Olha, essa habilidade EF01MA16 é bem interessante de trabalhar com os meninos do 1º Ano. Na prática, significa ajudar os pequenos a contar como foi o dia deles usando a sequência das coisas que aconteceram e, quando dá, encaixar os horários em que essas coisas rolaram. Tipo assim, eles têm que ser capazes de dizer "eu acordei às 7h, tomei café às 7h30 e fui pra escola às 8h". Isso ajuda os alunos a terem uma noção de tempo e sequência, que é super importante pra vida toda, né?
Na turma do 1º Ano, eles já vêm com alguma noção de sequência porque, na Educação Infantil, eles fazem atividades tipo contar histórias ou descrever rotinas diárias. Eles já conseguem dizer que primeiro escovaram os dentes e depois tomaram café, por exemplo. O que a gente faz agora é aprofundar isso e começar a introduzir a ideia de horários concretos.
Bom, então vou contar como faço isso com três atividades que sempre dou pra turma e que eles adoram. A primeira é uma atividade que chamo de "A Linha do Tempo do Meu Dia". Olha só: eu dou pra cada aluno uma folha de papel A3 e lápis de cor. Aí eles desenham o que fizeram ontem em ordem. Primeiro, desenho só, sem pensar em horário. Eles desenham acordando, tomando café, brincando um pouco, indo pro colégio... E por aí vai. Depois que terminam os desenhos, eu dou um tempinho pra eles pensarem nos horários dessas atividades. Aí vem a parte divertida: eles precisam escrever os horários ao lado dos desenhos. Pra ajudar, a gente usa relógios de brinquedo que tenho na sala. Eles mexem nos ponteiros pra tentar encontrar o horário certo. Essa atividade costuma levar uma aula inteira, mais ou menos uns 50 minutos.
A gente vê cada desenho e é muito legal ver como eles se expressam. Uma vez o Lucas desenhou ele mesmo como um super-herói correndo até a escola. Ele disse que foi às 8h10 e estava atrasado pra salvar o dia! E eu disse "Lucas, mas aí você já estava atrasado pra aula também!", e ele respondeu "Mas valeu a pena!". A galera toda caiu na risada.
Outra atividade que faço é um jogo chamado "Relógio Vivo". Eu levo todo mundo pro pátio e peço pra eles formarem um círculo grande. Aí eu escolho dois alunos: um vai ser o ponteiro das horas e outro o dos minutos. Uso um giz pra desenhar um relógio gigante no chão e marco as horas de 1 a 12 ao redor do círculo. Os dois alunos andam no círculo como ponteiros vivos e a turma tem que adivinhar que horas são. Depois invertemos os papéis e todos têm chance de serem ponteiros.
Da última vez que fizemos essa atividade, a Ana estava meio tímida no início, mas quando foi a vez dela ser o ponteiro dos minutos, ela ficou super animada porque conseguiu dizer as horas direitinho quando os colegas perguntaram. Isso levou uns 30 minutinhos e dá uma energia boa pra galera.
A última atividade é bem simples, mas muito eficaz: "Histórias com Horas". Eu trago algumas cartinhas ilustradas com cenas de rotina – tipo acordando da cama, comendo cereal, brincando no parquinho – cada carta tem uma hora escrita nela. Divido os meninos em grupos de quatro ou cinco e entrego um conjunto de cartinhas pra cada grupo.
Eles têm que colocar as cartas em ordem cronológica e criar uma historinha em grupo usando as cenas e horários. Depois apresentam pras outras equipes. Em uma dessas vezes o grupo da Mariana criou uma história tão engraçada sobre um menino que comia sete vezes por dia porque esquecia do horário! Isso normalmente leva uns 40 minutos.
Essas atividades ajudam muito porque são lúdicas e engajam bem os meninos no conceito de tempo e sequência dos eventos do dia. Além disso, ajudam na socialização e na organização das ideias deles.
