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EF09LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar as regras de colocação pronominal na norma-padrão com o seu uso no português brasileiro coloquial.

Análise linguística/semióticaCoesão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09LP10 da BNCC, sobre a colocação pronominal, é assim: os meninos precisam entender como os pronomes se posicionam nas frases, tanto na norma-padrão quanto no jeito que a gente fala no dia a dia. Aí, eles já vêm do 8º Ano com uma noção básica do que são pronomes, certo? Só que agora, no 9º Ano, o desafio é perceber que a língua que a gente usa na rua, em casa e tal, não segue sempre as mesmas regras do português formal que aparece nos livros e nas redações.

Por exemplo, na norma-padrão você tem coisas como "Eu o vi ontem", enquanto no dia a dia a galera fala "Eu vi ele ontem". Então a ideia é eles compararem essas formas e entenderem que cada uma tem seu lugar dependendo da situação. No final das contas, o aluno precisa saber quando usar cada forma. Isso é importante especialmente quando chegam no Ensino Médio e começam a se preparar para redações de vestibular, onde tem que usar mais a norma-padrão.

Agora sobre como eu faço isso na prática: uma das primeiras atividades que faço é com recortes de jornal e revistas. Eu trago esses materiais pra sala porque eles têm muitos exemplos de norma-padrão, principalmente nas reportagens e textos mais formais. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e peço pra eles procurarem frases em que os pronomes aparecem. Eles precisam reescrever essas frases como falariam no dia a dia. Essa atividade geralmente leva uns 40 minutos.

A última vez que fizemos isso, o João achou uma frase tipo "Ele a viu na festa" e reescreveu como "Ele viu ela na festa". A turma deu risada porque é exatamente assim que todo mundo fala! Então, eu aproveito pra explicar que não tá errado falar desse jeito em situações informais, mas aí mostro onde usar o jeito formal também.

Outra atividade legal é um debate sobre vídeos de youtubers ou influenciadores digitais. Escolho um vídeo em que o youtuber fala de forma bem coloquial e faço os alunos anotarem frases em que aparece algum pronome mal posicionado segundo a norma-padrão. Depois, eles têm que pensar em como deixar essa frase mais formal. A galera adora porque envolve internet e os ídolos deles.

Organizo em duplas pra essa atividade e em uns 30 minutos dá pra fazer tranquilo. Na última vez que fizemos isso, o Pedro e a Sofia pegaram uma frase engraçada de um youtuber famoso e quando transformaram para a norma-padrão, riram porque parecia "pomposo demais". É um momento bacana porque eles percebem que existe mesmo uma diferença entre as duas formas de se comunicar e aprendem como navegar entre elas.

A terceira atividade é uma redação curta em que os alunos têm que contar um evento da vida deles usando norma-padrão. Depois de escreverem, eles leem pros colegas em voz alta. Aí vem a segunda parte: reescrever o mesmo texto com a linguagem do dia a dia. Eles sempre se divertem nessa parte porque parece mais natural pra eles.

Essa atividade leva mais tempo, umas duas aulas inteiras, porque tem o processo de escrita e depois o de reescrita. Da última vez fizemos isso com uma tema livre e o interessante foi ver como a Ana descreveu ir ao supermercado com a avó primeiro de um jeito super formal ("A minha avó solicitou ao funcionário...") e depois completamente relaxado ("Minha vó pediu pro moço..."). No final das contas, além de divertido, é um exercício muito útil pra eles sacarem como ajustar a linguagem dependendo do público ou situação.

O mais gratificante mesmo é ver quando um aluno percebe sozinho essas nuances. Outro dia o Lucas disse: "Ah, agora entendi! É tipo falar com meu amigo ou escrever uma carta pro prefeito!" Exatamente isso! Eles vão pegando as manhas aos poucos e entendendo mais sobre coesão textual sem nem perceberem.

Bom, é assim que eu trabalho essa habilidade com meus alunos do 9º Ano. A galera vai entendendo melhor como funciona essa coisa toda da língua formal e informal e fica pronta pra enfrentar os desafios do Ensino Médio. É sempre bom ver como eles evoluem ao longo do ano! Até mais!

