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EF09LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar estrangeirismos, caracterizando-os segundo a conservação, ou não, de sua forma gráfica de origem, avaliando a pertinência, ou não, de seu uso.

Análise linguística/semióticaVariação linguística
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09LP12 da BNCC parece complicada quando a gente lê assim, mas na prática é mais simples do que parece. Ela fala sobre identificar e analisar os estrangeirismos na língua portuguesa. Sabe aquelas palavras que a gente pega emprestado de outras línguas? Tipo "download", "feedback" ou "shopping"? Então, a ideia é que os alunos consigam perceber essas palavras, entender de onde vêm, se elas mantiveram a forma original ou não e discutir se fazem sentido no nosso contexto ou se dá pra trocar por uma palavra em português.

E como é que isso se conecta com o que os meninos já sabem? No ano anterior, no 8º ano, eles já trabalharam bastante com a ideia de variação linguística, entendendo que a língua muda de acordo com o tempo, o lugar, e até com quem tá falando. Então, agora no 9º ano, a gente só aprofunda esse conhecimento ao olhar para as palavras estrangeiras que entraram na nossa língua. É tipo continuar a mesma conversa. Eles já sabem que a língua não é fixa e agora vão ver especificamente como outras culturas influenciam a nossa maneira de falar.

Eu sempre gosto de começar com uma atividade que eu chamo de "Caça ao Estrangeirismo". Funciona assim: eu levo algumas revistas, jornais e panfletos que eu pego no dia a dia mesmo. Aí divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou um tempinho pra eles folhearem o material à procura de palavras estrangeiras. Geralmente deixo uns 30 minutos pra essa parte. Eles gostam bastante porque vira meio que uma competição pra ver qual grupo encontra mais palavras.

Na última vez que fiz, o grupo do Gabriel encontrou mais de 15 palavras e ficou todo animado se gabando pros outros grupos. Eles acharam palavras tipo "make-up", "hamburger" e "show". E aí a discussão que segue é sobre se essas palavras foram mantidas na forma original ou foram abrasileiradas. Alguns exemplos são claros, mas às vezes tem debate. Por exemplo, quando falamos sobre "hamburger", sempre tem alguém que diz que já virou "hambúrguer", com acento e tudo.

Depois disso, passo pra uma atividade chamada "Jogo das Substituições". Eu escrevo algumas frases no quadro contendo estrangeirismos e peço pra turma sugerir palavras em português que poderiam substituir os termos estrangeiros. Esse momento é bem bacana porque os meninos precisam pensar rápido e às vezes sai cada coisa engraçada. O material aqui é só o quadro mesmo e um pouco de criatividade.

Lembro que na última vez o João sugeriu trocar "shopping" por "compródromo", uma mistura de "compras" com "hipódromo". Todo mundo deu risada, mas depois ele mesmo explicou que achava mais fácil usar "centro de compras". Essa atividade leva uns 20 minutos e é ótima pro pessoal exercitar o raciocínio.

Pra fechar, gosto de fazer um debate bem aberto sobre o uso dos estrangeirismos. Divido a sala em dois grupos: um defende o uso dessas palavras como estão e o outro tenta argumentar pela substituição por termos em português. Aí cada grupo apresenta suas ideias e argumentos. Dura uns 40 minutos no total porque tem todo aquele processo de preparar argumentos e depois apresentar.

Na última rodada desse debate, a Ana Paula levantou um ponto interessante sobre como algumas palavras em inglês podem não ter tradução direta ou perdem um pouco do significado durante a tradução. Ela falou sobre "feedback", dizendo que quando usa essa palavra em conversas com amigos, todos entendem como algo mais profundo do que simplesmente "comentário" ou "opinião".

E eu percebo que cada turma reage diferente a essas atividades. Uns são mais tímidos no começo mas depois se soltam, outros já começam com tudo. E acho bacana quando percebo que eles estão pensando criticamente sobre essas questões linguísticas porque é algo presente na vida deles, desde as músicas que escutam até as redes sociais.

