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EF67LP38Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras.

Análise linguística/semióticaFiguras de linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP38 é aquela que leva a galera a entender que a língua não é só palavra seca, sabe? Tem toda uma magia que dá pra sentir quando a gente usa figuras de linguagem. É tipo assim: a gente quer que os meninos vejam que uma frase pode ter mais de um sentido. Que "você é um leão" pode significar que o cara é corajoso, forte, e não que tá cheio de pelos ou rugindo por aí. E isso, eles já começaram a ver lá no quinto ano, mas agora a gente aprofunda.

Quando a gente fala de figuras de linguagem, tipo metáfora, comparação ou hipérbole, os alunos precisam perceber o efeito que essas figuras trazem pro texto. É como se elas dessem cor e vida pras palavras. Quero que eles saquem quando um autor tá comparando algo de verdade ou quando tá exagerando pra dar ênfase. E isso não é só pra poesia ou literatura, mas pro dia a dia deles também, nas músicas que escutam, nos memes que compartilham.

Bom, uma das atividades que faço é o "caça às figuras". Eu pego umas músicas populares, aquelas que eles gostam e conhecem bem. Pode ser Anitta, pode ser Gustavo Lima. Aí entrego as letras impressas (só um trechinho) e coloco a música pra tocar na sala. Os olhos brilham na hora! Eles adoram. Divido a turma em duplas ou trios pra incentivar a troca de ideias. A tarefa é encontrar e anotar quantas figuras de linguagem conseguirem identificar no trecho da letra. Isso leva uns 40 minutos e no final cada grupo apresenta suas descobertas. Teve uma vez que o Pedro e o Lucas acharam uma metáfora na música da Luísa Sonza e ficaram super empolgados porque ninguém mais no grupo tinha percebido. Dá pra ver o orgulho no rosto deles quando descobrem algo assim.

Outra atividade legal é o "desafio das imagens". Mostro algumas imagens impactantes na lousa – tipo um leão num pôr-do-sol ou uma cidade toda iluminada à noite – e peço pra eles descreverem usando figuras de linguagem. A ideia é transformar o visual em texto cheio de vida. Eles podem usar caderno ou folha avulsa pra escrever suas descrições e depois lemos algumas em voz alta. Isso costuma durar uma aula inteira, uns 50 minutos. As descrições são sempre surpreendentes! Uma vez o Miguel descreveu o sol se pondo atrás do leão como "uma bola de fogo tímida se escondendo atrás da selva dourada". Ele ficou tão feliz com essa frase que virou até bordão na sala por um tempo.

A terceira atividade é uma espécie de teatro improvisado. A gente divide a turma em pequenos grupos e cada grupo recebe uma situação simples escrita num papel – tipo "uma criança pedindo sorvete", "uma briga entre amigos", "um super-herói salvando alguém" – e eles têm que criar um diálogo usando ao menos três figuras de linguagem. Damos uns 20 minutos pra se prepararem e depois cada grupo apresenta pro resto da turma. Aí você vê aqueles alunos mais tímidos se soltando! A Ana Clara, por exemplo, sempre foi quietinha, mas na última vez ela se transformou numa heroína super engraçada dizendo coisas como "essa cidade está mais quente que um forno do inferno!" O pessoal riu muito e ela ficou super animada com o feedback positivo.

Então é isso, gente. Trabalhar figuras de linguagem é trazer um pouco de poesia pro cotidiano deles, é mostrar que comunicar-se vai além do óbvio. E olha, ver as carinhas deles brilhando quando conseguem entender ou criar algo novo com isso é impagável. Espero que essas dicas ajudem vocês também por aí! Até a próxima!

isso tem no que a gente lê e escreve. Eu adoro ver como eles começam a brincar com as palavras, a entender que podem expressar sentimentos e criar imagens na cabeça do leitor. E olha, uma coisa que eu faço muito é ficar de olho e ouvido aberto circulando pela sala. Não é só aplicar prova, mas observar mesmo. Tipo, quando tô andando entre as mesas e escuto um grupo ali conversando, usando bem uma metáfora numa redação ou numa conversa. É ali que vejo se pegaram a ideia. Teve uma vez que o João e a Maria estavam discutindo sobre um texto e o João explicou pra Maria que o autor não tava falando de um “coração de pedra” literalmente, mas sim que a pessoa era insensível. Na hora pensei “esse moleque pegou o espírito da coisa”.

Ah, tem uma outra situação que eu curto muito observar: quando um aluno explica pro outro. Isso já é meio caminho andado pra entender que o aluno tá seguro daquele conhecimento. Lembro do Pedro explicando pro Lucas sobre hipérbole. Ele disse “sabe quando você fala ‘tô morrendo de sede’? Você não tá morrendo mesmo, né?”. Quando escuto isso, fica claro que o Pedro captou a essência.

Aí tem os erros também, né? É normal... E os meninos erram bastante em algumas partes. Um erro comum é confundir metáfora com comparação. A Júlia, por exemplo, escreveu num texto que “a vida é como uma caixa de surpresas”, mas depois falou que era uma metáfora. Aí eu cheguei nela e expliquei que estava mais para uma comparação porque tinha o “como” no meio. Essas confusões acontecem porque eles às vezes se prendem mais nas palavras usadas do que no conceito por trás delas.

Outra situação foi com o Felipe, que sempre exagerava nas hipérboles sem perceber. Uma vez ele escreveu “andei mil quilômetros até aqui”, e quando perguntei se ele sabia o que isso realmente significava, ele ficou meio confuso. Expliquei pra ele ali na hora mesmo que a hipérbole é esse exagero proposital, mas que precisa ficar claro qual é o sentido.

Agora, com alunos como o Matheus, que tem TDAH, eu faço umas adaptações. Ele se distrai fácil, então procuro atividades mais dinâmicas e interativas com ele. Tipo jogos de palavras ou atividades em grupo onde ele possa se movimentar mais, participar ativamente. E dou um tempo extra pra ele terminar as atividades se preciso for. Um dia eu percebi que ele conseguiu entender melhor as figuras de linguagem quando fizemos uma atividade em dupla, onde ele podia conversar e trocar ideias com a parceira.

Já a Clara, com TEA, precisa de instruções bem claras e diretas. Eu uso cartões visuais com ela pra ajudar a associar as figuras de linguagem aos significados. Tipo um cartão com a imagem de um leão junto com uma frase “você é um leão” ao lado de palavras-chave como “corajoso”, “forte”. Também tento organizar o ambiente da sala pra ser mais acolhedor pra ela – menos barulho quando possível e mantemos rotinas previsíveis.

Tiveram algumas coisas que não funcionaram tão bem também. Já tentei usar música popular pra ensinar metáfora pro Matheus, mas as letras são rápidas demais e ele acaba se perdendo no ritmo em vez de prestar atenção nas palavras – isso não deu certo. Já com a Clara, percebi que atividades em grupo muito grandes às vezes são confusas demais – ela se perde um pouco na interação.

Bom, é isso aí galera. Ensinar figuras de linguagem pode ser desafiador às vezes, mas vale muito a pena quando você vê aqueles olhinhos brilhando ao perceberem a beleza da língua. A gente vai tentando métodos diferentes até achar o jeito certo pra cada turma e cada aluno.

Espero ter ajudado e tô por aqui pra continuar essa troca! Até mais!

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