Bom, essa habilidade EF06LP05, pra quem tá chegando agora, é basicamente ajudar os meninos a entenderem como os modos verbais mudam o sentido das frases dependendo do contexto. Tipo assim, se eu digo "eu canto" ou "eu cantarei", tô falando da mesma ação, mas em tempos diferentes, né? Agora, quando a gente fala "cante!", já é outro lance, é uma ordem. A ideia é que eles consigam perceber essas diferenças e como cada modo verbal muda de acordo com o que a gente quer comunicar. E isso se conecta com o que eles já viram lá na série anterior quando começaram a entender as formas básicas dos verbos e os tempos verbais.
Então, uma coisa que faço é trabalhar com textos de diferentes gêneros. Por exemplo, quando a gente pega um trecho de uma receita de bolo, o que a gente vê? Muito modo imperativo: "misture", "bata", "asse". Aí eu mostro pros meninos que isso acontece porque quem escreve a receita tá dando instruções. Eles já sabem ler receitas e identificar esses verbos por conta própria porque já trabalharam instruções em outras matérias também. O pulo do gato agora é eles perceberem que em outros textos, como num diário ou num conto, os modos verbais vão ser diferentes porque o propósito do texto muda.
A primeira atividade que faço é uma análise de um texto narrativo curto. Eu escolho um conto bem simples, tipo uma fábula curtinha. Aí, cada aluno ganha uma cópia e a gente lê em voz alta. Durante a leitura, eu vou pausando e perguntando: "E aqui, qual é o tempo verbal?" ou "Por que vocês acham que tá no passado aqui?". E aí eles vão dizendo: "Ah, professor, tá no passado porque tá contando uma história que já aconteceu". Essa atividade leva uns 30 minutos. Os meninos costumam reagir bem porque eles gostam das histórias e conseguem participar bastante. Da última vez que fiz isso, o João deu um exemplo engraçado: "Se fosse no futuro ia ser tipo profecia!", e todo mundo riu.
A segunda atividade é super prática. Eu trago anúncios de jornal e de internet pra sala. A galera fica em grupos de quatro ou cinco e cada grupo recebe alguns anúncios pra analisar. Eu peço pra eles observarem os tempos verbais e discutirem entre si: por que um anúncio pode usar o presente e outro pode usar o futuro? Isso dura uns 40 minutos. A ideia é eles começarem a perceber que um anúncio pode estar convidando alguém a fazer algo agora ou futuramente. Quando fiz essa atividade recentemente, o Pedro comentou sobre um anúncio de carro: "Olha esse aqui promete tanto! Devia tá no modo promissor!". Foi engraçado ele criar um modo novo!
A terceira atividade é um jogo de criação de frases usando cartõezinhos com palavras e modos verbais misturados. Os meninos têm que formar frases lógicas e depois trocar com os colegas pra ver se as frases fazem sentido no contexto que foi dado pra eles. Essa leva mais tempo, uns 50 minutos, porque além de montar as frases eles também têm que justificar as escolhas pro resto da turma. O legal é ver como eles brigam às vezes por defender uma construção verbal diferente. Da última vez, a Ana insistiu tanto numa frase usando o subjuntivo que acabou convencendo metade da sala do sentido dela.
Essas atividades ajudam muito os meninos a se ligarem nos efeitos dos modos verbais em diferentes contextos. Eles começam a perceber não só os tempos dos verbos mas também as intenções por trás de cada escolha. Isso dá uma visão muito mais rica pra quando eles forem ler ou até escrever seus próprios textos. E olha, não precisa de muita coisa pra fazer isso funcionar na sala: algumas cópias de textos, uns carões e uma boa dose de conversa e discussão com a turma.
E assim vou levando as aulas, sempre tentando trazer coisas práticas pro dia a dia dos alunos pra eles não ficarem só naquela teoria sem fim. No geral, acho que quando a gente liga a teoria com exemplos concretos tudo fica mais claro tanto pra mim quanto pra eles. E vamos lá que ser professor hoje em dia exige criatividade mesmo! Mas é isso aí pessoal, vamos nos ajudando por aqui! Abraço!
