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EF01MA02Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamento e outros agrupamentos.

NúmerosQuantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou outros agrupamentos e comparação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01MA02 da BNCC é uma daquelas que, na prática, significa ajudar os meninos a verem o mundo dos números de forma mais natural e intuitiva. Basicamente, é sobre fazer com que eles consigam contar de formas diferentes, não só de um em um, sabe? E quando a gente fala pra fazer contagem exata ou aproximada, pode parecer complicado, mas na verdade é bem simples. Por exemplo, se você tem um monte de lápis na mesa, você pode contar um por um, mas também pode juntar em grupinhos de cinco ou de dez pra facilitar a conta. Ou até olhar e fazer uma estimativa pra ver quantos tem ali. Essa habilidade é importante porque eles já vêm do Infantil com uma ideia do que são números e gostam de contar tudo. Agora é a hora de refinar isso.

Os alunos precisam conseguir olhar pra uma coleção de objetos, tipo um saquinho cheio de tampinhas de garrafa, e decidir a melhor maneira de contar aquilo: se é pegando um por um, se dá pra juntar em pares ou grupinhos maiores pra agilizar as coisas. Eles também precisam começar a fazer estimativas — tipo olhar pro saquinho e chutar “ah, acho que tem uns 20 aí” — e depois confirmar se o chute tava perto ou longe da realidade. Isso ajuda eles a desenvolverem uma noção numérica mais aguçada e facilita muito lá na frente quando forem trabalhar com operações mais complexas.

Agora, deixa eu te contar umas atividades legais que eu faço com a minha turma do 1º Ano. A primeira atividade que rola direto aqui é a dos Feijões da Estimativa. Eu uso feijões porque é barato e fácil de achar. Eu trago uns potinhos transparentes cheios de feijão e faço duplas ou trios pra trabalhar. Cada grupo fica com um potinho diferente. Aí eu peço pra eles olharem pros feijões e darem uma estimativa de quantos tem ali dentro. Depois disso, eles têm que contar um por um ou fazer pequenos grupos (tipo grupos de cinco feijões) pra ver como fica mais fácil. Essa atividade leva uns 30 minutos, porque além da contagem, eles ainda discutem entre si e escrevem no caderno as etapas que fizeram. Da última vez que fizemos isso, o Joãozinho olhou pro potinho dele e disse que tinha “mil feijões!” — claro que ele exagerou um pouco, mas depois corrigiu quando começou a contar e viu que era bem menos.

Outra atividade que funciona muito bem é o Dia das Coleções. Eu peço pra cada criança trazer uma coleção de casa: pode ser tampinha de garrafa, carrinhos, bonequinhos, o que tiverem em quantidade. Nesse dia a sala vira uma feira da matemática! Eles espalham as coleções pelas mesas e cada criança vai escolher uma coleção dos colegas pra estimar quantos itens tem ali. Depois fazem a contagem usando o método que quiserem — pareamento, grupos maiores ou contagem direta mesmo. Essa brincadeira leva um pouco mais de tempo, geralmente uma aula inteira porque eles ficam super animados contando e comparando coleções entre si. Na última vez que fizemos isso, a Mariazinha trouxe uns 30 chaveirinhos e ficou toda feliz porque conseguiu estimar direitinho.

E tem também o Jogo dos Agrupamentos. Aqui eu uso blocos de montar (tipo Lego) porque eles permitem criar formas diferentes e são coloridos, o que chama mais atenção deles. A gente começa em círculo no chão da sala e eu jogo uma quantidade aleatória de blocos no meio do círculo. Divido a turma em grupos pequenos e dou uns minutinhos pra eles discutirem qual seria a melhor estratégia pra contar os blocos: agrupando em cores? Em tamanhos? Fazendo pilhas? Depois cada grupo compartilha sua estratégia com os colegas e começamos a contagem coletiva usando essas estratégias sugeridas. A reação deles é sempre divertida porque um grupo sempre quer provar que sua estratégia é melhor do que a do outro. Na última vez o Pedrinho insistiu tanto na ideia dele (ele queria só usar os blocos vermelhos) que acabou descobrindo que os outros tinham razão em usar todos os blocos juntos!

