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EF67LP04Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Distinguir, em segmentos descontínuos de textos, fato da opinião enunciada em relação a esse mesmo fato.

LeituraEstratégia de leitura Distinção de fato e opinião
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP04 da BNCC é interessante, porque a gente tá sempre lidando com fato e opinião no dia a dia, né? Pra quem tá começando agora, essa habilidade é basicamente ajudar os meninos a entender quando um texto tá só informando algo que realmente aconteceu e quando ele tá dizendo o que alguém acha sobre isso. Isso é super importante hoje em dia, principalmente com tanta informação que eles veem na internet, nas redes sociais. Eles precisam conseguir diferenciar se uma notícia tá narrando um evento ou se tá cheia de pitacos da pessoa que escreveu.

Por exemplo, se eu digo "ontem choveu à tarde", isso é um fato. Aconteceu, é objetivo. Mas se eu disser "ontem choveu à tarde e estragou o meu dia", aí já entra uma opinião, porque nem todo mundo vai achar que a chuva foi uma coisa ruim, né? A ideia é que os alunos consigam identificar essas diferenças dentro de um texto, mesmo que o texto não esteja em sequência, tipo um artigo de jornal ou uma postagem de blog.

Os meninos já têm contato com isso desde o 5º ano, mas não de forma tão estruturada. Eles já sabem identificar o básico diferença entre o que é real e o que é opinião pessoal, mas no 6º ano a gente aprofunda mais. Aí vamos pras atividades práticas que eu costumo fazer com eles.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é usar notícias reais. A gente pega uns jornais impressos ou acessa sites na internet. Eu separo uma notícia curta e peço pra galera ler em dupla. Isso leva uns 20 minutos, porque aí eles já começam a discutir entre eles quem acha o quê. Depois da leitura, cada dupla precisa marcar com canetinha colorida as partes que eles acham que são fatos e as partes que são opiniões. Da última vez, eu me lembro do João e do Pedro discutindo sobre uma notícia de futebol. Eles ficaram confusos em um parágrafo onde o jornalista falava das chances de determinado time ganhar o campeonato – era uma opinião, mas tava misturado com informações sobre os jogos passados. É legal ver como eles começam a perceber essas nuances.

Outra coisa que faço é usar textos de opinião mesmo, tipo artigos ou blogs sobre assuntos do interesse deles – pode ser sobre música, filme ou até mesmo algum tema mais polêmico como meio ambiente ou tecnologia. Nessa atividade, a turma fica em círculo e cada um lê um parágrafo do texto em voz alta. Enquanto leem, vão anotando as opiniões expressas pelo autor em post-its. Pode parecer meio bagunçado às vezes, mas funciona bem e dura uns 30 minutos. Da última vez, a Maria leu um trecho de um artigo sobre redes sociais e logo identificou "Eu acredito que" como uma pista para a opinião do autor. Aí todos começaram a perceber esses sinais nas frases.

A terceira atividade é mais prática ainda: debates! Divido a turma em dois grupos e dou um tema polêmico pra cada grupo defender uma posição – fato ou opinião. Eu geralmente escolho temas do cotidiano escolar pra facilitar a identificação das crianças com o assunto: como o uso de uniforme ou horário das aulas. Cada grupo tem uns 15 minutos pra discutir internamente e preparar seus argumentos antes do debate começar. O interessante é ver como eles defendem suas posições e aprendem a ouvir o outro lado também. Da última vez que fizemos isso, a Ana surpreendeu todo mundo ao argumentar contra o uso obrigatório de uniforme dizendo que "fato" é que a diversidade das roupas pode ser vista como expressão pessoal dos alunos.

O legal dessas atividades é ver como eles vão pegando o jeito de analisar as informações e argumentar melhor tanto por escrita quanto oralmente. Eu percebo como desenvolvem não só essas habilidades específicas da língua portuguesa, mas também o pensamento crítico no geral.

