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EF67LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Definir o contexto de produção da entrevista (objetivos, o que se pretende conseguir, porque aquele entrevistado etc.), levantar informações sobre o entrevistado e sobre o acontecimento ou tema em questão, preparar o roteiro de perguntar e realizar entrevista oral com envolvidos ou especialistas relacionados com o fato noticiado ou com o tema em pauta, usando roteiro previamente elaborado e formulando outras perguntas a partir das respostas dadas e, quando for o caso, selecionar partes, transcrever e proceder a uma edição escrita do texto, adequando-o a seu contexto de publicação, à construção composicional do gênero e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática.

LeituraPlanejamento e produção de entrevistas orais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF67LP14 da BNCC, que é sobre trabalhar com entrevistas, o que eu penso é o seguinte: a molecada do 6º ano precisa entender todo o processo de uma entrevista, desde o planejamento até a execução e a edição. Não é só chegar e fazer pergunta, sabe? Eles têm que saber por que estão entrevistando aquela pessoa, o que querem descobrir, como montar um roteiro de perguntas e depois como transformar tudo isso num texto organizado. E é bacana porque essa habilidade não surge do nada, né? Os meninos vêm do 5º ano já com alguma noção de leitura e produção de textos e agora a gente meio que aprofunda isso, focando na oralidade e na capacidade deles de se comunicar de forma clara e organizada.

Então, vamos lá. Uma coisa que eu sempre faço é criar situações que sejam familiares pra eles. Tipo assim: se vamos falar de entrevista, por que não começar com algo que eles já conhecem? Uma das atividades que eu gosto é simular uma entrevista com alguém da escola mesmo. Já fizemos isso com o zelador, o "Seu João", sabe? A molecada adora porque eles veem o seu João todo dia e têm uma curiosidade enorme sobre ele. O material que eu uso é bem simples: papel e caneta pra montar o roteiro das perguntas e os celulares deles pra gravar a entrevista. Organizo a turma em grupos de cinco ou seis alunos, cada grupo monta seu próprio roteiro. Normalmente, dedicamos umas duas aulas pra isso: uma pra planejar e outra pra realizar a entrevista. Da última vez que fizemos, a Mariana, toda empolgada, perguntou pro seu João se ele já tinha achado algum "tesouro" no pátio da escola. A turma caiu na risada, mas veja bem: isso mostra como eles se envolvem.

Outra atividade que tem dado certo é a pesquisa sobre figuras públicas locais. Tipo assim: cada grupo escolhe alguém conhecido na comunidade – pode ser um comerciante, um artista local – e levanta informações sobre essa pessoa. Na última vez, o grupo da Juliana escolheu entrevistar um artista de rua aqui do bairro. Eu dei uma ajudinha com a pesquisa inicial na internet, mas estimulei eles a irem atrás de mais fontes. Essa parte da atividade leva umas duas aulas também. Eles ficam super empolgados porque percebem que estão descobrindo coisas novas sobre as pessoas ao redor deles. E aí vem a parte legal: ver como eles relacionam as informações e criam as perguntas certas. O Davi ficou fascinado com a história do artista e chegou a fazer umas perguntas bem profundas sobre como ele começou a carreira dele.

Por último, depois das entrevistas feitas, eu organizo uma aula onde cada grupo apresenta suas descobertas pros colegas. Aqui eles têm que selecionar as partes mais importantes da conversa e fazer uma edição escrita. É bacana porque aí eles veem como transformar uma conversa em texto escrito coerente. Na última turma, o Tiago ficou encarregado de apresentar o trabalho do grupo dele sobre um comerciante local. Ele estava tão nervoso no começo, mas acabou se soltando e foi elogiado pela clareza com que apresentou as informações.

Essas atividades não só ajudam a desenvolver essa habilidade específica da BNCC como também melhoram outras habilidades essenciais, tipo trabalho em equipe, pesquisa e até mesmo noções iniciais de edição de texto. E olha, não tem alegria maior do que ver os meninos crescendo nessas áreas! É gratificante quando você vê o quanto eles evoluíram — desde aqueles primeiros passos desajeitados até conseguirem conduzir uma entrevista completa e apresentar suas descobertas com segurança pros colegas.

