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EF09LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar efeitos de sentido do uso de orações adjetivas restritivas e explicativas em um período composto.

Análise linguística/semióticaElementos notacionais da escrita/morfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09LP09 da BNCC é uma dessas que a galera do 9º ano precisa sacar pra entender como as palavras dançam juntas nas frases, sabe? É sobre as orações adjetivas restritivas e explicativas. Tipo assim, o aluno precisa perceber como essas orações mudam ou acrescentam informações numa frase composta. E isso aí mexe com o sentido que a gente quer dar quando escreve ou lê. Na prática, é aquela diferença entre "os carros que são vermelhos" e "os carros, que são vermelhos,". No primeiro caso, só tô falando dos carros vermelhos, e no segundo tô dizendo que todos os carros são vermelhos, entendeu?

Aí, essa habilidade se conecta com o que eles já viram antes no 8º ano sobre orações subordinadas em geral. A garotada já deve ter noção de como uma oração tá ali pra completar a outra ou dar uma informação a mais. Mas no 9º é a hora de afinar o ouvido pros detalhes. Eles precisam aprender a diferença entre uma informação essencial (restritiva) e uma que é só um extra (explicativa). E olha, não tô dizendo que é fácil, não! Tem que exercitar bastante.

Agora, vou te contar como eu tenho trabalhado isso com os meus alunos do 9º ano.

Primeira atividade, eu chamo de "Cortando e colando". Eu pego uns textos simples de fábulas ou crônicas curtinhas. Coisa que eles já gostam e conhecem um pouco, tipo as fábulas de Esopo ou crônicas do Luís Fernando Veríssimo. Aí dou uma cópia pra cada dupla de alunos. Eles têm que identificar e destacar as orações adjetivas no texto. Primeiro sozinhos, depois comparam com a dupla do lado. O material é só papel e caneta mesmo, porque eu gosto deles marcando direto no texto. Isso leva umas duas aulas de 50 minutos, porque tem muito o que discutir e eles se empolgam tentando achar quem marcou certo ou errado. Na última vez que fiz isso, a Júlia tava lá discordando do Pedro, dizendo que ele tava vendo adjetiva onde era só uma descrição normal. Foi engraçado ver eles aprendendo enquanto tentavam "ganhar" a discussão.

Na segunda atividade, a gente faz um tipo de "teatro de frases". Eu boto a turma em grupos de quatro ou cinco e dou um monte de cartões com trechos de frases diferentes pra eles. Cada cartão tem uma oração principal e outra adjetiva. Os grupos têm que montar frases diferentes usando esses cartões e depois apresentar pros colegas em forma de pequenas encenações. Cada grupo tenta convencer os outros do sentido diferente das frases só pela interpretação deles. Leva uma aula inteirinha de 50 minutos também, porque eles gostam de caprichar na encenação. Da última vez, o Lucas fez uma cena hilária onde ele era um detetive tentando descobrir qual das informações era essencial na frase sobre suspeitos num roubo fictício. A turma riu muito!

A terceira atividade é mais individual e introspectiva. Chama-se "Escritores em ação". Cada aluno escolhe um tema qualquer – pode ser algo pessoal ou inventado – e escreve um parágrafo curto usando orações adjetivas restritivas e explicativas. Não tem material específico além de papel e caneta ou o computador da sala de informática, quando disponível. Aí eles têm que sublinhar as partes das frases explicando por que fizeram cada escolha. Essa leva umas duas aulas: uma pra escrever e outra pra compartilhar com algum colega e discutir as escolhas feitas. Eu lembro da última vez que fizemos isso, o Gustavo escreveu sobre seu cachorro e ficou todo orgulhoso ao perceber como uma oração explicativa deixava o texto mais claro pras pessoas entenderem como era especial seu bichinho.

Os alunos reagem bem a essas atividades porque são práticas e permitem interação entre eles. Eles curtem quando conseguem ver na prática como as palavras ganham vida diferente dependendo de como são usadas juntas nas frases. E é legal ver quando eles pegam esse raciocínio mesmo nas leituras que fazem depois por conta própria.

