Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Hoje eu tô aqui pra falar de uma habilidade da BNCC que a galera do 6º Ano tá trabalhando em Língua Portuguesa: a EF69LP05. Aí, se você não tá por dentro dos códigos, vou dar uma explicada simples. Essa habilidade é sobre os alunos conseguirem entender e explicar o humor, a ironia ou a crítica em textos que não são só palavras, tipo tirinhas, charges, memes e gifs. É aquele poder de sacar quando uma imagem ou uma frase tá querendo dizer algo além do que parece. A coisa vai muito além de ler palavras, é entender o contexto todo, inclusive o visual.
Então, na prática, isso significa que os meninos têm que olhar pra um meme e não só achar graça, mas perceber qual é a crítica que tá embutida ali. Ou numa tirinha, sacar o jogo de palavras que pode ter mais de um sentido. Antes, no 5º Ano, eles já começavam a pegar o jeito de interpretar textos mais simples, tipo fábulas ou contos, mas agora é hora de subir o nível e olhar pras imagens também, pro jeito como as letras tão desenhadas, pra pontuação e tudo mais.
Agora vou contar pra vocês algumas atividades que eu faço pra desenvolver essa habilidade com a galera. Sempre procuro manter as coisas leves e divertidas porque, convenhamos, ninguém aprende nada com tédio.
Uma das atividades que eu curto muito é usar tirinhas da "Turma da Mônica". Olha só, quem nunca leu uma tirinha desse pessoal? É um material acessível e cheio de humor e ironia. Trago um monte de tirinhas diferentes pra sala e divido os alunos em grupos de quatro ou cinco. Dou uns 15 minutos pra eles discutirem e tentarem descobrir qual é o efeito de humor ou crítica ali. Depois disso, cada grupo apresenta sua interpretação pro restante da turma. Da última vez que fiz isso, o João, todo empolgado, levantou a mão e disse que a Mônica batendo no Cebolinha sempre ensinava uma lição sobre respeitar as diferenças - foi hilário ver como ele desenrolou um papo filosófico ali! A atividade toda dura uns 50 minutos e os alunos se divertem muito tentando achar um ponto de vista diferente.
Outra atividade que rola bem é trabalhar com memes. Olha só, meme é uma coisa que eles consomem o tempo todo fora da escola, então trazer isso pra sala é sempre um sucesso. Eu escolho uns memes que estão em alta ou faço uma coleta dos mais antigos clássicos. Primeiro eu projeto na lousa e pergunto o que eles acham engraçado ali. Depois disso, peço pra eles pensarem se tem alguma crítica escondida naquela piada. Numa dessas aulas, o Lucas apontou pra um meme do "Expectativa x Realidade" e começou a falar sobre como isso reflete a nossa vida nas redes sociais - foi um insight bem maduro pro menino de 11 anos! Essa atividade não passa de 30 minutos porque eles já tão bem familiarizados com memes.
A terceira atividade envolve gifs e pontuação. Aqui eu uso gifs curtos que transmitem emoções diferentes e peço pros alunos criarem frases usando pontuação variada pra mudar o sentido da frase conforme a expressão do gif. Por exemplo, se o gif é de alguém rindo muito, eles podem usar uma frase tipo "Você realmente fez isso?" com pontos de interrogação e exclamação pra transmitir surpresa ou ironia. Eu dou uns 10 minutos pras duplas criarem suas frases e depois compartilhamos com toda a turma. Na última vez que fizemos isso, a Ana criou uma frase tão engraçada que tivemos que parar por uns minutos até a turma parar de rir! No final das contas, essa atividade leva uns 40 minutos no total.
Toda vez que trabalho essas atividades com os meninos, vejo como eles começam a perceber melhor os detalhes nos textos multissemióticos. E quando eles conseguem interpretar bem esses materiais mais complexos, sinto que tão ganhando ferramentas valiosas não só pra escola mas pro mundo todo lá fora. Ver como eles crescem nessas leituras é gratificante demais.