Então é isso aí. A gente vai indo devagarzinho, um passo de cada vez, mas sempre buscando tornar o aprendizado significativo pra eles. E é nesses momentos que a gente percebe que tá no caminho certo. Enfim, qualquer dúvida ou sugestão de atividade nova pra trabalhar essa habilidade com os meninos é só falar! Sempre bom compartilhar ideias boas pra sala de aula! Abraço!

E é muito interessante perceber quando os meninos realmente entenderam a habilidade EF67LP14. Não é só sobre fazer a prova e ver a nota, mas sim ver como eles aplicam o que aprenderam no dia a dia da sala. Tipo, às vezes, eu tô circulando pela sala, olhando o que estão fazendo e dá pra sentir quando eles "sacaram" o conteúdo. Uma vez, estava na sala e ouvi a Luana explicando pro Pedro como ele podia melhorar as perguntas da entrevista dele. Ela falou algo tipo "Pedro, se você só perguntar ‘Você gosta de música?’, a resposta vai ser um sim ou não meio sem graça. Tenta perguntar ‘Que tipo de música você mais gosta e por quê?’. Aí dá pra pessoa falar mais e você descobre coisas legais". Na hora pensei: caramba, a Luana entendeu direitinho o que é fazer perguntas abertas e isso sem eu ter que intervir. É nessas pequenas coisas que a gente percebe o aprendizado deles.

E claro, os erros são parte do processo. É normal. Um erro que vejo bastante é a galera confundir perguntas abertas com perguntas fechadas. O João, por exemplo, fez um roteiro inteiro só com perguntas que só davam sim ou não como resposta. Olha, ele queria entrevistar o avô sobre a infância dele e as perguntas eram todas "Você brincava de bola?", "Você gostava da escola?", e por aí vai. Aí tive que sentar com ele e explicar que essas perguntas não ajudam muito a conhecer bem a história do avô. Mostrei como ele podia perguntar "Como era brincar de bola na sua época?" ou "O que você mais gostava na escola?". Erros assim acontecem porque às vezes eles entendem o conceito, mas na prática se perdem um pouco. Quando pego esses erros na hora, gosto de mostrar exemplos do dia a dia, até mesmo usando as conversas deles no recreio.

Agora, tem o Matheus e a Clara na turma, dois alunos bem especiais mas com necessidades diferentes. O Matheus tem TDAH e sempre fica mais agitado, tem dificuldade pra focar. Com ele, deixo as atividades mais curtas e uso cronômetros pra ajudar na organização do tempo dele. Faço pausas frequentes pra ele não perder o foco total. Já percebi que atividades práticas funcionam melhor com ele do que ficar só no papel e caneta. Uma vez fizemos uma simulação de entrevista em grupo onde ele ficou responsável por segurar a câmera do celular pra gravar. Ele se envolveu muito mais do que quando tinha que ficar só escrevendo.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso ser um pouco diferente. Ela lida melhor com rotinas bem estabelecidas e precisa de instruções claras e objetivas. Uso muitos visuais com ela, tipo tabelas e esquemas passo a passo do que precisa fazer em cada etapa da atividade de entrevista. E olha que incrível: ela tem uma memória incrível pra detalhes! Tem vezes que ela lembra de coisas sobre as entrevistas que eu mesmo já esqueci.

Nem sempre tudo funciona direitinho, claro. Teve uma vez que achei que seria uma boa ideia juntar o Matheus e a Clara num mesmo grupo achando que eles poderiam se ajudar mutuamente. Mas aquilo foi um desastre! O Matheus não conseguia se concentrar porque ficava ansioso com o silêncio da Clara e ela se sentia desconfortável com as interrupções dele. Depois dessa aprendi que preciso observar mais antes de achar que sei o que vai funcionar ou não.

Bom, essa habilidade EF67LP14 é mesmo um desafio mas também traz muitas oportunidades de observar os meninos crescendo na linguagem e comunicação. Cada dia é único na sala de aula, cada progresso deles é uma conquista pra mim também. E vou sempre ajustando conforme vejo o que dá certo ou não com cada aluno.

E aí pessoal? Como vocês fazem nas suas escolas? Alguma estratégia diferente? Vamos trocar ideias!

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