Olha, trabalhar a habilidade EF01MA05 com a turma do 1º Ano é um desafio bacana e muito necessário. Basicamente, o que essa habilidade quer da gente é que os meninos consigam comparar números naturais, tipo assim, de 0 a 99. Na prática, eles têm que entender quando um número é maior, menor ou igual a outro e fazer isso em situações que eles conhecem do dia a dia. E tem também a tal da reta numérica, que é um suporte visual pra ajudar nessa comparação.
Imagina só, você pede pro aluno comparar 45 e 67. Ele tem que saber que 67 é maior. É como na vida real, quando eles têm que decidir se querem 5 ou 8 balas — eles vão querer mais, né? Essa habilidade se conecta muito com o que eles já viram no Jardim de Infância, quando aprenderam a contar e reconhecer números básicos. A diferença agora é que a gente coloca isso em contextos mais desafiadores e introduz novos métodos de comparação.
Agora vou contar como eu faço pra ensinar essa habilidade pros meninos. Primeira atividade: "Compras no Mercadinho". A ideia aqui é bem simples. Eu trago uma porção de produtos de mentira, tipo caixinhas vazias de suco, biscoitos e umas notas de papel feitas por mim mesmo. Divido a turma em duplas e cada dupla recebe um certo 'dinheiro' pra comprar os produtos. Os preços dos produtos são números até 99, claro. Aí eles têm que decidir quais produtos podem comprar com o dinheiro que têm.
Essa atividade costuma levar uns 40 minutos, porque depois ainda rola uma conversa sobre as escolhas de cada dupla. Na última vez que fiz isso, o Gabriel e o Lucas estavam super empolgados discutindo se era melhor levar dois pacotes de biscoito ou um suco e um biscoito. Eles acabaram percebendo que gastariam menos levando o suco e o biscoito juntos, porque sobraria 'dinheiro'. É interessante ver como eles começam a usar a comparação de maneira natural.
Outra coisa que faço é usar a "Reta Numérica Humana". Essa é divertida! No pátio da escola, eu desenho uma reta numérica no chão com giz, marcando os números de 0 a 100 em intervalos regulares. Chamo os alunos pra se posicionarem em cima dos números. Aí eu vou dando instruções: "João, fica no número 25!", "Maria, vai pro 60!". Depois eu pergunto: "Quem tá mais perto do zero?". Eles têm que pensar na posição na reta pra responder.
Essa atividade dura mais uns 30 minutos e ajuda muito eles visualizarem as relações entre os números. Uma vez, o Pedro ficou no número 10 e a Sofia foi pro 50. Quando perguntei quem tava mais perto do zero, ele gritou todo contente “Eu! Eu!”, porque dava pra ver claramente na reta.
E tem também o "Jogo da Roleta", que envolve um pouco mais de organização. Eu trago uma roleta de papelão com setores numerados até 99 e os alunos se revezam rodando a roleta em grupos. Quando a roleta para em um número, eles têm que encontrar rapidamente algo na sala com aquele número ou próximo dele — pode ser páginas de livros ou até cartazes nas paredes.
Esse jogo leva entre 30 e 40 minutos porque cada rodada é rápida, mas fazemos várias. Da última vez, lembro que a Ana girou a roleta e caiu no número 47; ela lembrou rapidinho que tinha um cartaz na parede falando dos animais da selva com exatamente esse número de palavras. A turma toda bateu palmas pra ela!
Bom, essas atividades todas ajudam os meninos a se familiarizarem com os números e suas comparações sem ser só teoria. Eles aprendem brincando e isso faz toda diferença na motivação deles. A gente vai criando essas conexões entre o conhecimento matemático e as situações reais. E olha, ver eles entendendo e se divertindo ao mesmo tempo é muito gratificante! Encerro por aqui, abraço pra galera do fórum!
E aí, continuando nosso papo sobre EF01MA05, vou contar pra vocês como eu percebo que os meninos aprenderam, sem precisar de prova formal, porque, olha, tem várias formas da gente sacar isso no dia a dia.
Quando estou circulando pela sala, gosto de prestar atenção nas conversas deles. É ali que muitas vezes dá pra ver quem tá pegando a matéria e quem ainda tá meio perdido. Esses dias, por exemplo, eu tava passando entre as mesas quando ouvi a Ana Maria falando pro Joãozinho: "Ah, mas 53 é maior que 47 porque vem depois na contagem!" A hora que eles começam a usar a própria lógica e explicar pros colegas, dá aquele estalo que tão entendendo mesmo.
Outra situação é durante as atividades em grupo. Tipo assim, a gente faz um jogo em que eles têm que colocar cartões na ordem correta na reta numérica pintada no chão da sala. Daí, quando vejo o Pedrinho ajudando a Mariana a colocar o 78 depois do 72, percebo que ele já internalizou a ideia da sequência.
Agora, falando dos erros mais comuns, sempre tem aqueles tropeços que a galera dá. Um exemplo clássico é quando o Lucas confundiu 29 com 92. Ele olhou rápido e trocou os números de lugar. Isso acontece porque nessa idade eles ainda estão firmando o conceito de dezena e unidade. Quando pego esse erro na hora, paro tudo e faço ele pensar alto: "Lucas, vamos ver direitinho? Quantos são as dezenas aqui? E as unidades?" Às vezes só de falar em voz alta eles já se tocam.
Um outro erro comum é com os números próximos. Teve uma vez que a Júlia tava firme dizendo que 36 era maior que 39. Aí vi que ela não tava comparando os números da forma certa. O que fiz nessa hora foi pegar dois grupos de tampinhas e pedir pra ela contar quantas tinha em cada um. Visualizando assim fica mais fácil pra ela entender por quê 39 é maior.
Agora falando dos meus alunos especiais, o Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Cada um tem suas necessidades específicas e vou ajustando minhas atividades pensando neles também. O Matheus, por exemplo, precisa de algo mais dinâmico porque ficar sentado por muito tempo não rola. Pra ele funciona bem quando faço jogos de movimento, tipo o da reta numérica no chão que falei antes. Dessa forma ele aprende enquanto se mexe e gasta energia.
Já com a Clara, preciso ser mais cuidadoso com as instruções e o ambiente. Ela se dá bem com atividades visuais e previsíveis. Então uso cartões coloridos com números grandes e bem destacados. Às vezes grudo os cartões na parede ou no quadro em ordem crescente pra ela visualizar e poder tocar enquanto pensa nas respostas. O que não funcionou foi quando tentei um jogo muito barulhento e agitado; aí ela ficou desconfortável.
Outra coisa importante com os dois é organizar o tempo da atividade de maneira flexível. Com o Matheus, às vezes corto uma tarefa grande em partes menores pra não perder o foco dele no meio do caminho. Com a Clara, dou um pouco mais de tempo ou faço pausas curtas entre as etapas pra ela processar tudo no ritmo dela.
E aí, pessoal, é isso! Espero ter ajudado compartilhando um pouco do meu dia a dia e das estratégias que uso com essa galerinha incrível lá na escola. Qualquer dúvida ou ideia nova, vamos continuar esse papo aqui no fórum! Abraços!