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EF69LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.

LeituraEstratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ei, pessoal! Hoje vou compartilhar um pouco de como eu trabalho a habilidade EF69LP03 da BNCC com a galera do 6º Ano. Essa habilidade é super importante porque ajuda os meninos a entender melhor o que leem, sabe? Na prática, a gente precisa ajudar eles a identificar em vários tipos de texto o que é mais importante, qual é o assunto principal e também perceber as nuances, tipo ironia ou críticas, especialmente em tirinhas e memes.

Pra simplificar, pensa assim: quando você lê uma notícia, o estudante precisa ser capaz de dizer qual é o fato central – o que realmente está rolando ali. Além disso, ele tem que perceber as circunstâncias ao redor desse fato e as possíveis consequências. Em reportagens, ele deve conseguir perceber não só o assunto principal, mas também como ele está sendo abordado. E quando a gente fala de tirinhas ou memes, a ideia é que eles peguem a sacada do humor ou da crítica que tá ali de forma sutil.

Esse tipo de leitura, vamos ser honestos, não é exatamente novidade pra eles quando chegam no 6º Ano. No 5º Ano eles já começaram a fazer uma leitura mais crítica, mas agora estamos lapidando isso e aprofundando num nível mais bacana. Eles vêm com a base de identificar o tema central de um texto e nós vamos além, trazendo mais contexto e explorando diferentes gêneros.

Então, vamos lá pras atividades que rolam na minha sala:

A primeira atividade que eu faço é com notícias. Eu costumo pegar notícias fresquinhas do jornal impresso mesmo ou imprimir algumas da internet. Divido a sala em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe uma notícia diferente e tem uns 15-20 minutos pra ler e discutir entre eles. A missão é que cada grupo identifique o fato central, as circunstâncias e quais podem ser as consequências daquele evento noticiado. Depois, cada grupo apresenta suas conclusões pra turma toda.

Olha, isso sempre gera umas discussões bem interessantes! Uma vez, por exemplo, a notícia era sobre uma nova praça sendo inaugurada na cidade. O grupo do Lucas ficou discutindo se isso ia aumentar o movimento no comércio local ou se ia causar mais trânsito nas redondezas. Eles foram super profundos na análise das consequências! Fizeram todo mundo pensar.

Outra atividade que eu curto fazer envolve memes e tirinhas. Eu trago alguns impressos – só os que são apropriados pra idade deles! Aí eu mostro um por vez na lousa digital e pergunto pra galera o que eles acham que aquilo ali tá tentando dizer. Tipo assim, quais são as críticas ou ironias escondidas ali. Eles têm uns 10 minutos pra pensar sozinhos e depois discutimos juntos em sala.

Numa dessas sessões, usei uma tirinha do Garfield onde ele tava ironizando sobre dieta enquanto devorava uma lasanha. A Ana logo pegou a crítica sobre como às vezes falamos uma coisa e fazemos outra. Foi legal ver como eles relacionaram isso com situações do dia a dia deles – tipo aquela promessa de estudar mais pra prova que acaba ficando só na promessa.

Por fim, eu trabalho com entrevistas também. Nessa atividade, escolho uma entrevista de revista ou site que tenha um tema interessante pra eles – geralmente algo relacionado à música ou esportes. Eu leio a entrevista em voz alta pra turma (geralmente leva uns 10 minutos) e depois peço pra cada um fazer uma lista dos temas principais abordados e das explicações ou opiniões dadas pelo entrevistado sobre esses temas.

O desafio é eles entenderem as nuances das respostas dadas na entrevista. E olha, quando fiz isso pela última vez com uma entrevista de um jogador famoso falando sobre perseverança no esporte, o João ficou super inspirado e fez até um pequeno discurso no final sobre como ele ia praticar mais futebol depois disso.

Essas atividades ajudam muito! Os alunos ficam mais atentos ao que leem e desenvolvem uma habilidade crítica melhorada – dá até gosto ver a evolução deles ao longo do ano. E o legal é que eles começam a aplicar isso por conta própria fora da sala também, comentando em casa sobre coisas que viram na TV ou online com essa análise mais apurada.

