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EF69LP50Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o tratamento da temática.

Análise linguística/semióticaRelação entre textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF69LP50 com os meninos do 6º Ano é um desafio e tanto, mas também é muito gratificante. Na prática, essa habilidade da BNCC pede que a gente ensine os alunos a pegarem um texto já existente, tipo um conto ou uma lenda, e transformem isso num texto teatral. É como se eles fossem roteiristas, sabe? Eles têm que pensar em tudo: cenário, personagens, o jeito que os personagens falam... É uma forma de fazer eles pensarem mais a fundo sobre como uma história é construída e como ela pode ser contada de formas diferentes.

Antes de chegar nesse ponto, os alunos já estão meio que familiarizados com alguns conceitos desde a série anterior. Eles já sabem sobre personagens, cenário e tal, mas agora eles têm que mergulhar mais fundo. É passar de simplesmente ler e entender uma história para recriar e dar nova vida a ela. Isso envolve entender melhor o que cada personagem pensa e sente, como o ambiente influencia a história, esses detalhes todos. E olha, falar disso tudo sem só jogar umas definições é meio que o objetivo.

Agora deixa eu falar de algumas atividades que faço com a turma pra trabalhar isso aí. Eu sempre tento usar atividades práticas pra ajudar os meninos a entenderem bem a coisa toda.

Uma atividade que gosto muito de fazer é a adaptação de contos de fadas em peças teatrais. A gente começa escolhendo um conto bem conhecido, tipo "Chapeuzinho Vermelho". Dou uma cópia do conto pra cada grupo (geralmente divido em grupos de 4 ou 5 alunos) e eles têm que transformar isso em um roteiro de teatro. Uso papel A3 pra rascunharem as ideias dele e deixo eles soltos por uns dois períodos da aula pra trabalharem nisso. Não precisa de muito material além do texto impresso e papel pra escreverem as ideias. O legal é ver como cada grupo vai por um caminho diferente. Teve uma vez que o Luquinhas decidiu que o Lobo Mau na verdade era um detetive disfarçado! Os meninos adoram mostrar criatividade nessas horas.

Outra atividade que faço é criar biografias dramatizadas. A gente escolhe alguém famoso ou importante pra turma, pode ser desde cientistas até cantores – não importa muito quem, só precisa ser alguém de quem eles consigam encontrar informações suficientes. Eles dividem as partes da vida da pessoa em cenas e adaptam isso pro teatro. Aí dá pra trabalhar com pesquisa também, né? Pra isso eu deixo eles usarem o celular ou acesso à biblioteca da escola por uma aula inteira. Da última vez, o Gustavo escolheu fazer sobre o Pelé e ele inventou até uma cena engraçada em que Pelé tentava ensinar futebol pro amigo dele usando uma laranja! A turma se divertiu tanto vendo essa cena que ficou difícil continuar a aula depois sem todo mundo rir.

Por fim, tem uma atividade onde a gente faz um exercício de “inversão de personagem”, que é pegar personagens secundários ou terciários de uma história e colocar eles no papel principal na peça escrita pelos alunos. Isso ajuda eles a verem a história por novos ângulos e pensarem em como cada personagem contribui pro todo da narrativa. Pra começar eu levo pra sala um texto curto com muitos personagens, como "Alice no País das Maravilhas", dos quais podem escolher alguém menos central tipo o Coelho Branco ou a Rainha Vermelha. Depois eles planejam como seria se aquele personagem fosse o protagonista e escrevem cenas curtas sobre isso. Essa é mais rapidinha – dá pra fazer em uma só aula prática mesmo. E não tem erro: na última vez, a Júlia transformou o Gato Risonho num filósofo que ficava questionando tudo que Alice fazia e rendia ótimas discussões na turma!

E olha só, toda atividade dessas nunca sai do jeito exato que eu planejo – mas é aí que tá a graça! Cada aluno traz seu jeito próprio de ver as coisas e isso transforma tudo numa troca cheia de vida. No fim das contas, não só conseguem entender melhor como funcionam textos teatrais e narrativas adaptadas, mas também se divertem muito no processo. E eu também aprendo um monte com eles nessa jornada! Não tem jeito melhor de encerrar um post do que dizendo isso: ensinar é sempre aprender junto!

É isso aí pessoal, espero que essas dicas ajudem vocês também! Qualquer coisa vamos trocando ideia por aqui. Valeu!

Olha, perceber que o aluno entendeu sem aplicar prova formal é um exercício diário de observação. A gente fica atento a vários sinais. Quando eu circulo pela sala, por exemplo, adoro ver quando um aluno para o outro e explica aquele detalhe que eu falei antes. Quando o Joãozinho fala pro Pedro: "Mas ó, aqui o cenário tem que ser diferente porque no nosso texto tá de noite", eu penso, "ah, esse entendeu!"

Outra coisa é quando eles tão em grupo e você ouve aquele burburinho de discussão saudável. Aí você percebe que eles tão debatendo sobre como os personagens devem se comportar numa cena específica, ou qual fala deve ser mais curta e direta. Já vi a Maria e a Ana discutindo se um personagem devia gritar ou sussurrar uma fala, e isso mostra que elas tão pensando em como a emoção deve ser transmitida no teatro. Isso é ótimo porque significa que elas tão além do texto e pensando na interpretação.

Agora, falando dos erros mais comuns, é engraçado porque tem umas coisas que a maioria deles acaba tropeçando. Um erro comum é esquecer de colocar as falas entre travessões ou dois pontos quando passa do texto narrativo pro teatral. O Lucas sempre começava as falas dos personagens sem nenhuma marcação, e aí eu explicava: "Lucas, imagina que você tá escrevendo um script de filme, tem que mostrar quem fala e quando." Outro erro que vejo muito é manter descrições longas demais no meio do diálogo. A Júlia fazia isso direto: colocava detalhes do cenário entre as falas dos personagens, quando deveria focar mais no diálogo em si.

Esses erros acontecem porque a transição do texto narrativo pro teatro não é intuitiva pra eles. O jeito que eu procuro ajudar é pegando o erro na hora e mostrando o exemplo na prática. Às vezes peço pra lerem em voz alta pra perceberem onde tá estranho. Isso ajuda muito eles a se tocarem do que precisa ser ajustado.

E aí vem o desafio extra de lidar com o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento durante a aula. Uma coisa que funciona muito bem pra ele é dividir o tempo da atividade em blocos menores. Tipo assim, se a atividade é de 30 minutos, faço uma pausa curta a cada 10 minutos pra ele dar uma volta pela sala — isso ajuda ele a não perder o foco e ficar mais produtivo.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela responde muito bem a instruções visuais. Então procuro usar cartazes coloridos com exemplos de textos teatrais simplificados pra ela visualizar melhor o que precisa fazer. Outra coisa importante é dar um pouco mais de tempo pra ela concluir as atividades, porque ela processa as informações no ritmo dela.

O que não funcionou foi tentar forçá-los a trabalhar no mesmo ritmo dos outros sem adaptações. Isso só deixava o Matheus ansioso e a Clara perdida. O segredo foi achar o equilíbrio entre mantê-los incluídos na atividade geral da turma e ajustar as tarefas pras necessidades específicas deles.

Bom, acho que isso resume bem meu dia a dia com essa habilidade do EF69LP50. Cada dia na sala de aula é diferente e desafiador à sua própria maneira, mas ver os alunos crescerem e entenderem conceitos novos faz tudo valer a pena. Espero que essas histórias ajudem vocês também! Se tiverem experiências ou dicas sobre como trabalham essa habilidade, compartilhem aqui! Até mais!

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