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EF67LP13Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir, revisar e editar textos publicitários, levando em conta o contexto de produção dado, explorando recursos multissemióticos, relacionando elementos verbais e visuais, utilizando adequadamente estratégias discursivas de persuasão e/ou convencimento e criando título ou slogan que façam o leitor motivar-se a interagir com o texto produzido e se sinta atraído pelo serviço, ideia ou produto em questão.

LeituraProdução e edição de textos publicitários
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF67LP13 da BNCC, o que a gente tá querendo é que os meninos consigam produzir textos publicitários bem bacanas, sabe? O lance é fazer com que eles consigam criar algo que chame a atenção e convença o leitor. Eles têm que pensar em como usar imagens e palavras de um jeito que façam alguém querer comprar um produto ou acreditar numa ideia. É tipo quando eles veem uma propaganda na TV ou nas redes sociais e ficam curiosos pra saber mais. E olha, se conseguir fazer isso com um texto publicitário, tá no caminho certo!

O que eu percebo é que antes de chegar no 6º ano, a galera já tem uma noçãozinha de como criar textos e de usar imagens. Nas séries anteriores, eles já trabalham com escrita narrativa, descritiva e até já dão uma passadinha pelos textos informativos. Então, quando chegam no 6º ano, eles têm que misturar tudo isso e usar um pouco mais de criatividade e estratégia. Porque não é só sobre escrever direito, mas sobre convencer mesmo! E é legal ver como eles vão pegando o jeito e começando a perceber o impacto das palavras e das imagens.

Uma coisa que eu faço na sala e que funciona bem é começar com a análise de propagandas que eles já conhecem. Aí eu trago algumas revistas antigas — tipo aquelas de banco ou supermercado, sabe? — e divido a galera em grupos. Cada grupo fica com duas ou três propagandas pra analisar. Eles têm uns 20 minutinhos pra discutir o que acham legal ou não naquelas propagandas, que tipo de imagem tá sendo usada, qual é o slogan e se esse slogan realmente chama a atenção. Da última vez que fizemos isso, o João ficou super empolgado com uma propaganda de um carro e começou a falar sobre como as cores chamavam muita atenção para as rodas brilhando. Ele tinha uns argumentos bem legais!

Depois dessa análise, partimos pra uma atividade prática: criar a própria propaganda usando aqueles materiais simples mesmo. Dou folhas brancas em tamanho A3, canetinhas coloridas e algumas revistas pra eles recortarem imagens. A galera adora essa parte porque podem soltar a imaginação. Peço pra cada grupo escolher um produto ou ideia que querem vender e aí é só mãos à obra! Eles têm uns 40 minutos nessa parte. E olha, o Lucas e a Ana fizeram uma propaganda de suco natural super divertida da última vez. Eles usaram cores bem vibrantes e criaram um slogan "Refresque-se de verdade!" que foi mega elogiado pelos colegas.

Pra finalizar essa sequência, faço uma espécie de exposição dos trabalhos deles. Cada grupo apresenta sua propaganda pra turma, explicando suas escolhas de imagens, palavras e como pretendem convencer o público alvo. Dou uns 15 minutinhos pra cada grupo compartilhar suas ideias. E é sempre muito legal ver como cada um se expressa! Teve uma vez que a Mariana ficou super tímida na hora de apresentar sobre um aplicativo de estudo que ela criou, mas os colegas incentivaram tanto, dizendo que a ideia dela era genial, que no final ela saiu sorrindo à toa.

Acho importante também dar espaço pra revisão. Depois das apresentações, cada grupo recebe um feedback dos colegas sobre o que poderia melhorar ou o que já está ótimo. É uma forma de eles entenderem melhor o conceito de revisão e edição na prática mesmo. E eles são muito bons em identificar pontos de melhoria! Isso dá uns 30 minutos porque todo mundo quer dar sua opinião.

