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EF01MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar comprimentos, capacidades ou massas, utilizando termos como mais alto, mais baixo, mais comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, mais largo, mais pesado, mais leve, cabe mais, cabe menos, entre outros, para ordenar objetos de uso cotidiano.

Grandezas e medidasMedidas de comprimento, massa e capacidade: comparações e unidades de medida não convencionais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF01MA15 lá da BNCC, o que eu entendo na prática é que a gente tem que ajudar os meninos a olhar pro mundo ao redor e perceber as diferenças entre os objetos que eles usam no dia a dia. É tipo quando eles estão brincando de lego e precisam saber qual peça é maior ou menor, ou quando vão servir suco e têm que entender qual copo cabe mais. Eles têm que começar a usar termos como "mais alto", "mais baixo", "mais comprido", "mais curto", entre outros, pra conseguir ordenar e comparar as coisas. E por mais simples que pareça, isso é a base pra eles entenderem medidas de comprimento, massa e capacidade. O bom é que muitos já têm uma noção disso lá do pré-escolar, porque a criançada tá sempre curiosa e perguntando sobre as coisas ao redor deles. Tipo, eles já sabem que um elefante é mais pesado que um cachorro, ou que uma girafa é mais alta que um cavalo. Então, nosso trabalho no 1º ano é sistematizar esse conhecimento e trazer pras situações do dia a dia deles.

Uma atividade que faço bastante é com rolos de papel higiênico. É bem simples: cada aluno traz um rolo vazio de casa (ou a gente arruma na escola mesmo), e eu peço pra eles compararem entre si. A sala vira uma bagunça boa, porque eles começam a colocar os rolos em fila, medir com os braços, ver quem tem o rolo maior ou menor. Aí, depois de uns 20 minutos de bagunça organizada, a gente senta em roda e começa a conversar sobre o que eles observaram: "Qual rolo é mais comprido?" "Quem tem o rolo mais grosso?" E por aí vai. Na última vez, o Joãozinho ficou surpreso porque o rolo da Letícia era mais grosso que o dele, mesmo ele achando que o dele era o maior de todos. Foi uma ótima oportunidade pra gente discutir como às vezes as aparências enganam.

Outra atividade legal é a da balança improvisada. Eu levo sacolinhas de supermercado e encho com objetos diferentes da sala mesmo: lápis, borrachas, cadernos. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e dou duas sacolinhas pra cada grupo. Eles têm que adivinhar qual sacolinha é mais pesada sem usar as mãos pra sentir o peso diretamente. Isso dura uns 30 minutos. Depois eles podem dar um jeito de pesar de maneira improvisada: usando uma régua como alavanca num ponto de apoio ou qualquer ideia criativa que tiverem. No final, eles compartilham com a turma como descobriram qual era mais pesada. Da última vez, o Pedro teve uma ideia genial de usar uma caneta e um livro como suporte e alavanca pra ver qual sacola inclinava mais rápido. Foi ótimo ver o raciocínio dele crescendo ali na hora.

E tem também a atividade das garrafas e copos com água. Aí o negócio é fazer sujeira! Levo garrafas PET vazias e copos plásticos pro pátio (pra evitar acidentes dentro da sala). Encho as garrafas com água em diferentes quantidades e depois deixo os meninos despejarem nos copos plásticos tentando adivinhar antes quantos copos vão encher até transbordar. Essa atividade dá uns 30 minutos também e sempre precisa de supervisão extra pra evitar um dilúvio involuntário. Eles adoram ficar surpresos com o quanto conseguem encher antes da água acabar. Na última vez, a Mariana achou que precisava só de dois copos pro conteúdo da garrafa dela, mas acabou precisando de quatro! Ela ficou super animada com a descoberta.

