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EF69LP51Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto, as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário.

Análise linguística/semióticaConsideração das condições de produção Estratégias de produção: planejamento, textualização e revisão/edição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69LP51 da BNCC parece complicada quando a gente lê assim, mas na prática é bem legal. Eu entendo que ela tá falando sobre fazer os meninos se envolverem de verdade em todo o processo de escrever um texto. Não é só jogar as ideias no papel e pronto, não. Eles precisam planejar, pensar quem vai ler aquilo, qual é o jeito certo de escrever pra esse público, revisar o que fizeram e até mudar se for preciso. É tipo quando você escreve uma carta pra avó e outra pro amigo: muda tudo, né? É isso que a gente quer que eles pensem antes de começar a escrever.

Na prática, a habilidade quer que os alunos sejam meio detetives ou diretores de cinema. Eles têm que imaginar a cena toda antes: quem vai ler? É pra um jornal da escola ou uma carta pro colega? É uma história de aventura ou um texto de opinião? Na turma do 5º ano, eles já começaram a entender isso quando faziam textos mais simples, mas agora no 6º ano o bicho pega um pouco mais porque a coisa fica mais complexa. Eles precisam pensar não só no que querem dizer, mas também em como dizer do melhor jeito possível.

Uma atividade que eu sempre faço é a da "Carta ao Futuro". A galera adora! Eu dou folhas de papel de carta que eu imprimo mesmo e peço pra cada um escrever uma carta pra eles mesmos no futuro. Aí, eu falo: "Imagina que você tem 25 anos e tá lendo essa carta. O que você gostaria de saber sobre você agora?" Isso faz eles pensarem no leitor (que são eles mesmos mais velhos) e no tom que vão usar. Organizo a sala em duplas pra eles conversarem sobre as ideias antes de começar. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos, porque na primeira eles só planejam e começam o rascunho. Na segunda aula, eles revisam e passam a limpo. Tem sempre aquele menino que quer saber se pode desenhar na carta também. O João da última vez até desenhou um foguete falando que queria ser astronauta. A reação deles é bem positiva, ficam animados porque é uma viagem na imaginação deles.

Outra atividade que dá super certo é o "Jornal da Turma". A gente faz isso uma vez por semestre. Eu divido a turma em grupos de 4 ou 5 e cada grupo fica responsável por uma seção do jornal: esportes, notícias da escola, curiosidades, entretenimento... Eu imprimo modelos de jornais antigos como referência e levo pra sala. Eles têm que planejar as matérias: quem vão entrevistar, qual foto vão tirar com o celular (dentro das normas da escola), e qual o tipo de linguagem vão usar em cada seção. Essa leva mais tempo, umas quatro aulas no total, porque tem muito planejamento e revisão envolvidos. No último jornal, a Ana ficou emocionada porque a mãe dela apareceu numa foto ajudando na festa junina da escola. Eles ficam super engajados porque veem o resultado final circulando pela escola inteira.

E por fim, tem uma atividade de reescrita chamada "Conto Virado". Eu dou um conto clássico curtinho — tipo Chapeuzinho Vermelho — e peço para eles mudarem o ponto de vista ou o final. Eles precisam entender bem o original pra conseguir brincar com ele sem perder o sentido. Uso cópias do conto original e peço pra cada um fazer primeiro um rascunho sozinho. Depois eles formam grupos pra lerem uns para os outros e darem sugestões. Na última vez que fizemos isso, o Lucas transformou o lobo em bonzinho e fez tanto sucesso que os amigos pediram pra ele ler em voz alta pra turma toda! Essa atividade leva três aulas: uma pro planejamento, outra pra escrita e uma terceira pra revisão e leitura pros colegas.

Essas atividades exigem dos meninos uma postura mais ativa. Não dá pra ficar passivo esperando tudo mastigado. Eles têm que mexer com criatividade, mas também com técnica e organização. E eu vejo que isso faz diferença mesmo nas outras matérias e fora da escola também. No começo alguns ficam meio perdidos, mas depois pegam gosto pela coisa.

E é isso aí! Espero ter ajudado e tô aqui se alguém quiser trocar ideia ou tiver dicas novas também!

Na prática, a habilidade fica aparente quando os alunos começam a se comunicar melhor, sabe? Tipo, eu circulo pela sala e vou ouvindo as conversas entre eles. Quando você percebe que eles estão discutindo sobre um texto que escreveram, comentando sobre como melhorar, aí é sinal de que entenderam bem a ideia do processo. Outro dia, a Letícia tava explicando pro João como ele podia deixar a introdução do texto dele mais interessante. Ela falou assim: "João, começa com uma pergunta, tipo 'você já se perguntou por que...?' Isso vai prender a atenção." E não é que o menino mudou o começo do texto e ficou bem melhor? Nessas horas, penso "ah, essa entendeu".

E tem aquelas situações que aparecem do nada. A Júlia, por exemplo, tava revisando um texto e de repente chamou o Lucas: "Lucas, lê isso aqui e vê se faz sentido." Eles começaram a discutir sobre o uso de algumas palavras e como a frase podia ficar mais clara. Isso é muito legal porque eles tão aplicando aquilo que falamos lá na frente da sala.

Agora, os erros mais comuns... ah, esses sempre aparecem. O Pedro, por exemplo, sempre esquece de considerar o público-alvo. Ele escreveu uma redação sobre videogames como se estivesse conversando com um amigo que joga todo dia, mas era pra turma toda ler. Muito termo técnico que os outros não entendiam. Aí eu pego ele na hora e falo: "Pedro, imagina que tua avó vai ler isso aqui. Será que ela entende? Tenta explicar de um jeito mais simples." Isso acontece bastante porque os meninos tão acostumados a escrever pra quem eles tão ali na convivência diária.

Outro erro é o pessoal não revisar direito o que escreve. Eles acham que só porque botaram no papel já tá bom. Que nem o caso da Ana Clara que sempre acha que o primeiro rascunho dela tá perfeito. Já falei pra ela revisar umas três vezes, mas às vezes tem uns errinhos lá ainda.

Com relação ao Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, eu preciso adaptar algumas coisas na aula pra ajudar esses meninos a não ficarem pra trás. Pro Matheus, é importante manter as atividades mais curtas e dinâmicas. Ele gosta de trabalhar com cartões de ideias, então às vezes dou um conjunto de cartões pra ele organizar antes de começar a escrever. Isso ajuda ele a manter o foco. Também deixo ele dar uma voltinha pela sala quando vejo que tá muito disperso.

Já a Clara gosta de um ambiente mais previsível. Eu sempre aviso com antecedência quando vamos mudar de atividade ou fazer algo diferente do habitual. Com ela, uso bastante material visual. Por exemplo, eu fiz um cartaz com as etapas de escrita: planejamento, rascunho, revisão e versão final. Isso ajuda ela a se guiar e não se perder no meio do caminho. Teve uma vez que tentei usar música durante a atividade achando que ia ser legal, mas percebi que não funcionou bem pra ela. Ficou agitada e perdeu a concentração.

E aí, galera, acho que é isso! Cada aluno tem seu jeito de aprender e seus desafios, né? Mas no final das contas, ver eles colocando em prática o que aprendem é muito gratificante. Espero ter ajudado vocês aí com essas minhas experiências! Vamos trocando ideias que todo mundo ganha.

Por hoje é só! Um abraço pra todo mundo aí no fórum e até o próximo post!

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