Aí eu sempre coloco um "ponto fora da curva" na tabela pra ver se eles percebem como ele afeta a média. Na última vez que fiz isso, o Carlos apontou rapidinho: "Professor, essa nota 2 aqui tá avacalhando nossa média!". E é disso que eu gosto, deles começarem a perceber como um dado muito diferente dos outros pode interferir.

A terceira atividade que faço é meio divertida: peço pra turma fazer uma pesquisa rápida entre eles sobre o número de irmãos que cada um tem. Isso vira uma tabela no quadro negro (sim, ainda uso quadro negro) e aí eles calculam média, moda e mediana do número de irmãos na sala. Dá pra fazer em meia hora fácil. O interessante aqui foi quando fizemos isso no ano passado e descobrimos que a moda era 2 irmãos. A maioria tem dois irmãos mesmo! E aí caiu a ficha pra eles sobre como isso mostra uma tendência.

E olha só, além da parte técnica de calcular esses valores, eu sempre tento discutir com eles o significado disso tudo. Tipo assim: "O que significa ter uma média de idades na sala? E se alguém muito mais velho ou mais novo entrasse na sala?". Esse tipo de pergunta faz eles pensarem além dos números.

Acho importante também frisar pra essa galera que esses conceitos não ficam só na matemática. Eles vão usar isso em várias situações da vida. Quando vão decidir se um produto tá caro ou barato comparando preços médios ou mesmo quando forem analisar resultado de pesquisa pra algum trabalho da faculdade no futuro.

Essas atividades têm dado certo porque são simples e conectam bem com o dia a dia deles. Parece algo pequeno, mas entender esses conceitos agora vai ajudar muito quando tiverem que lidar com estatísticas mais complexas lá na frente.

E aí, algum de vocês já tentou essas atividades ou algo parecido? A gente troca umas figurinhas por aqui porque sempre dá pra aprender um jeito novo de engajar a turma! Bom, vou ficando por aqui. Fico esperando as histórias de vocês também! Abraço!

Olha, a gente sabe que o aluno aprendeu de verdade quando ele consegue aplicar o que a gente ensina em situações que vão além do que tá no livro. Na sala de aula, eu fico sempre circulando, prestando atenção nas conversas entre eles. Aí é que vem o pulo do gato. Quando os meninos estão discutindo um problema e, do nada, você ouve um deles falando "Ah, mas se a gente pegar a média, isso aqui fica assim" ou "Não, a moda aqui é tal". É nesses momentos que você percebe, "Ah, esse entendeu!". Um exemplo foi quando o Joãozinho tava explicando pra Larissa que a média da idade da turma não mostrava direitinho a realidade porque tinha uns alunos bem mais velhos e outros bem mais novos, aí ele disse que a mediana talvez fizesse mais sentido. Ele não só acertou na escolha da medida como também entendeu por que tava fazendo isso. Nesse dia eu saí todo orgulhoso.

Aí tem os erros que são comuns, né? Sempre tem aquele aluno que confunde média com moda. Tipo a Maria uma vez levantou a mão e disse que a moda era 15 só porque 15 era um número meio legal, sei lá, ela achou bonito. Aí tive que lembrar ela de olhar qual número aparecia mais vezes de verdade na lista. O Pedro fez algo parecido quando mandou uma média errada porque esqueceu de dividir pelo total de valores. Ele somou tudo e parou por aí, já achando que tava arrasando. Esses erros acontecem porque às vezes eles tão com pressa de resolver o exercício ou até por pura distração mesmo. Quando pego o erro na hora, dou uma cutucada e faço eles repensarem: "Será que você considerou tudo mesmo? Será que é isso aí?" e deixo eles corrigirem sozinhos.

Agora, falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e eu já percebi que ele se sai melhor quando as atividades são mais dinâmicas. Então pra ele eu tento usar mais jogos educativos ou desafios rápidos. Tipo um dia fizemos um jogo de cartas onde cada carta tinha uma questão sobre média, moda ou mediana e ele adorou! Essas coisas ajudam ele a manter o foco por mais tempo. Já tentei deixar ele só com papel e caneta algumas vezes, mas aí você já viu, né? Ele começa a desenhar na folha e já era matemática.

Com a Clara, que tem TEA, a estratégia é diferente. Ela precisa de um ambiente mais previsível e menos caótico. Pra ela coloco um roteiro das atividades do dia e indico cada etapa do problema no quadro. Ela gosta disso porque se organiza melhor. Às vezes faço fichas visuais com gráficos coloridos pra ajudar ela a entender os dados de outra forma. Teve uma vez que fizemos uma atividade de grupo sobre pesquisa estatística e ela ficou meio perdida com o burburinho todo dos colegas. Então passei pra ela uma atividade individual com materiais visuais diferenciados e funcionou bem melhor.

O tempo também é algo que preciso considerar com esses dois. Com o Matheus dou umas pausas nas atividades pra ele poder dar uma respirada. Já com a Clara às vezes dou um tempinho extra pra ela concluir as tarefas dela no ritmo dela.

E assim vou lidando com os desafios diários da sala de aula... Cada aluno é único e exige uma abordagem personalizada, mas isso torna nosso trabalho sempre interessante e gratificante. Aí depois dessa troca toda no fórum já me sinto até renovado pra encarar as próximas aulas! Valeu demais por ler até aqui e qualquer hora volto com mais histórias da sala de aula! Até logo!

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