Olha, essa habilidade EF67LP02 da BNCC é um tanto importante porque, na prática, a gente tá ajudando os meninos a entenderem como funciona o mundo da informação que chega até eles. A ideia é que eles consigam ler uma notícia no jornal ou na internet e não só compreendam o que tá sendo dito, mas também consigam formar uma opinião sobre aquilo de maneira crítica e respeitosa. Meio que eles precisam aprender a pensar sobre o que leem e a se posicionar de forma ética. Mas não é só isso. A gente também quer que esses meninos participem dos debates, entendam como escrever suas próprias notícias, notas ou até fotorreportagens. É como se a gente estivesse treinando pequenos repórteres.
Quando penso nos alunos do sexto ano, sei que eles já vêm com alguma bagagem lá do quinto ano. Eles já sabem ler e entender um texto básico, então a gente precisa dar um passo além. É hora de mostrar que não é só sobre decifrar palavras numa página, mas sobre o que essas palavras significam no mundo real. Eles têm que começar a pensar: "O que eu acho disso? Será que concordo com esse ponto de vista? Se eu fosse escrever uma notícia sobre isso, o que seria importante destacar?".
Bom, vou contar três atividades que já fiz com minha turma e deram certo.
A primeira atividade é chamada "Roda de Notícias". É bem simples e você só precisa de jornais ou revistas, até mesmo impressões de sites noticiosos. Aí eu divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo fica com algumas notícias diferentes. Dou uns 20 minutos pra eles lerem e discutirem entre si sobre o que entenderam da notícia, qual a opinião deles e por quê. Depois, a gente volta pro grupão e faz uma roda onde cada grupo compartilha o que discutiu. Da última vez que fiz isso, a Mariana ficou toda empolgada falando sobre uma notícia de desmatamento na Amazônia. Ela ficou tão tocada pelo assunto que sugeriu ideias do que poderia ser feito para ajudar a situação. Esse tipo de reação é legal porque mostra que os meninos tão realmente absorvendo o conteúdo.
A segunda atividade é "Minha Notícia". Aqui o material é mais simples ainda: papel e caneta ou lápis. A ideia é cada aluno escolher um tema que gosta ou acha importante e escrever uma pequena notícia sobre isso. Dou uns 30 minutos pra eles pensarem e escreverem. O mais bacana é o processo criativo deles. O Pedro escreveu sobre um campeonato de futebol lá do bairro dele e fez questão de entrevistar dois amiguinhos sobre o jogo: as opiniões ficaram hilárias! Ele se sentiu um verdadeiro jornalista. Depois disso, a gente faz uma sessão de leitura onde cada um lê sua notícia pra turma toda, assim todo mundo tem chance de compartilhar suas ideias.
A terceira atividade é "Fotorreportagem do Bairro". Aqui os meninos precisam usar celular pra tirar fotos (pode ser do celular deles mesmo ou então combinamos de usar um único aparelho da escola). Cada aluno ou dupla tem que escolher um tema interessante do bairro ao redor da escola e fazer uma série de fotos que conte uma história sobre aquele tema. Já aviso: isso pode levar umas duas aulas inteiras porque envolve sair da sala de aula, tirar as fotos e depois montar tudo numa apresentação simples com legendas explicando cada foto. Lembro que o João e a Ana decidiram fotografar as árvores do parque próximo à escola, focando em como elas mudavam ao longo das estações. Era legal ver como eles tentavam capturar diferentes ângulos e luzes! Depois apresentaram pra turma toda e foi incrível ver como eles se emocionaram ao contar a história por trás das imagens.
O legal dessas atividades é ver como os meninos vão ficando mais confiantes na hora de se expressar e formular suas opiniões. Além disso, aprender a fazer perguntas certas durante as discussões em grupo ou na hora da apresentação ajuda demais no desenvolvimento deles.
Bom, é isso! Espero que essas ideias possam ajudar quem lê aqui no fórum. Qualquer dúvida ou se precisar trocar figurinha sobre mais atividades desse tipo, é só dar um alô!
E aí, continuando aqui sobre a habilidade EF67LP02, bom, o que eu acho mais legal é ver quando a galera realmente tá pegando o jeito das coisas sem aquela prova formal, sabe? Tipo assim, não precisa ser aquela coisa engessada de pergunta e resposta. Tem várias maneiras de perceber que o aluno entendeu o que a gente tá ensinando no dia a dia mesmo.
Aí eu fico circulando na sala durante as atividades, prestando atenção nas conversas entre eles. É nessa hora que você vê se eles tão sacando a coisa. Por exemplo, teve uma vez que o João tava explicando pro Lucas sobre como identificar o ponto de vista do autor em um texto. O João falou algo tipo "Olha, Lucas, aqui o autor tá meio que dizendo que a tecnologia é boa, mas ele também aponta os problemas dela". Isso me deu aquela sensação boa de "Ah, esse entendeu!". Ver um aluno usando termos e conceitos da aula pra explicar pro colega é um sinal claro de que ele tá entendendo.
Outra coisa legal é quando eles começam a participar mais dos debates. A Letícia, por exemplo, começou o ano bem tímida, falava pouco. Com o tempo, ela foi se soltando e começou a fazer comentários e perguntas que mostravam que ela tava realmente refletindo sobre o texto. Outro dia ela levantou a mão e disse: "Professor, mas aqui não é um pouco exagerado falar isso desse jeito?" Aí você vê que a menina tá pensando criticamente.
Agora, falando dos erros comuns que os alunos cometem nesse conteúdo... Muitos ainda confundem opinião pessoal com argumento embasado. O Pedro sempre escreve nos textos dele frases como "Eu acho isso porque sim". Acontece bastante dessa confusão entre opinião pessoal e argumento bem sustentado. Eles às vezes não conseguem separar uma percepção pessoal de uma análise crítica.
E tem também aquela coisa de interpretação literal demais. Tipo a Camila, ela lê uma frase e toma tudo ao pé da letra. Se num texto falar que "a janela abriu-se para um novo mundo", ela realmente imagina uma janela se abrindo e fica meio perdida quando tem duplo sentido. Isso acontece porque ainda tão desenvolvendo essa habilidade de ler nas entrelinhas, entender metáforas e ironias.
Quando pego esses erros na hora, geralmente paro a turma e explico ali mesmo. Faço perguntas pro aluno pensar sobre o que escreveu ou leu. "Será que dá pra gente explicar melhor essa ideia?" ou "O que essa frase quer dizer além do que tá escrito?"
Agora, falar do Matheus e da Clara na minha turma é importante porque cada um tem suas necessidades específicas. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Eu evito longas exposições orais e tento sempre incluir jogos ou dinâmicas em grupo. Ele se sai bem quando usa aplicativos no tablet pra criar mapas mentais dos textos. Outro dia fizemos uma gincana com perguntas sobre um texto lido e ele ficou super engajado.
Já a Clara, que tem TEA, precisa de instruções claras e previsíveis. Eu sempre passo um roteiro do que vamos fazer no dia logo no início da aula. Um quadro na sala ajuda muito nisso. Também percebo que ela responde bem quando uso material visual: imagens e vídeos curtos ajudam ela a entender melhor o contexto dos textos. Algo que não funcionou foi quando tentei mudar as atividades muito rápido; precisei ajustar pra dar mais tempo pra ela processar as coisas.
É isso aí pessoal! Trabalhar essas habilidades com os meninos é desafiador, mas também muito recompensador quando você vê os resultados aparecendo no cotidiano da sala de aula. Qualquer dúvida ou dica aí sobre como vocês lidam com isso nas suas turmas, só comentar! Até mais!