Aí, galera, continuando a prosa sobre a habilidade EF06LP05, vou contar pra vocês como eu percebo que os meninos estão aprendendo essa história de modos verbais sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, é tudo na base da observação do dia a dia mesmo. Quando tô circulando ali pela sala, prestando atenção no que estão fazendo, dá pra sacar umas coisas.
Por exemplo, quando eu vejo a Ana explicando pro João a diferença entre "canto" e "cante", aí já acende uma luzinha aqui na minha cabeça: opa, ela entendeu! Ela tava ali, dizendo pro João que um é ação contínua e o outro é uma ordem, e fez isso de um jeito tão natural que me deixou todo orgulhoso. Ou então quando tô ouvindo as conversas entre eles e percebo que começam a usar os modos verbais corretamente ao contar alguma história ou inventar alguma situação, isso me mostra que a habilidade tá sendo absorvida.
Outra situação é quando eu faço uma atividade mais prática e vejo o Pedro corrigindo um colega. Tipo assim, teve uma vez que o Pedro virou pro Lucas e falou: "Não é ‘eu iria’, é ‘eu vou’ se você já decidiu que vai mesmo". Essas coisas mostram que eles tão internalizando o conteúdo.
Agora, sobre os erros mais comuns, olha, tem uns clássicos. O Lucas, por exemplo, sempre confunde o futuro do presente com o futuro do pretérito. Às vezes ele fala "eu faria isso amanhã" quando quer dizer "eu farei isso amanhã". Isso acontece porque ainda tá construindo essa noção de tempo no modo verbal. O que eu faço nesses casos é dar uma cutucada na ideia com perguntas: "Lucas, se você vai mesmo fazer amanhã, como você falaria?". Ele para, pensa e geralmente se corrige.
Tem também a Mariana, que sempre troca ordem com declaração. Uma vez numa atividade, ela escreveu "Ele comerá a pizza!" quando queria contar que estava ordenando alguém a comer a pizza. Eu fui lá e perguntei: "Mariana, você tá contando ou mandando ele fazer isso?". Aí ela percebeu o erro e deu aquele sorrisinho de quem entendeu.
Agora falando dos meus alunos especiais: o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Olha, com o Matheus, o negócio é quebrar as atividades em partes menores pra ele conseguir se concentrar mais facilmente. Eu dou umas pausas estratégicas pra ele levantar um pouco ou tomar uma água. E uso materiais visuais coloridos que ajudam a manter o foco dele por mais tempo. Uma vez pensei em usar um joguinho digital sobre modos verbais e, olha só, não deu muito certo porque tinha muito estímulo e ele acabou perdendo o foco. Então voltei pro básico: cartões coloridos com frases pra ele montar.
Já com a Clara, as coisas são diferentes. Ela entende bem os modos verbais quando consegue visualizar em contextos bem definidos. Eu uso histórias em quadrinhos simples onde os personagens fazem ações diversas com ordens verbais claras. Eu também dou um tempo extra pra ela processar as informações e responder. Teve uma vez que tentei usar um áudio de história com muitos detalhes pra ela acompanhar e não rolou muito bem; mas quando simplifiquei as histórias e aumentei os detalhes visuais, ela se saiu super bem.
No mais, cada aula é uma descoberta com essa turma. A gente vai adaptando, testando novas formas de ensino até achar o que funciona melhor pra cada um deles. E no final das contas, ver os alunos se comunicando melhor e entendendo essas sutilezas da linguagem é gratificante demais.
Bom, pessoal, acho que por hoje é isso. Espero ter ajudado aí com algumas ideias e inspirações pra vocês trabalharem essa habilidade em sala de aula. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências também, tô por aqui! Abraço a todos!