Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09LP11 da BNCC, a ideia é simples: fazer os meninos perceberem como as palavras e frases são conectadas dentro de um texto e o que essas conexões fazem pelo sentido da coisa toda. Basicamente, eles têm que sacar que uma palavrinha ou expressão pode mudar tudo na compreensão de uma frase ou parágrafo. Por exemplo, quando você usa um "mas", você tá dando uma virada no que estava sendo dito antes, tipo "eu gosto de sorvete, mas estou de dieta". Já um "e" só tá ligando duas ideias, sem grandes surpresas. É esse tipo de coisa que os alunos têm que pegar no pulo. E é algo que a gente vem trabalhando desde a série anterior, porque eles já tiveram contato com coesão e coerência, só que agora a gente aprofunda um pouco mais.
Agora, falando do que eu faço na sala pra ajudar os meninos a desenvolverem essa habilidade, vou contar três atividades bacanas que rolam por aqui. A primeira delas é o "Jogo dos Conectivos". Olha só como funciona: eu pego uns textos curtos e os corto em pedaços, tiro os conectivos de propósito. Divido a turma em grupos, cada grupo fica com um texto embaralhado e tem que usar uma lista de conectivos pra reorganizar as ideias de modo que faça sentido. O material é super simples: folhas impressas com os parágrafos cortados e uma folha com conectivos tipo "portanto", "entretanto", "além disso". Geralmente isso leva uns 30 minutos pra galera se virar. Da última vez que fizemos isso, o João teve um insight legal. Ele tava lá montando o texto com a equipe dele e percebeu que um "no entanto" não fazia sentido em uma parte específica e trocou por "apesar disso", o que melhorou a coesão do texto. Ele ficou todo animado, sabe?
Outra atividade que eu mando ver é a "Revisão Coletiva". Funciona assim: peço pra galera escrever pequenos textos argumentativos sobre temas do cotidiano — tipo "uso de celular na escola" — e aí trocamos os textos entre as duplas. Cada dupla tem que revisar o texto dos colegas focando especialmente nos conectores usados. Eles precisam ver se faz sentido e sugerir mudanças quando necessário. Pra isso, não precisa de muito: caderno ou folha A4 mesmo. Essa atividade costuma durar uma aula inteira, porque eles escrevem e depois fazem a revisão. A primeira vez que fizemos isso foi engraçado porque a Mariana ficou meio perdida no começo, mas depois entendeu o jeito e fez umas sugestões bem inteligentes pro texto do Lucas. Ela sugeriu trocar um "e" por "além disso", porque o Lucas tava levantando mais um ponto importante na discussão.
Por fim, tem a "Caça-Conectivos", que é quase um jogo mesmo. Escolho um texto bacana — pode ser uma crônica ou artigo de opinião — e distribuo cópias pra turma. Eles têm que achar todos os conectivos no texto e sublinhar. Depois discutimos juntos qual foi o efeito de cada um dos conectores naquela parte do texto. Dá pra fazer em uns 20 minutos essa parte de caça, mas com a discussão vai mais uns 30 minutos fácil. Os alunos reagem bem porque parece um desafio, né? Da última vez que fizemos isso, usei uma crônica da Martha Medeiros e o Pedro achou curioso como ela usou "por outro lado" pra contrastar duas partes do texto sobre ser digital versus ser analógico. Ele ainda comentou algo tipo: "Ah, agora entendi por que isso muda o jeito da gente ler!".
Aí está, meus amigos! Cada atividade dessas tem suas peculiaridades e desafios, mas elas ajudam muito os estudantes a perceberem na prática como esses conectivos são importantes pra clareza e fluidez dos textos. E olha só, quando eles pegam o jeito disso, melhora até nas redações deles lá no Enem ou em qualquer prova mais puxada.
É isso! Espero que essas ideias possam ajudar vocês também ou inspirar outras atividades legais aí nas salas de aula pelo Brasil afora. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como tá fazendo por aí, tô sempre aberto pra trocar ideias!
Aí, gente, continuando o papo sobre como a gente percebe que os alunos estão realmente sacando a habilidade EF09LP11, vou contar um pouco do que rola no dia a dia da sala de aula. Olha, uma das coisas que mais gosto de fazer é circular pela sala enquanto os meninos estão em atividade. Sabe aquela hora que você começa a ouvir trechos de conversas e vê as expressões faciais deles? É nessa hora que eu noto se eles estão entendendo ou não. Tipo assim, tem vezes que você escuta um aluno explicando pro outro: "Não, cara, esse 'mas' aqui tá mudando o jogo na frase, é só olhar pro que foi dito antes!" Quando eu ouço isso, me dá uma alegria danada porque sei que eles tão captando a ideia.
Já teve uma situação com o João, por exemplo. Ele tava ali tentando ajudar a Maria com um texto e disse: "Olha, quando ele fala 'entretanto', ele tá querendo dizer que tem algo diferente do que ele tava falando antes aqui." Foi naquele momento que percebi que ele tinha entendido a função daquele conectivo, mesmo sem precisar de uma prova formal. E também tem aquele olhar de satisfação quando eles acertam algo sozinhos, tipo "ahá!".
Agora, também tem os erros comuns que a gente observa. Muitos alunos confundem o uso de conjunções adversativas com aditivas. Tipo o Pedro, ele escreveu uma vez num exercício: "Eu gosto de maçã e detesto banana". Quando na verdade ele queria dizer "mas detesto banana". Aí eu entendi que ele não tinha ainda diferenciado bem o papel de cada conjunção. Isso acontece porque, no cotidiano deles, essas distinções não são tão necessárias pra se comunicar, mas no texto escrito faz toda diferença. Então, quando pego um erro assim na hora, eu paro e peço pra ele reler em voz alta e pensar se faz sentido dessa forma. A partir daí, geralmente eles percebem o erro sozinhos.
Agora vou falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com eles eu preciso ter sempre um olho diferente e pensar em atividades adaptadas. Pro Matheus, por exemplo, atividades muito longas não funcionam. Eu costumo dividir as tarefas em partes menores pra ele não perder o foco. E olha, funciona! Às vezes deixo ele levantar e dar uma volta pela sala se precisar espairecer um pouco antes de voltar pra atividade.
Já com a Clara é um pouco diferente. Ela se dá bem com rotinas e atividades bem estruturadas. Então procuro sempre começar as aulas com um pequeno resumo do que vamos fazer e o porquê daquilo ser importante. Isso parece tranquilizá-la e ajuda na compreensão. Material visual funciona muito bem com ela; uso gráficos e esquemas ao explicar conceitos como os conectivos.
Uma vez tentei fazer um jogo de perguntas rápidas com a turma toda junto pra ver quem conseguia responder primeiro sobre usos de certas conjunções ou conectivos. Pro Matheus até que rolou bem porque tinha movimento envolvido e ele se animou com isso. Mas percebi que não funcionou pra Clara porque ela se sente desconfortável nessas situações mais agitadas ou competitivas. Ela prefere trabalhar no tempo dela, então agora dou a opção dela fazer o mesmo tipo de atividade no papel e depois conversar comigo sobre as respostas.
E aí é isso... cada dia na sala é uma descoberta nova sobre como esses meninos aprendem e como a gente pode ajudar cada um do seu jeitinho. A sala de aula é sempre um desafio gostoso e ver essas pequenas vitórias dos alunos não tem preço. Acho que é isso por hoje, galera! Espero ter ajudado com essas histórias de sala de aula! Vamos levando assim... até mais!