Essas atividades não só ajudam na compreensão dos conceitos de medidas mas também estimulam muito o trabalho em grupo e a resolução de problemas de forma criativa. E olha, apesar da bagunça controlada, dá pra ver claramente como eles ficam envolvidos e animados pra entender como as coisas funcionam nesse mundão deles. Acho que no final das contas essa habilidade é sobre perceber o mundo ao redor com outros olhos, olhos curiosos e atentos às diferenças e semelhanças entre as coisas.

Enfim, se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências sobre como vocês trabalham essa habilidade, tô sempre aberto! Vamos ajudar essa galerinha a crescer cada vez mais esperta nesse mundão enigmático das medidas!

Bom, continuando aqui, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é circular pela sala enquanto os meninos estão em alguma atividade prática. Aí eu fico escutando as conversas e vendo como eles lidam com as questões. Tem um momento que é mágico, parece que acende uma luzinha na cabeça deles. Tipo assim, a Ana estava outro dia explicando pro João que o lápis dela era maior que o dele. Ela tava toda empolgada, e o João ficou olhando meio desconfiado. A Ana pegou os dois lápis, botou lado a lado na mesa e falou: "Tá vendo? O meu é mais comprido!" Aí o João solta um "Ahhh", daquele jeito de quem acabou de entender. É nessas horas que eu vejo que o aprendizado tá acontecendo de verdade.

Outra situação foi quando o Pedro, super tímido, começou a ajudar a Luiza com as pecinhas de lego. Eles tinham que montar uma torre com peças de tamanhos diferentes e o Pedro disse: "Luiza, pega primeiro as maiores pra ficar mais fácil." Fiquei só observando e percebi que ele tinha entendido direitinho a ideia de ordem e comparação. Às vezes, os meninos aprendem mais explicando uns pros outros do que se eu ficar tagarelando na frente deles.

Agora, falando dos erros, olha, eles são parte do processo, né? Um erro comum é quando eles se confundem na hora de comparar objetos de formas diferentes. Por exemplo, outro dia o Lucas tava comparando um cubo com um retângulo e disse que o cubo era maior porque era mais alto. Mas ele não percebeu que o retângulo ocupava mais espaço na mesa. Isso acontece porque eles ainda estão desenvolvendo a noção de volume e espaço ocupado.

O que eu faço quando rola um erro assim é bem simples: peço pra ele experimentar. Digo "Lucas, tenta botar os dois na caixa e vê qual ocupa mais espaço." Aí ele faz a experiência e percebe onde errou. Não adianta só corrigir, tem que fazer eles vivenciarem.

Falando do Matheus, que tem TDAH, já aprendi que preciso adaptar o tempo e as atividades. Ele se distrai fácil, então eu deixo as tarefas dele um pouquinho mais curtas e sempre com um objetivo claro. Ah, e sempre perto da janela não dá certo, viu? Ele fica olhando pra fora e esquece da vida! Com ele funciona usar materiais coloridos e deixar ele se movimentar um pouco mais pela sala, tipo pegar material pra turma ou ajudar a distribuir as coisas. Assim ele gasta energia e volta focado.

Já a Clara, que tá no espectro autista, precisa de rotina bem estruturada. Ela gosta de saber o que vem depois em cada atividade. Com ela, coloco um quadro na mesa dela com sequências visuais do que vamos fazer no dia. E tem outra: ela adora quebra-cabeças! Então às vezes uso peças de quebra-cabeça nas atividades pra prender a atenção dela. Mas tem que tomar cuidado com barulhos altos demais ou mudanças repentinas, senão ela fica muito desconfortável.

Ah, já tentei uma vez mudar tudo no meio da aula pra ver como eles reagiam e não deu certo! O Matheus ficou perdido e a Clara ficou super ansiosa. Então aprendi que respeito ao ritmo deles é fundamental.

Bom gente, é isso! Cada dia é diferente na sala de aula e cada aluno tem seu jeito especial de aprender. A gente vai ajustando aqui e ali pra criar um ambiente onde todos possam crescer e se sentir incluídos. Espero que essas histórias possam ajudar vocês também! E bora compartilhar mais experiências por aqui, né? Abraço!

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