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EF07LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em textos lidos ou de produção própria, adjetivos que ampliam o sentido do substantivo sujeito ou complemento verbal.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07LP08 da BNCC aí parece complicada à primeira vista, mas na prática é bem mais simples do que parece. O que a gente quer é que os alunos consigam identificar adjetivos nos textos e entendam que esses adjetivos dão um tempero a mais pro substantivo. Tipo, se eu falo "cachorro", é uma coisa, mas se eu falo "cachorro bravo", muda tudo: já cria uma imagem diferente na cabeça, né? Na verdade, os meninos já vêm do 6º ano com uma noção básica de adjetivos. Eles sabem que o adjetivo é aquela palavrinha que caracteriza o substantivo, mas agora a ideia é que eles entendam como isso realmente amplia e transforma o significado da frase toda. Não é só decorar a lista de adjetivos, é saber usar isso pra dar mais vida ao texto.

A primeira atividade que eu faço é bem simples e funciona como um aquecimento. Eu pego um texto curto, geralmente um conto ou uma crônica, algo que prenda a atenção deles. Usamos xerox mesmo, coisa rápida de copiar. A galera lê em duplas e vai sublinhando os adjetivos. Depois, a gente conversa sobre como esses adjetivos mudam a percepção do texto. A turma fica empolgada porque não é só uma aula de gramática chata, eles percebem as diferenças na prática. Da última vez, usei uma crônica do Luís Fernando Veríssimo e a Ana ficou toda empolgada falando como achou legal o uso do "pálido" pra descrever a personagem, dizendo que isso fazia ela imaginar alguém meio doente ou com medo. Essa atividade não leva mais do que 30 minutos e já deixa todo mundo no clima pra pensar nos efeitos das palavras.

A segunda atividade é um pouco mais interativa e divertida. Eu organizo um jogo em grupo que chamo de "Adjetivo Surpresa". Divido a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e distribuo cartões com substantivos escritos neles. Cada grupo escolhe um cartão e precisa escrever o maior número possível de frases usando aquele substantivo com adjetivos diferentes em 10 minutos. Por exemplo, se o cartão tem "casa", eles podem escrever "casa mal-assombrada", "casa aconchegante", "casa velha" e por aí vai. O grupo da Júlia sempre adora essa parte porque eles são competitivos e querem pensar nos adjetivos mais criativos possíveis. No final, a gente lê algumas frases em conjunto e discute qual delas cria uma imagem mais vívida na mente. Essa atividade dura uns 45 minutos porque depois ainda tem essa discussão final que é sempre rica.

Por fim, faço uma atividade de produção textual onde cada aluno escreve um pequeno parágrafo sobre um tema livre, mas com a condição de usar pelo menos cinco adjetivos que ampliem o sentido dos substantivos escolhidos. Dou uns 20 minutos pra escrita individual, depois eles trocam os textos entre si pra lerem e identificarem os adjetivos usados pelos colegas. O legal dessa parte é ver como eles começam a pensar mais nas palavras que usam e no impacto delas no texto. Na última vez que fiz essa atividade, o Pedro escreveu sobre "um leão majestoso descansando sob o sol escaldante da savana" e ficou todo orgulhoso quando a turma elogiou como ele conseguiu passar essa imagem tão clara só usando as palavras certas.

Essas atividades não exigem materiais elaborados nem nada caro, porque sabemos como é a realidade das escolas públicas. O importante é criar um ambiente em que eles se sintam à vontade pra experimentar e descobrir como as palavras podem transformar uma frase simples em algo muito mais interessante. E olha, é gratificante ver a evolução deles quando percebem que entender esse tipo de coisa faz diferença não só na escola, mas em como eles se comunicam no dia a dia também.

É assim que eu trabalho essa habilidade com os meninos do 7º ano. Cada atividade tem seu propósito e elas acabam se complementando. O importante é ver como cada aluno reage diferente: tem aqueles que desenvolvem rápido esse olhar pros detalhes e outros que precisam de mais tempo, mas tá tudo bem porque o processo de aprendizagem é assim mesmo. No final das contas, dá pra ver que eles saem mais atentos ao uso da língua, o que já é um grande passo.