Bom, essa mistura de prática e teoria ajuda muito os alunos a ficarem mais atentos à língua que usam todos os dias e aos impactos das outras culturas na nossa forma de falar. E acho importante lembrar sempre eles disso: a língua não é estática e refletir sobre isso faz parte do nosso papel enquanto educadores. Então termino sempre dizendo: vamos continuar observando e questionando porque essa é a chave do aprendizado. Até mais!

E aí, como a gente sabe se os meninos entenderam essa história de estrangeirismos sem fazer uma prova daquelas formais? Bom, eu costumo perceber isso no dia a dia mesmo, enquanto estou circulando pela sala ou prestando atenção nas conversas deles. Tem uma coisa que eu gosto muito de fazer: deixar eles falarem entre si sobre temas variados, sempre tentando puxar um gancho com a aula. Teve uma vez que ouvi a Luísa e o João discutindo sobre um jogo novo. A Luísa disse: "Ah, isso é só um bug". Aí o João perguntou o que era "bug" e ela explicou direitinho: "É tipo um erro no jogo que atrapalha". Naquele momento pensei: "Ah, entendeu!".

Outra situação é quando um aluno explica pro outro. É incrível ver como eles se ajudam. Numa atividade em grupo, o Pedro tava meio perdido e a Ana virou pra ele e disse: "Sabe quando a gente fala 'self-service' em vez de 'autosserviço'? Então, estrangeirismo é isso aí". Nesse tipo de interação vejo que o conteúdo tá sendo absorvido, porque se eles conseguem explicar pro colega com clareza, é porque tá claro na cabeça deles também.

Agora, falando dos erros mais comuns que aparecem... Bom, tem uma galera que confunde quando é preciso adaptar a palavra pro português ou não. O Lucas vive trocando as bolas entre "receita" e "receita médica" com "prescription". Ele fala "prescrição" quando quer falar de cozinha! Isso acontece porque às vezes eles acabam decorando mais do que entendendo. Quando vejo isso acontecendo, paro tudo e peço exemplos do dia a dia com essas palavras pra tentar fixar melhor.

Teve também uma situação engraçada com a Mariana. Ela estava escrevendo uma redação e acabou usando "fashion" e "trendy" como sinônimos sem perceber que até em inglês elas têm diferenças sutis! Chamei ela de canto e conversamos sobre as nuances das palavras, mostrei exemplos de como usar cada uma no contexto certo e ela logo pegou a ideia.

Falando do Matheus, que tem TDAH, eu procuro sempre adaptar algumas coisas na sala pra ele se sentir mais à vontade. Primeiro, evito atividades que exijam muito tempo sentado. Faço dinâmicas onde ele pode se mover mais, tipo debates em pé ou apresentações rápidas. Também dou instruções bem claras e segmentadas — nada de passar muito conteúdo de uma vez só. Tive sucesso com cartões coloridos pra ele associar cores aos tipos de palavras: verde pra estrangeirismos de tecnologia, vermelho pra comida, e por aí vai. Isso dá um jeito visual pras coisas na cabeça dele.

Já com a Clara, que tem TEA, a abordagem é um pouco diferente. Com ela funcionam melhor atividades mais previsíveis e estruturadas. Eu uso bastante gráficos e tabelas pra organizar as informações. Teve uma vez que fizemos um quadro enorme na lousa só com estrangeirismos ligados à música e à moda. Ela adorou porque era tudo bem visual e fácil de seguir. Uma coisa que não rolou muito bem foi tentar fazer jogos em grupo; ela ficou um pouco desconfortável com o ritmo rápido dos colegas, então acabei adaptando essas atividades pra serem mais individuais ou em duplas.

Bom, no fim das contas, cada aluno tem seu jeito de aprender e seus desafios pessoais, né? E nosso papel é esse mesmo: encontrar maneiras de tornar o aprendizado significativo e acessível pra todos. Ensinar vai muito além do conteúdo; é sobre entender as pessoas ali na nossa frente. E olha só, já falei demais! Vou indo nessa. Espero que essas histórias ajudem aí quem tá passando por desafios parecidos na sala de aula. Até a próxima!

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