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EF06LP02Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Estabelecer relação entre os diferentes gêneros jornalísticos, compreendendo a centralidade da notícia.

LeituraReconstrução do contexto de produção, circulação e recepção de textos Caracterização do campo jornalístico e relação entre os gêneros em circulação, mídias e práticas da cultura digital
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a BNCC fala dessa habilidade EF06LP02, eu entendo que a gente precisa ajudar os meninos a entenderem como funciona essa coisa do jornalismo. É mais do que só saber o que é notícia, sabe? É perceber como os diferentes gêneros, como reportagens, crônicas e artigos de opinião, se conectam. Na prática, isso significa que os alunos têm que saber identificar o que é importante numa notícia, saber diferenciar quando um texto é pra informar, pra opinar ou pra entreter. Eles já vêm do 5º ano com uma base de leitura e interpretação, mas agora é hora de aprofundar, de entender o contexto em que esses textos são produzidos e pra quem são direcionados.

Vamos pro que eu faço na sala de aula. Primeira atividade: análise de notícias. Eu pego alguns jornais impressos e também acesso sites de notícias gratuitos na internet. Separo a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e distribuo diferentes exemplares e links. Damos uma olhada em notícias sobre o mesmo tema, mas de veículos diferentes. A ideia é perceberem as diferenças e semelhanças na abordagem. Isso leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Os alunos costumam ficar bem envolvidos. Na última vez que fizemos, a Lúcia percebeu que uma notícia sobre uma mesma situação de enchente tinha um foco no impacto social num jornal e um apelo mais emocional em outro. Ela ficou toda empolgada ao notar isso e compartilhou com a turma, rendendo uma boa discussão.

Outra coisa que eu faço é uma atividade chamada "Produção de mini-jornal". Aqui eles viram jornalistas por um tempo. Divido a turma em pequenas equipes e cada uma fica responsável por criar uma parte do jornal: uns cuidam da reportagem, outros da opinião, outros da parte cultural ou esportiva. Dou a eles papel, canetas coloridas e acesso ao computador da escola pra pesquisa. Eles têm duas aulas pra isso, uma pra preparar o material e outra pra apresentar pra turma. Os meninos geralmente se empolgam bastante, especialmente o Felipe, que adora futebol e sempre quer escrever sobre esportes. Na última vez que fizemos, ele conseguiu entrevistar via telefone o primo dele que joga num time amador e ficou todo bobo apresentando isso pro pessoal.

A terceira atividade envolve as redes sociais. Como a gente sabe que hoje muita informação vem dessas plataformas, eu trago exemplos de posts jornalísticos do Instagram ou Facebook e a gente analisa juntos. É importante eles perceberem como a linguagem muda nessas plataformas e como verificar se aquilo é confiável ou não. A gente faz isso em uma aula de 50 minutos também. Na última vez, pedi pra cada aluno trazer um exemplo de notícia nas redes sociais e a gente discutiu sobre fake news também. A Júlia trouxe um post sobre um "fato" que era claramente falso e a turma deu muita risada ao perceber como era fácil cair nessas armadilhas.

E vou te contar: trabalhar essa habilidade é essencial porque ajuda os meninos a se tornarem leitores críticos num mundo cheio de informações por todos os lados. É gratificante ver eles começando a questionar o que leem e veem por aí. Assim vamos indo, sem pressa mas sempre avançando.

Então é isso aí, pessoal! Um abraço!

Outra coisa que eu percebo se os meninos entenderam mesmo o conteúdo é durante as atividades de grupo. Eu circulo pela sala, escuto as conversas deles e vejo como eles organizam as ideias. Tipo, teve um dia que a Letícia e a Julia estavam discutindo sobre uma reportagem que a gente leu em aula. A Letícia virou pra Julia e começou a explicar por que aquele texto era mais informativo do que opinativo. Ela usou exemplos claros do texto, apontou as palavras que mostravam fatos, diferenciaram daquelas partes onde o autor trazia uma opinião. Aí pensei: "Essas aí entenderam!"

Outra situação foi com o João e o Lucas. Eles estavam escrevendo uma notícia sobre um evento fictício na escola. O João tava descrevendo o "quem", "quando" e "onde" direitinho, e quando o Lucas tentava colocar uma opinião pessoal no meio, o João logo corrigia. Ele falou algo tipo: "Lucas, isso deixa pra crônica, aqui a gente só informa". Nessa hora, senti que realmente pegaram o jeito da coisa.

Mas ainda tem aqueles erros comuns que aparecem. Eu vejo muito aluno confundindo ainda os gêneros, sabe? Por exemplo, o Marcos, ele escreveu um artigo de opinião como uma lista de fatos sem amarrar uma argumentação. Aí eu falei: "Marcos, aqui você precisa mostrar seu ponto de vista, não só listar o que aconteceu." E é normal esse tipo de erro porque eles estão acostumados a escrever redação como quem conta uma história linear e não estão tão habituados a articular os próprios argumentos.

A Maria também teve uns tropeços. Ela fez uma crônica que parecia mais um conto de fadas porque exagerou na fantasia. Era pra ser um texto mais reflexivo e próximo da realidade. Aí quando eu encontro esse tipo de erro na hora, paro tudo e tento lembrar eles do propósito de cada gênero textual. Gosto de fazer isso usando exemplos concretos dos textos que já lemos juntos.

Agora, falando do Matheus e da Clara... eles têm suas particularidades, né? O Matheus com TDAH precisa de atividades mais dinâmicas e curtas porque ele se dispersa fácil. Então eu faço várias atividades em vez de uma só longa. Tipo assim, ao invés de ler um texto enorme, divido em partes menores e dou pausas pra discussão em grupo ou até um joguinho rápido relacionado ao tema.

Com ele funciona bem usar cores e gráficos pra ajudar a organizar as ideias. Uma vez eu pedi pra ele fazer um mapa mental das etapas de uma notícia. Funcionou! Ele adorou colorir as setas ligando cada parte.

Já a Clara com TEA precisa de instruções bem claras e diretas. Tudo tem que ser bem explicado antes de começar a tarefa pra ela não ficar ansiosa. Gosto também de usar imagens junto com os textos porque ela responde bem a estímulos visuais. E sempre deixo ela num ambiente mais calmo da sala onde tem menos distração. Uma vez tentei fazer ela participar de todas as discussões em grupo igual aos outros, mas ela ficou desconfortável. Então agora dou tempo pra ela trabalhar sozinha antes de compartilhar as ideias.

E tem dias que nada parece funcionar né? Mas tudo bem, faz parte da aprendizagem entender o que não dá certo também.

Bom, acho que é isso! Espero que essas experiências ajudem vocês aí nas salas de aula também. Trocar esses relatos sempre traz novas ideias pra melhorar nosso trabalho com a turma toda, né? Se alguém tiver mais dicas ou quiser saber mais sobre qualquer coisa, tô por aqui! Abraço!

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