Gente, hoje eu queria compartilhar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EF07LP13 da BNCC na minha turma do 7º Ano. Olha só, essa história de "estabelecer relações entre partes do texto" parece um papo meio complicado, mas, na prática, é algo que faz muito sentido quando explicamos direitinho pros meninos. A ideia aqui é ensinar os alunos a perceber como as palavras e pronomes, tipo "ele", "ela", "seu", "aquele", ajudam a gente a entender melhor o texto. É como se fossem pistas que ligam uma parte do texto à outra. Então, eles precisam perceber que quando a gente troca "cachorro" por "animal de estimação" ou usa um pronome como "ele" pra substituir "cachorro", isso tá ajudando a manter o texto conectado e fluido.
No 6º ano, eles já começam a ter contato com essa ideia quando aprendem sobre substantivos e pronomes. Então, o que faço agora é aprofundar esse entendimento, mostrando como essas trocas e substituições tornam o texto mais interessante e menos repetitivo. E aí vamos além, porque quero que percebam que isso não é só regra: é estratégia pra escrever melhor.
Agora, deixa eu contar como a gente faz isso acontecer na sala. Uma atividade que costumo usar é a análise de textos curtos. Pegamos um texto simples, geralmente uma fábula ou um conto curto. Coisa de uma página no máximo. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, porque aí eles podem discutir entre si e tirar suas próprias conclusões antes de partilhar com o resto da turma. Dou uns 20 minutos pra eles identificarem todas as substituições lexicais e pronominais no texto. É legal ver como eles se empolgam quando percebem as substituições. Na última vez, a Fernanda achou graça ao perceber que um texto sobre uma raposa usava "ela" pra não repetir "raposa" toda hora. Ela virou e falou: "Professor, esse 'ela' tá economizando espaço mesmo!" Todo mundo riu.
Outra atividade bacana é a reescrita de parágrafos. Peço pra cada aluno escolher um parágrafo de algum livro ou texto qualquer que estão lendo (pode ser livro didático mesmo). Depois, dou uns 15 minutos pra eles reescreverem o parágrafo tentando usar sinônimos e pronomes pra substituir palavras repetidas. No início, alguns ficam perdidos, tipo o Pedro, que não sabia se podia mudar tanto assim as palavras, mas depois ele viu que tava mandando bem quando conseguiu deixar o parágrafo mais dinâmico sem perder o sentido original. Aí eles compartilham com a turma e discutimos o que deu certo e o que não deu tão certo assim.
E tem uma atividade que sempre rende boas conversas: criar histórias em quadrinhos. Parece coisa de criança pequena, mas funciona que é uma beleza! Eles escolhem personagens e cenários e devem escrever diálogos entre eles usando bastante substituição lexical e pronominal. Pra isso, uso papel A3 em branco (mais espaço pra criatividade). As duplas têm uns 30 minutos pra criar suas histórias. Quando fizemos isso semana passada, o Lucas e a Mariana criaram uma história hilária sobre dois amigos numa floresta encantada cheia de animais falantes. Eles usaram os pronomes como ninguém! O Lucas ficou tão orgulhoso do resultado que pediu pra pendurar no mural da sala. Claro que deixei!
O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos vão pegando confiança em sua escrita e leitura. No começo, ficam meio inseguros sobre mudar palavras ou usar pronomes corretamente, mas com prática eles veem como isso faz diferença no entendimento do texto. Isso ajuda não só aqui nas aulas de português mas em outras matérias também. Porque um texto bem escrito faz diferença sempre.
Então é isso. Espero que essas ideias possam ajudar vocês também aí na sala de aula! Se tiverem mais sugestões ou dúvidas, manda ver nos comentários aí. Valeu demais!
migo\", por exemplo, o pronome "ele" está ali justamente pra evitar a repetição e deixar o texto mais fluido, né? E os meninos têm que sacar isso.
Então, vou te contar como eu percebo que os alunos realmente entenderam essa brincadeira de conectar as partes do texto sem precisar de prova formal. Acreditem, a gente consegue pegar essas coisas nas pequenas interações do dia a dia. Tipo assim, eu caminho muito pela sala enquanto eles estão fazendo exercícios ou atividades em grupo. Eu escuto a conversa entre eles e dá pra perceber direitinho quando um aluno tá explicando pro outro como usar esses pronomes de ligação. Como aquele dia que a Júlia tava ajudando o Pedro. Ela falou assim: "Não, Pedro! Você não precisa repetir 'o cachorro'. Usa 'ele' pra ficar mais legal e rápido de ler!". Foi nesse momento que eu pensei, "Ah, ela entendeu!" Porque é bem isso mesmo que a habilidade pede: eles saberem usar pronomes pra conectar ideias sem ficar repetindo as palavras o tempo todo.
Outra coisa legal é ver quando eles tão lendo um texto em voz alta e já fazem essas substituições automaticamente. O Lucas, por exemplo, é quietão mas quando tá lendo sozinho em voz alta, às vezes até cochicha "ele" ao invés de repetir "o cachorro". Aí eu percebo que ele tá internalizando esse conceito. Pra mim, isso vale mais do que uma resposta certa numa prova.
Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, sempre tem uns casos engraçados. O João adora inventar umas palavras no meio do texto. Ele acha que todos os pronomes são do mesmo jeito e às vezes troca “ele” por “aquilo” mesmo quando não faz sentido nenhum. Tipo: “O cachorro correu para a casa e aquilo bebeu água.” Eu sempre dou uma risadinha com ele, e falo: "João, o que é 'aquilo' nesse caso? Vamos tentar usar 'ele' aqui?" Acho que ele se empolga tanto com a ideia de substituir palavras que acaba confundindo tudo.
E tem também a Ana que tem a mania de usar os pronomes errados porque não entende direito se tá falando de uma coisa ou pessoa. Uma vez eu li o texto dela e tava assim: “A casa dele era azul e ela era muito bonita”. Eu perguntei: “Ana, quem é ela?” Ela me olhou com uma cara de interrogação até entender que tava falando da casa e não de uma pessoa. Expliquei pra ela pensar na coisa ou pessoa que o pronome tá substituindo antes de escolher qual vai usar. Isso acontece porque muitos alunos ainda se confundem com a concordância entre o pronome e o substantivo.
Aí vem o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Com eles eu preciso ter um jeitinho especial. Pro Matheus eu tento diversificar bastante as atividades. Mais movimento, menos tarefa escrita. Uso muito quebra-cabeça textual onde ele precisa juntar frases em ordem lógica usando pronomes corretos. Isso funciona bem porque ele pode fazer em pé, andando pela sala se quiser. Com a Clara, eu dou mais tempo e uso recursos visuais. Faço cartões com imagens e palavras-chave pra ela associar os pronomes corretos com as imagens certas sem pressa, no ritmo dela.
Tentei uma vez usar um aplicativo de leitura pra ajudar na compreensão auditiva da Clara, mas não deu muito certo porque ela ficou mais focada nos efeitos sonoros do app do que no conteúdo em si. Então voltei pros cartões coloridos e parece que tá fluindo melhor.
Bom, galera, é isso aí por hoje! É sempre um desafio trabalhar com habilidades tão complexas como essa, mas quando a gente vê os alunos pegando o jeito aos poucos, vale muito a pena. E vocês? Como têm lidado com essas questões aí nas suas salas? Adoro ouvir as experiências de vocês também! Fico no aguardo dos comentários! Abraços!