Essas atividades não só ajudam a desenvolver a habilidade da BNCC como também deixam os meninos mais confiantes em usar sua criatividade e argumentação. A turma se envolve bastante e ficam animados quando sabem que vem por aí mais uma sessão de "criando propagandas". Dá trabalho? Dá sim, mas ver a evolução deles é gratificante demais!

E por aí, como vocês têm trabalhado essa habilidade nas suas turmas? Achei interessante essas ideias porque ajudam mesmo no desenvolvimento dos alunos. Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô por aqui! Até mais!

...O que eu percebo é que antes de chegar lá, os meninos passam por várias etapas, né? E dá pra ver quando eles estão entendendo o conteúdo sem precisar de uma prova formal. A gente vai sentindo isso no dia a dia, quando circula pela sala e pega uns pedaços de conversa. Tipo assim, uma vez eu tava passando pelas mesas e ouvi a Marcele explicando pro João sobre como usar uma frase de efeito pra chamar atenção no texto. Ela tava dizendo algo como "João, pensa numa frase que as pessoas vão lembrar o dia todo, tipo aquelas que a gente vê na TV!". Na hora eu pensei, "Ah, essa entendeu o recado!". Isso é um baita sinal de compreensão.

Também tem aqueles momentos em que eles começam a aplicar o que aprenderam em outras situações. O Pedro, por exemplo, tava mostrando pro amigo dele um jogo no celular e começou a 'vender' o jogo como se fosse um publicitário: "Olha só, esse jogo aqui tem gráficos incríveis e é super divertido. Você vai viciar!". Quando vejo isso, percebo que eles não só entenderam a lógica do texto publicitário como também estão brincando com ela.

Os erros mais comuns, agora, são engraçados de observar. Tem aquele clássico de exagerar nas promessas. Tipo a Lúcia fez um anúncio dizendo que o suco de laranja dela ia curar qualquer doença. Aí precisei explicar que não dá pra fazer essas promessas estrondosas porque acabam virando chacota, ninguém leva a sério. Outro erro comum é esquecer o público-alvo. O Samuel fez uma propaganda de brinquedo cara pra adultos, e os meninos tudo rindo, porque ele esqueceu que quem compra brinquedo é criança! Nessas horas eu faço eles reavaliarem e pensar no público certo, às vezes até fazer uma pesquisa entre os colegas pra entender melhor.

Agora, falando do Matheus e da Clara, aí é um desafio à parte. Com o Matheus, que tem TDAH, eu já aprendi que preciso variar as atividades pra manter a atenção dele. Então uso muito vídeos curtos e atividades práticas onde ele pode se movimentar mais pela sala. Ele adora quando pode criar um cartaz de verdade com material colorido em vez de só escrever no caderno. Funciona bem porque ele consegue canalizar a energia e prestar atenção na atividade por mais tempo.

Com a Clara, que tem TEA, eu ajusto o ritmo das atividades. A gente usa muitos pictogramas pra organizar as ideias dela antes de partir pro texto. Ela se sai bem quando consegue visualizar o que precisa fazer em etapas claras. Teve uma vez que não funcionou tão bem quando tentei fazer uma atividade surpresa valendo pontos extras – ela ficou muito ansiosa. Aprendi com isso e agora sempre aviso com antecedência sobre qualquer mudança na rotina.

Ah, e é claro que eu faço questão de criar um ambiente onde todos se sintam à vontade pra perguntar e errar sem medo. Isso é muito importante pra Clara e pro Matheus se sentirem parte da turma. A Clara já me disse que se sente mais confiante quando sabe que pode levantar a mão sem ser julgada por errar ou demorar mais pra responder.

Enfim, lidar com essa diversidade na sala é um aprendizado constante. Todo dia aprendo um pouco mais com eles também. E olha, no final das contas acho que é isso mesmo que faz nossa profissão ser tão rica: esse troca-troca de saberes com os alunos! Espero ter ajudado vocês com essas dicas e fico aqui pro que precisarem trocar ideia. Vamos nessa juntos! Até a próxima!

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