Agora, como que eu sei que os meninos estão pegando a habilidade sem precisar aplicar prova formal? Bom, é o seguinte: a gente percebe no jeito que eles interagem com o conteúdo no dia a dia, nas atividades, nas conversas entre eles. Quando eu circulo pela sala, fico de olho e ouvindo o que estão falando. Sempre tem aquele aluno que, na hora de responder algo, solta uma construção correta e mais formal sem nem perceber. Aí você pensa: "esse aí entendeu o lance da norma-padrão".

Outro dia, estava acompanhando uma atividade em grupo e a Ana começou a explicar pro Pedro uma frase que ele tinha escrito. Ela foi lá e disse: "Ó, você tem que colocar o pronome depois do verbo aqui". Quando eu vejo isso, é um sinal claro de que ela entendeu a diferença entre as formas informal e formal e sabe aplicar esse conhecimento. O aluno passa a ensinar o colega, e isso é um baita indicativo de aprendizado.

Tem também aqueles momentos mais espontâneos. Certa vez, ouvi o João falar numa conversa com um colega: "Ah, se eu soubesse disso antes, eu tinha feito diferente". E ele usou um pronome direitinho no meio da frase! Rolou um sorriso interno ali pra mim. Essas pequenas vitórias mostram muito mais do que uma prova poderia.

Agora, falando dos erros mais comuns que eles cometem nesse conteúdo. Um dos erros recorrentes é esquecer de colocar o pronome na posição correta em frases formais. Por exemplo, o Lucas escreveu numa atividade: "Ele viu me no parque". Aí você vê que ele tá confundindo tudo. Esse erro acontece porque eles ainda estão muito acostumados com a fala do dia a dia e esquecem das regrinhas quando vão escrever formalmente. Quando eu vejo esse tipo de erro na hora, paro tudo e faço ele ler em voz alta. Normalmente, só de ouvir ele já percebe que tem algo estranho ali.

Outro erro comum é com a próclise e a ênclise. A galera às vezes mistura tudo porque acha que tanto faz, mas na norma-padrão não é bem assim. A Mariana, por exemplo, escreveu: "Te conto depois", quando deveria ser "Conto-te depois". Na hora que pego um erro assim, faço um breve teatrinho com eles: mudo intonação, faço gestos exagerados pra mostrar como a frase soa estranha ou correta.

Agora, sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... aí tenho que fazer umas adaptações especiais pra garantir que eles acompanhem bem as atividades. Com o Matheus, percebi que ele se dá melhor quando as coisas são mais visuais e dinâmicas. Então uso cartazes coloridos com exemplos de colocação pronominal. Também faço jogos rápidos de encaixe de frases na lousa interativa. Outra coisa que ajuda é dividir as atividades em partes menores pra ele não se perder ou ficar sobrecarregado.

Com a Clara, preciso ser mais cuidadoso pra não sobrecarregar ela com muitos estímulos visuais ao mesmo tempo. Ela tem um jeito muito metódico e analítico de entender as coisas. Quando faço exercícios escritos ou com áudio, deixo ela usar fones de ouvido com música relaxante porque percebi que ajuda na concentração dela. E sempre dou um tempo extra se precisar, sem pressão. Pra ela, é importante ter um roteiro bem definido do que vai acontecer na aula.

Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo misturando toda a turma pra variar e achei que ia funcionar bem pra todo mundo interagir mais. Só que não rolou muito bem pro Matheus e pra Clara. Eles se perderam no meio da bagunça e acabaram não aproveitando nada da atividade. Depois disso, voltei a agrupar eles em duplas ou trios menores onde eles se sentem mais confortáveis.

Bom, gente, acho que é isso por enquanto sobre como andam as coisas por aqui com essa habilidade EF09LP10. Tem sido desafiador mas também muito gratificante ver cada um dos meninos encontrando seu jeito de entender e usar o português de forma consciente. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui! Grande abraço pra todos!

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