Bom, trabalhar essa habilidade é um desafio muito gratificante porque você vê os alunos começando a entender algo fundamental pro dia a dia deles. E é incrível ver como eles vão ficando mais conscientes do tempo à medida que vamos avançando nas atividades.
Espero ter ajudado vocês aí a pensar em jeitos novos de ensinar essa habilidade! Se tiverem outras ideias ou dicas também vou adorar ouvir! Até mais!
Então, gente, continuando o papo sobre a habilidade EF01MA16, vou contar como eu percebo que a turma tá sacando o conteúdo. Não é só com prova, né? A gente tem que ficar esperto no dia a dia mesmo. Quando tô circulando pela sala, observando os meninos, dá pra perceber muito sobre o que eles têm aprendido. Às vezes, escuto uma conversa entre eles e percebo como estão organizando a própria linha do tempo do dia a dia. Tipo assim, outro dia ouvi o João explicando pro Pedro o que ele fez no fim de semana. Ele disse: "Primeiro eu acordei bem cedinho, aí tomei café e depois a gente foi pro parque". Só pela forma como ele usou o “primeiro”, “aí” e “depois”, já vejo que ele tá sacando essa ideia de sequência.
Outra coisa que faço é propor atividades em grupo. Durante essas atividades, dá pra ver quem tá entendendo quando um aluno explica pro outro. A Marina uma vez tava ajudando a Ana a organizar umas figuras em ordem de acontecimento. A Ana tava meio perdida, mas a Marina pegou e falou: "Olha, primeiro a gente faz isso aqui, depois vem esse outro". Aí é quando você pensa "ah, essa aí entendeu".
Agora, sobre os erros mais comuns. Olha, é normal eles se confundirem com os horários ainda. Tipo o Lucas, ele sempre troca as horas de manhã com as de tarde. Uma vez ele disse que tomou café da tarde às 8h da manhã. Aí eu vou lá e falo: "Lucas, pensa comigo: 8h da manhã é quando você tá indo pra escola, lembra?" E ele ri porque se toca do erro. Outra coisa comum é pular um passo na sequência das atividades. A Júlia sempre esquece de mencionar alguma parte importante do que fez no dia dela. Como da vez que ela falou: "Acordei e fui dormir", sem contar o almoço, o jantar e tudo mais. Esses erros acontecem porque eles ainda estão internalizando essa noção de tempo e sequência em suas rotinas diárias.
O que faço pra ajudar é sempre reforçar com exemplos concretos e repetir as sequências nas atividades cotidianas. Se pego o erro na hora, corrijo com uma pergunta retórica ou peço pra que contem do início com calma.
Agora falando dos desafios específicos com dois alunos: o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Com o Matheus, preciso ser criativo nas atividades pra manter ele engajado. Uso muito material visual e coisas táteis com ele. Por exemplo, uso cartões coloridos com desenhos das atividades diárias e peço pra ele montar uma linha do tempo no chão. Funciona porque ele adora estar em movimento. Ah, e criar um ambiente menos barulhento ajuda muito também. Já testei deixar ele usar fones com música instrumental baixa enquanto faz as atividades mais calmas em grupo.
Já com a Clara, preciso ser mais delicado e direto nas instruções. Ela precisa de rotina estruturada e previsível pra se sentir confortável. Eu faço um calendário visual com ela no começo da semana e revisamos juntos cada dia de manhã. Ela também responde bem a materiais impressos com pictogramas que ilustram sequências do dia a dia. O que não funcionou foi tentar fazer ela explicar as coisas verbalmente logo de cara em frente à turma toda; ela se sente pressionada demais.
Resumindo, entender cada aluno dentro das suas particularidades e ajustar as atividades faz toda diferença. E é isso que torna nosso trabalho tão fascinante e desafiador ao mesmo tempo.
Bom pessoal, vou ficando por aqui nesse papo sobre EF01MA16. Espero ter ajudado alguém aí do outro lado! Se tiverem dúvidas ou quiserem compartilhar suas experiências também, fiquem à vontade! Até a próxima!