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EF67LP37Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos linguístico-discursivos de prescrição, causalidade, sequências descritivas e expositivas e ordenação de eventos.

Análise linguística/semióticaSequências textuais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP37 da BNCC é um pouco cabeluda quando a gente lê pela primeira vez, né? Mas, na prática, é sobre ajudar os meninos e meninas a entenderem como algumas palavras e expressões mudam o sentido de um texto. Tipo assim, quando a gente tá lendo uma receita e tem um "depois" ou um "enquanto", isso já muda toda a ordem das coisas. Ou então, quando numa história eles usam "porque", "portanto", aquilo ali dá um sentido de causa, explicação. A ideia é que eles consigam perceber essas coisinhas e entendam o que isso faz com o jeito que a gente entende o texto.

Agora, como isso se conecta com o que a galera já viu antes? Bom, no 5º ano, eles já começam a ter esse contato com textos mais diversos e trabalham muito com narrativas, então já conhecem um pouco sobre sequência de eventos. Eles falam bastante de começo, meio e fim. Aqui no 6º ano a gente só aprofunda isso, mostrando outros tipos de texto e focando nesses efeitos de sentido mais específicos.

Na prática, eu faço três atividades que têm dado certo com a turma. Primeiro, eu uso uma atividade que chamo de "Sequência Maluca". Eu pego um texto bem curtinho, pode ser até uma receita ou uma instrução simples, e dou para os alunos dividido em pedaços embaralhados. Eles têm que reorganizar na ordem correta. Material? Só papel mesmo. Às vezes eu faço na mão no quadro também. Organizo eles em duplas porque ajuda na troca de ideias. Isso leva uns 30 minutos da aula. Da última vez, a Ana Clara e o João fizeram uma bagunça tão engraçada que a receita de bolo virou quase uma fórmula química! Mas no final entenderam porque era importante seguir os conectivos certinhos.

A segunda atividade é o "Caça-Conectivo". Pego trechos de textos variados: pode ser trecho de livro, artigo de revista ou até tirinha, coisa simples que eles consigam ler rápido. Cada aluno recebe um trecho diferente e tem a missão de sublinhar os conectivos e depois explicar para a turma qual o efeito daquela palavra na frase. Quanto tempo? Uns 20 minutos lendo e sublinhando, depois mais uns 20 discutindo – faço isso em grupos pequenos primeiro para depois apresentarem para toda a turma. E olha, da última vez o Pedro encontrou um "embora" em um texto e ficou todo orgulhoso explicando o porquê dele mudar o sentido da frase. Foi legal ver como ele percebeu uma coisa que parece simples mas é bem importante.

Por fim, faço uma atividade chamada "Construa sua História". Os alunos criam suas próprias histórias usando um banco de palavras-conectivos que dou para eles como "porque", "então", "depois disso", etc. Eles escrevem em dupla ou trio e depois compartilham com a turma. Isso leva mais tempo: geralmente uns 40 minutos para escreverem e 20 para compartilharem algumas histórias. Aí eles ficam super empolgados porque são as criações deles mesmos! Outro dia a Maria Eduarda e o Leonardo criaram uma história tão engraçada sobre um cachorro aventureiro que todo mundo riu demais, mas foi bacana porque usaram os conectivos direitinho pra fazer a história fluir.

Essas atividades ajudam muito porque vai além de só saber gramática; eles começam a ver os textos com outros olhos e isso ajuda em todas as áreas do conhecimento. É bacana ver como uns já começam a usar isso naturalmente nas redações ou quando fazem apresentações orais.

Bom, e assim sigo com as aulas tentando mostrar para os meninos que esses detalhes fazem diferença! E você aí? Como trabalha essa parte com seus alunos? Tô curioso pra saber outras formas de abordar isso aí!

Agora, como isso se desdobra na sala de aula no dia a dia? Olha, é bem interessante ver como os alunos vão pegando o jeito das coisas sem a gente precisar fazer uma prova formal. Eu percebo que eles aprenderam quando estou circulando pela sala e ouço as conversas que rolam entre eles. É meio mágico quando o João, por exemplo, tá ali explicando pro Rafael que em "O gato fugiu porque a porta ficou aberta", o "porque" ali tá dizendo o motivo. Ou quando a Mariana comenta com a Ana que na frase "Ele saiu e depois ligou", o "depois" é tipo um sinalizador de tempo. Isso é ouro pra mim, porque é sinal de que eles tão realmente entendendo que essas palavrinhas fazem toda a diferença no texto.

Outra coisa é quando a gente tá fazendo uma atividade em grupo e vejo a Sofia corrigindo o Pedro. Eles estão discutindo uma história e o Pedro diz que "o menino foi embora e ela chorou". Aí, a Sofia entra e diz: "Não, Pedro, se a gente coloca 'portanto', dá pra entender que ela chorou por causa do que aconteceu antes." Esses momentos são os melhores, porque mostram que eles estão usando essas palavras pra conectar ideias de forma consciente. E claro, quando um aluno consegue explicar pro outro, aí eu vejo que o entendimento tá firme mesmo.

Sobre os erros mais comuns, bom, tem de monte, né? Um dos erros clássicos é quando os alunos misturam os conectores sem prestar atenção no sentido. Teve um dia que o Lucas escreveu num exercício: "Ele estava com fome enquanto comeu". Aí eu notei que ele não tinha entendido que "enquanto" sugere simultaneidade de ações, e nesse caso não fazia sentido. Esse tipo de erro acontece porque às vezes eles sabem o significado isolado das palavras, mas não como elas funcionam no contexto. Quando percebo esses deslizes na hora da atividade, paro tudo e trago a explicação pro grupo todo. Digo algo como: "Pessoal, vamos pensar aqui rapidinho sobre o 'enquanto'. Quando usamos isso numa frase?" E vou trazendo exemplos do dia a dia.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Com o Matheus, eu tento sempre ajustar as atividades pra serem mais dinâmicas. Envolver movimento ajuda muito ele a se concentrar. Tipo assim, em vez de só ler um texto e responder perguntas, às vezes a gente faz um jogo de cartas onde ele precisa combinar frases com os conectores corretos. Outra coisa que funciona bem é dar tarefas menores e mais frequentes ao longo da aula em vez de uma grande tarefa no final. Isso ajuda ele a focar em pedaços menores do conteúdo.

Com a Clara, as mudanças são outras. Ela tem TEA e precisa de muito mais estrutura nas atividades. Um material visual ajuda demais – uso cartões coloridos com palavras de ligação e exemplos visuais do que acontece numa situação com ou sem aquela palavra. Também dou mais tempo pra ela processar as informações e faço questão de dar instruções claras e diretas. Uma coisa que não funcionou foi quando tentei usar atividades muito abertas ou subjetivas demais, porque isso gerava ansiedade nela.

É desafiador? É sim! Mas ver eles progredirem cada um ao seu ritmo é gratificante demais.

Bom, galera, acho que já falei bastante por hoje. Espero ter ajudado vocês com essas ideias sobre como trabalhar essa habilidade com a molecada. Se tiverem dúvidas ou quiserem compartilhar experiências também, tô por aqui! Até mais!

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