É bem legal ver como essas atividades vão além do simples ato de contar; elas fazem com que os alunos pensem criticamente sobre números e estratégias, começando a desenvolver habilidades matemáticas importantes desde cedo. No final das contas, o importante é tirar aquela rigidez dos números e mostrar pros meninos que matemática pode ser divertida e cheia de descobertas! E assim a gente vai indo, misturando um pouco de bagunça organizada com aprendizado real. Até mais!

Ah, perceber quando os meninos realmente entenderam a habilidade EF01MA02 sem fazer aquela prova "oficial" é uma das partes mais legais do trabalho. E, olha, acontece muito durante as aulas mesmo, enquanto vou circulando pela sala. Tem aquelas horas que você chega perto de um grupo, escuta um aluno explicando pro outro e percebe que eles já pegaram o jeito. Tipo quando o João, outro dia, tava explicando pro Pedro que era mais fácil contar os bloquinhos de brinquedo juntando em grupos de cinco. Ele falou algo como "se a gente juntar assim, é como contar cinco, dez, quinze... bem mais rápido". Aí eu pensei: "Ah, o João pegou a ideia!". E isso é bem bacana, porque é sinal de que eles estão começando a internalizar o conceito.

Outra coisa que ajuda a perceber se entenderam é quando vejo eles discutindo entre si se a contagem tá certa ou não. Às vezes eu dou uma passada e fica aquela conversa tipo "Você acha que tem mais ou menos de vinte?", e então um deles vai lá e tenta argumentar por que acha isso. Certa vez, vi a Luísa mostrando pra Ana que era melhor contar as pedras que tinham na caixa em grupos de dez pra estimar quantas tinham no total. Elas estavam super engajadas e foi ali que percebi que estavam entendendo a ideia da contagem aproximada.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, esses aparecem e são bem naturais. Um erro frequente é quando os meninos confundem os números ao contar em grupos. Tipo o Rafael, que um dia contou em voz alta "cinco, dez, quinze" e aí subitamente pulou pra "vinte e um". Na hora eu vi que ele estava meio confuso e parei pra ajudar. Esses erros acontecem porque fugir da contagem de um em um é novidade pra muitos deles. Eles tão acostumados com aquela sequência certinha e quando vão pular etapas acabam se atrapalhando.

O que eu faço quando pego esses erros na hora é não corrigir de cara, mas tentar fazê-los perceber onde erraram. Com o Rafael, por exemplo, perguntei: "Tem certeza que depois de quinze vem vinte e um? Vamos conferir juntos?". Aí voltamos juntos ao ponto onde ele se perdeu, mostrando como seguir novamente.

Aí vem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. Olha, trabalhar com eles exige algumas adaptações, mas nada impossível. Com o Matheus, o desafio maior é manter a atenção dele na atividade. O que funciona bem é dividir as atividades em partes menores e dar pausas entre elas. Ele fica super animado quando usamos materiais concretos como cubos coloridos pra contar. Quando vejo que ele começa a perder o foco, mudamos de atividade ou às vezes só dou uma voltinha pela sala com ele pra gastar energia.

Já com a Clara é diferente. A Clara adora rotinas bem estabelecidas e se sente mais confortável quando sabe exatamente o que vai acontecer na aula. Então tudo com ela precisa ser muito bem explicado antes de começar qualquer atividade nova. Uso cartões visuais com ela pra ajudar na compreensão das etapas da atividade. Um exemplo do que funcionou foi quando criamos um quadro com imagens das etapas da contagem em grupo: primeiro juntar os itens, depois contar cada grupo separado e assim por diante.

Já teve tentativa falha também... uma vez tentei usar uma música de contagem com a turma toda, achando que ia ser legal pro Matheus liberar energia e também pra Clara se engajar. Mas não deu certo pra ela porque achou confuso demais acompanhar o ritmo da música com os números! Então voltei pro básico e deixei isso só pros alunos que estavam curtindo.

Bom, pessoal, acho que por enquanto é isso! Espero ter ajudado um pouco com essas histórias aqui do dia a dia da sala de aula sobre esse tema tão importante aí do 1º ano. Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar algo parecido por aqui, tô sempre aberto pra essa troca! Um abraço!

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