Bom, é isso aí! Espero ter dado umas ideias legais pro pessoal aqui no fórum. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra gente trocar ideia! Até mais!

Além disso, é muito interessante perceber como, no dia a dia, a aprendizagem acontece de jeitos diversos e nem sempre formais. Olha, uma coisa que faço bastante é circular pela sala enquanto os meninos estão fazendo atividades. Dá pra sentir o clima, sabe? Tipo, você percebe quando eles estão entendendo algo porque o tipo de pergunta que eles fazem começa a mudar. Quando eles começam a perguntar "Por que esse personagem fez isso?" em vez de "O que esse personagem fez?" já é um sinal muito bom, porque mostra que estão interessados em entender as motivações e consequências das ações, não só os fatos.

Outro momento legal é quando a galera tá conversando entre eles. Às vezes, enquanto tô ali andando pela sala, escuto um aluno explicando pro outro. Teve um dia que o Pedro virou pra Ana e falou: "Olha, ele tá sendo irônico aqui porque ele disse que ama chuva justo quando esqueceu o guarda-chuva". Cara, nesse momento eu pensei: "Ah, esse entendeu!". São nesses pequenos momentos que dá pra ver que algo clicou na mente deles. Eles não só leram as palavras, mas sim entenderam o sentido por trás.

Agora, falando dos erros mais comuns que aparecem... Ah, tem vários! Um bem clássico é quando confundem fato com opinião. A Maria, por exemplo, uma vez leu um texto sobre alimentação saudável e disse que "fato" era que comer doce faz mal. Mas ali tava claro que era uma opinião da autora, e não uma verdade universal. Isso acontece muito porque os meninos ainda estão desenvolvendo essa capacidade de discernir entre o que tá sendo afirmado como verdade e o que é só uma visão pessoal.

Quando vejo esses erros na hora, procuro sempre puxar a conversa com perguntas. Tipo assim: "Mas todo mundo acha isso? É algo comprovado ou só uma ideia?" Isso ajuda a abrir a mente deles pra perceber nuances no texto que tão lendo.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Ah, cada um tem suas necessidades específicas e a gente vai aprendendo com o tempo o que funciona melhor. O Matheus tem TDAH, então precisa de atividades mais dinâmicas e que não exijam ficar parado muito tempo. Uma coisa que faço é dividir as atividades em partes menores. Em vez de pedir pra ler um texto todo de uma vez e depois fazer perguntas sobre ele, lemos um parágrafo, discutimos e depois seguimos pro próximo. Também uso bastante recursos visuais como vídeos curtos ou quadrinhos. Ajuda muito ele a manter a atenção e ver as coisas de outro ângulo.

A Clara tem TEA e é super atenta aos detalhes. O desafio com ela é ajudá-la a ver o panorama geral do texto sem se prender demais em cada linha ou detalhe. Com ela, funcionou bem usar mapas mentais. Eles ajudam a visualizar os principais pontos sem se perder nos detalhes pequenos. Ah, e sempre dou mais tempo pra ela terminar as atividades porque sei que precisa processar tudo no ritmo dela.

O Matheus se beneficia muito quando eu dou uma estrutura clara do que vamos fazer na aula logo no começo. Tipo assim: "Vamos ler isso agora e depois vamos debater." Ele já sabe o que esperar e isso reduz a ansiedade dele. Prova mesmo é que ele consegue se envolver mais sem tanta distração.

E claro, toda adaptação é baseada numa tentativa-erro constante. Já teve vez que tentei usar um aplicativo interativo na expectativa de engajar o Matheus mais ainda, mas vi logo que ele se entusiasmou tanto com os jogos extras do aplicativo que acabou perdendo o foco da atividade principal! Tem que ter paciência e ajustar conforme necessário.

Bom, pessoal, acho que é por aí! Cada aluno tem seu jeito de aprender e ensina muito pra gente nesse processo todo. Espero que essas experiências ajudem vocês também. E é isso! Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui pra continuar trocando ideia! Valeu!

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