Então é isso! Se alguém tiver outra dica ou quiser compartilhar experiências semelhantes, tô aqui pra trocar ideia! Abraço!

u podem usar isso de forma mais elaborada nos textos que produzem. Uma das atividades que eu mais gosto de fazer é pedir pra eles descreverem algo do dia a dia, tipo assim, uma cena da escola ou até mesmo o café da manhã deles. A gente lê juntos em sala e depois começa a brincar de adicionar adjetivos pra ver como muda a percepção. É sempre interessante ver a criatividade da galera!

Agora, como é que eu percebo se o aluno aprendeu mesmo, sem fazer aquela prova formal? Olha, é no dia a dia, na correria da sala mesmo. Quando tô circulando entre as mesas, prestando atenção nas conversas, dá pra sacar muita coisa. Às vezes, ouço o João explicando pra Maria que "se a gente falar apenas 'carro', todo mundo vai imaginar uma coisa diferente, mas se falarmos 'carro vermelho', aí já funila um pouco". Quando vejo essa interação, percebo que os meninos estão pegando a ideia do papel dos adjetivos na comunicação.

Outro dia, teve uma situação engraçada com a Letícia e o Pedro. Eles estavam debatendo sobre um texto que leram e o Pedro saiu com essa: "Mas esse personagem é muito chato!" A Letícia, toda sabida, rebateu: "Chato por quê? Faltou o adjetivo aí, Pedro!" Foi nesse momento que pensei: "Ah, essa entendeu!"

Mas claro, nem tudo são flores. Tem os erros mais comuns que a galera comete. Lembro do Ricardo, por exemplo. Ele tinha mania de repetir adjetivos desnecessariamente ou usar uns que não faziam sentido no contexto. Uma vez ele escreveu "cachorro grande gigante" em um texto! Ele tava com aquela ansiedade de aumentar a descrição mas acabou exagerando. Quando isso acontece, eu dou um toque na hora: "Ricardo, será que 'grande' e 'gigante' tão somando aqui? Que tal escolher só um deles?" E aos poucos ele vai pegando a manha.

Outra comum é quando eles se confundem entre adjetivo e advérbio. A Vanessa sempre trocava tudo no começo. Ela escrevia "corre rápido" e achava que 'rápido' era adjetivo. Então eu expliquei: "Vê só, Vanessa, 'rápido' tá qualificando o verbo 'correr', então é advérbio". Com exemplos práticos no caderno dela mesmo, ela foi entendendo melhor.

Agora vou falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, e cada um deles precisa de uma abordagem um pouco diferente. Com o Matheus, eu percebo que atividades mais curtas e bem divididas funcionam melhor. Eu dou uma atividade pra ele em partes menores e vou monitorando mais de perto. Às vezes ele se distrai fácil, então fazer pausas curtas ajuda muito. Uma coisa que funcionou bem foi usar cartões coloridos com palavras e imagens que ele possa associar. Ajuda na concentração.

A Clara já é diferente. Ela trabalha melhor quando tem uma rotina bem definida e previsível. Se eu vou mudar algo na aula, já aviso antes pra ela se preparar. Gosto de usar recursos visuais com ela também, tipo quadrinhos com imagens e palavras associadas aos adjetivos que estamos estudando. O uso de figuras ajuda muito na compreensão dela.

O que não funcionou muito bem pro Matheus foi quando tentei usar um aplicativo com ele; muita distração visual. Já com a Clara, descobri que ambientes muito barulhentos tiram totalmente o foco dela, então procuro manter as aulas mais calmas quando sei que ela não tá num bom dia.

E assim vai! Cada aluno tem seu jeito e pegar essas pequenas dicas faz toda diferença no aprendizado deles.

Bom pessoal, acho que já falei demais por hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas de aula também. A gente vai aprendendo junto com os alunos todos os dias! Até a próxima!

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