Então é assim que eu faço por aqui com os meninos do 9º ano. Espero que ajude você também a pensar em formas legais de trabalhar essa habilidade na sua turma! Se tiver ideias novas, compartilha aí também, porque a gente tá sempre aprendendo junto!

Aí, sabe aquele momento que você tá rodando pela sala e ouvindo a conversa dos alunos? É aí que eu vejo se a galera tá pegando o jeito da coisa. Não precisa aplicar prova pra sacar se eles entenderam ou não. Um dia desses, eu tava passando entre os grupos quando ouvi a Juliana explicando pro Marcos sobre orações adjetivas. Ela tava dizendo algo como: "Olha, se você usar com vírgula, tá falando de todos os carros, mas sem vírgula, é só alguns." Aí eu pensei: "Pô, a Juliana entendeu direitinho!" E nem precisei corrigir nada ali, só fiquei feliz de ver que eles tão colaborando.

Outra coisa que eu reparo é quando eu peço pra fazerem uma atividade escrita e depois leio as respostas. Tipo o João, que escreveu uma frase sobre "os professores que são legais" e depois outra "os professores, que são legais,". Ele conseguiu aplicar bem a diferença entre restritiva e explicativa, e isso sem eu ter que ficar em cima dele. Quando eles começam a usar bem essas orações nas redações ou debates, sei que internalizaram.

Mas tem também os erros comuns que aparecem, né. Tipo a Bianca, ela tem essa mania de colocar vírgula em tudo! Escreve uma frase e vai jogando vírgula pra todo lado. Aí eu tenho que sentar com ela e mostrar que as vírgulas mudam o sentido, falo: "Olha, Bianca, cê colocou vírgula aqui mas não era pra separar porque senão você tá falando de todos os meninos e não só dos que jogam futebol." Eu percebo que às vezes eles se confundem porque tão mais preocupados com a fluência do texto do que com a pontuação em si.

E quando pego esses erros na hora, gosto de chamar o aluno pra um canto e explicar sem fazer drama pra ele não ficar constrangido. Um exemplo foi o Pedro. Ele escreveu "os livros que li são interessantes" mas queria dizer "todos os livros são interessantes". Aí só mostrei pra ele como as orações mudam o sentido dependendo das vírgulas usadas. Tento transformar esses momentos em aprendizado prático.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA... bom, com eles eu preciso adaptar algumas coisas na aula. O Matheus, por exemplo, se distrai muito fácil e precisa de ajuda pra manter o foco. O que funciona bem é dividir as tarefas em etapas menores e dar pausas entre elas. Também uso fichas coloridas pra destacar partes importantes do conteúdo. Um dia fiz uma atividade de recortar frases e ele ficou bem animado porque era mais visual.

Já com a Clara, o lance é diferente. Ela precisa de instruções bem claras e diretas. Eu sempre evito usar linguagem figurada ou exemplos complexos. Organizo as atividades de modo bem estruturado e às vezes deixo ela usar um tablet pra ajudar nas leituras, porque ela responde melhor ao digital. Tentei uma vez um jogo de tabuleiro pra ensinar esse conteúdo e ela não curtiu muito; prefere coisas menos abertas.

O importante é ter flexibilidade e paciência. Nem tudo dá certo de primeira, sabe? Acompanhar o desenvolvimento deles requer observar com cuidado o que cada um precisa. E mais importante: entender que cada aluno tem seu tempo e sua maneira de aprender. É um desafio diário, mas quando vejo um sorriso no rosto deles ao perceberem que conseguiram entender algo novo, ah... isso vale todos os esforços.

Bom pessoal, é isso aí! Acho que por hoje já compartilhei bastante da minha experiência com essa turma. Sempre bom trocar ideias aqui no fórum. Se alguém tiver sugestões ou quiser trocar mais figurinhas sobre estratégias na sala de aula, tô por aqui! Até a próxima!

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