Claro que nem sempre tudo sai perfeito – tem dia que a turma tá dispersa ou quer falar de outro assunto – mas faz parte do processo também. Cada pequeno avanço conta muito e os meninos saem da aula mais preparados pra lidar com as informações loucas que encontram por aí.

E olha só, mesmo depois desses anos todos dando aula, eu ainda aprendo muito com essas turmas. E esse lance de fato e opinião não é só coisa de livro – tá no nosso dia a dia o tempo todo! Espero que isso te ajude aí no seu trabalho também.

Até a próxima!

Por exemplo, se eu digo "ontem choveu e as ruas ficaram alagadas", tô só relatando um fato. Mas se eu falo "foi um absurdo a chuva de ontem alagar tudo, isso não pode acontecer!", aí já entrei com a minha opinião. E é nesse jogo que eu gosto de trabalhar com a galera do 6º ano. Faço dinâmicas onde eles precisam identificar esses trechos em pequenos textos.

Mas aí você me pergunta: como é que eu percebo que eles aprenderam sem fazer uma prova formal? Olha, é no dia a dia mesmo. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e vejo os grupos discutindo sobre um texto que eu passei, quando um aluno vira pro outro e diz "olha, mas isso aqui é só o que o autor acha, não quer dizer que é verdade", isso me dá aquela sensação boa de que eles tão pegando a ideia. Eu lembro de uma vez que o Pedro tava explicando pra Mariana sobre uma notícia que era mais opinião do que fato, e ele disse algo tipo "Mariana, isso aí não quer dizer que aconteceu desse jeito, tá só falando o que alguém pensa", na hora eu pensei "ah, esse entendeu!"

Outra coisa legal é quando eu ouço eles conversando entre si fora desse contexto de aula. Tipo uma vez na fila do lanche, o João comentou sobre uma notícia de futebol e a Ana rebateu dizendo "mas isso é só o que o jornalista acha, né?", fiquei todo bobo ouvindo aquilo.

Agora falando dos erros comuns... Nossa, isso tem bastante também. Um erro frequente é quando eles acabam achando que tudo que tá escrito tem que ser verdade. O Caio, por exemplo, sempre começa achando que qualquer opinião num texto é um fato absoluto. Uma vez ele me trouxe um artigo de internet falando umas coisas bem tendenciosas e falou "olha professor, tá aqui ó, isso aconteceu mesmo!". Precisei sentar com ele e explicar direitinho como a gente separa essas coisas.

O erro também acontece porque muitos deles não têm hábito de leitura crítica ainda. Tipo a Júlia, ela lê tudo meio corrido e acaba não prestando atenção nos sinais de opinião nos textos. Às vezes falta atenção aos detalhes ou interpretação mesmo. Quando eu pego esse tipo de erro na hora, procuro fazer perguntas pra eles pensarem mais sobre o que estão lendo: "Tá vendo essa parte aqui? Por que você acha que isso é fato ou opinião?" Tento ajudar eles a desconfiar mais das informações.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH... Bom, com ele eu preciso ser mais dinâmico e dividir as atividades em partes menores pra ele conseguir focar melhor. O Matheus precisa de coisas mais visuais também, então uso muitas imagens junto com os textos pra ajudar ele a manter a atenção. Faço umas pausas também pra ele se levantar, dar uma volta rápida, sabe?

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é outro. Eu procuro dar instruções mais claras e diretas pra ela. Tenho um quadro visual com passos do que ela precisa fazer em cada atividade, ajuda muito na organização dela. E tenho um cantinho mais tranquilo na sala onde ela pode ir se precisar de um tempo pra se acalmar ou se concentrar melhor.

O que mais funcionou até agora é ter paciência e adaptar as atividades pro ritmo deles sem pressa. Já tentei fazer toda a turma seguir as mesmas instruções ao mesmo tempo e não deu certo. O segredo é entender o tempo e espaço de cada um deles.

Bom, acho que falei demais né? Espero ter ajudado vocês a pensar nessa habilidade tão importante e na prática do dia a dia da sala. Qualquer coisa vamos continuar essa conversa por aqui! Abraços!

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