Bom gente, por hoje é isso aí! Espero que esse papo tenha trazido umas ideias legais pra vocês também trabalharem essa habilidade nas turmas de vocês. Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Abraço grande e até a próxima!
Aí, pessoal, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF69LP05, vou contar agora como eu percebo que os meninos realmente entenderam o lance todo, sem precisar aplicar aquelas provas formais que todo mundo ama (só que não).
Bom, o que faço muito é ficar circulando pela sala enquanto eles estão fazendo atividades. Sabe aquela hora que você passa entre as carteiras e pega um aluno cochichando pro outro? Eu adoro prestar atenção nesses momentos. Muitas vezes, quando alguém entende mesmo, ele começa a explicar de um jeito super didático pro colega do lado. Teve uma vez que a Ana Júlia tava explicando pro Pedro sobre uma tirinha do Calvin e Haroldo. Ela disse: "Olha, ele tá falando como se fosse sério, mas na verdade quer zoar com a cara do pai dele!" Ali eu pensei, "essa menina já pegou a ideia do humor irônico!"
Outro momento bacana é quando eles estão discutindo em grupo. Eu deixo as mesas em ilhas e fico escutando de longe. Se eu vejo que a conversa tá fluindo e eles tão rindo ou discutindo bastante sobre a imagem ou o texto, já sei que eles tão sacando o sentido oculto. Uma vez, o João, que era sempre mais quieto, falou pra galera do grupo dele: "A charge tá criticando como a gente só acredita em fake news mesmo quando é óbvio demais!" Foi um daqueles momentos de orgulho de professor.
Mas nem tudo são flores, né? Erros comuns acontecem sempre. Tem muito aluno que ainda lê tudo ao pé da letra. A Mariana, por exemplo, uma vez me disse que uma tirinha sobre política tava só contando uma história triste. Ela não percebeu a ironia do personagem. E isso acontece porque às vezes eles não têm repertório pra entender o contexto ou as referências. O que eu faço é perguntar: "Mariana, o que você acha que essa expressão no rosto dele quer dizer?" Aí aos poucos vou guiando pra ela perceber outros elementos além das palavras.
Um erro clássico também é confundir sarcasmo com ofensa direta. O Lucas uma vez ficou super chateado com um meme que mostrava um personagem falando algo sarcástico. Ele achou que era só uma grosseria e não pegou o tom humorístico. Nesse caso, eu explico as diferenças e trago exemplos mais leves pra ele ir entendendo o tom.
Agora, falando do Matheus e da Clara. Olha, cada aluno é único e precisa de um olhar especial. O Matheus tem TDAH e com ele eu procuro fazer atividades mais dinâmicas e curtas, porque ele tem dificuldade de se concentrar por muito tempo. Uso muitos cartões com imagens avulsas pra ele poder criar suas próprias tirinhas ou memes de forma rápida. Isso ajuda ele a ficar motivado e ainda trabalhar a habilidade.
Com a Clara, que tem TEA, eu percebi que sequências lógicas ajudam muito. Então organizo as atividades dela de forma bem estruturada. Uso aplicativos no tablet pra ela rearranjar memes ou criar suas próprias cenas com ferramentas visuais mais intuitivas. Funciona muito bem quando há um padrão claro pra ela seguir.
Claro que nem tudo dá certo sempre. Teve uma atividade onde pedi pro Matheus montar uma história com várias imagens e ele ficou frustrado porque eram muitas opções e ele não sabia por onde começar. Aprendi que menos é mais nesse caso específico.
Bom, gente, é assim que vou ajustando as coisas aqui na sala pra atender todo mundo da melhor forma possível. Todo dia é uma descoberta nova sobre como ensinar e aprender junto com os alunos.
Espero que essas histórias ajudem vocês aí na sala de aula também! Podem compartilhar suas experiências aqui no fórum porque adoro ler o que vocês estão fazendo por aí. Até a próxima!