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EF07LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Formar, com base em palavras primitivas, palavras derivadas com os prefixos e sufixos mais produtivos no português.

Análise linguística/semióticaLéxico/morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Espero que estejam todos bem. Hoje quero compartilhar com vocês como eu trabalho a habilidade EF07LP03 da BNCC na minha turma do 7º Ano. Pra quem não tá muito por dentro, essa é aquela habilidade de formar palavras derivadas a partir de primitivas usando prefixos e sufixos. Parece complicado, mas na prática é bem interessante e os alunos se divertem bastante, acreditem!

Então, como eu entendo essa habilidade? Basicamente, o que a gente quer é que os alunos consigam pegar uma palavra base, tipo "feliz", e consigam formar outras palavras com ela, como "infeliz" ou "felicidade". O bacana é que eles começam a perceber como a língua portuguesa é rica e cheia de possibilidades. E o mais legal: eles passam a entender melhor o significado das palavras e como usá-las em diferentes contextos. Essa habilidade também se conecta com o que eles já devem ter aprendido no 6º Ano, sobre classes de palavras e formação de sentenças. É um passo além: depois de saber o que é um verbo ou um substantivo, eles agora veem como essas palavras podem se transformar e aumentar o nosso vocabulário.

Agora vou contar algumas atividades que faço pra trabalhar isso. A primeira atividade que faço é o "Jogo dos Prefixos e Sufixos". Para essa brincadeira, só preciso de cartões de papel e canetas coloridas. Eu divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos, que já estamos acostumados a fazer pra outras tarefas também. Em cada cartão, escrevo uma palavra primitiva e distribuo entre os grupos. Eles têm cerca de 15 minutos pra criar o maior número possível de palavras derivadas a partir daquela primitiva usando prefixos e sufixos. E olha, dá uma competição saudável! Na última vez que fizemos essa atividade, o grupo da Júlia conseguiu formar 10 palavras diferentes a partir de "coração", como "en-coração-ado" ou "des-coraç-ão-ado". A turma toda vibrou! É incrível ver como eles se empolgam.

Outra atividade que eu curto muito é o "Diário das Palavras". Pra isso, peço que cada aluno traga um caderno pequeno ou use uma folha avulsa pra anotar durante uma semana todas as palavras novas que ouvirem ou lerem em casa e na escola. No fim da semana, eles trazem essas listas pra sala e fazemos uma oficina de criação de palavras derivadas. Eu peço então pra cada um escolher três dessas palavras e criar derivadas a partir delas. Olha, teve um dia que o João trouxe a palavra "magnífico" que viu num livro, e juntos formamos "magnificência" e "magnificar". Eles ficam sempre surpresos como a língua pode ser mágica assim. Essa atividade leva uns 30 minutos por semana, mas o efeito é duradouro.

A terceira atividade é meio teatral e chama "Dramatização das Palavras". Aqui, eu organizo um pequeno teatro onde os alunos precisam criar uma história curta usando várias palavras derivadas. Pra essa atividade, só precisamos do espaço da sala mesmo ou do pátio da escola, se possível. Divido os alunos em grupos menores novamente, dou uns 20 minutos pra planejarem suas histórias e depois apresentarem pras outras duplas ou trios. Da última vez, a Ana Clara e o Gabriel criaram uma história super engraçada sobre uma "desliga-dora" de luzes – claro que era derivada de "desligar"! A galera riu muito porque eles fizeram até um cenário com cadeiras! Essa atividade leva mais tempo – uns 50 minutos no total – mas vale muito a pena pela criatividade que surge.

Os meninos sempre reagem bem a essas atividades porque elas fogem do comum do quadro-negro-caderno-livro, sabe? Eles gostam desse tipo de dinâmica onde podem explorar mais sua criatividade e testar o conhecimento na prática. Às vezes surgem algumas dúvidas sobre qual prefixo usar ou se dá mesmo pra formar certa palavra... Nesse momento eu paro tudo pra discutir com eles. Aí falo: “Gente, será que faz sentido isso aí?” Eles mesmos param pra refletir e muitas vezes descobrem sozinhos onde erraram.

Bom, gente, essas são algumas das formas que coloquei em prática aqui na turma pra trabalhar a habilidade EF07LP03 da BNCC. Acredito muito que quando as crianças colocam a mão na massa elas aprendem melhor – e olha, dá certo! Espero que vocês possam tirar alguma ideia daqui pro trabalho de vocês também. Abraço a todos!

Então, gente, continuando o papo sobre a habilidade EF07LP03, uma coisa que eu sempre observo é como os alunos demonstram que entenderam o conteúdo sem precisar de uma prova formal. Às vezes, só de andar pela sala de aula enquanto a galera tá fazendo um exercício ou uma atividade em grupo, já dá pra perceber quem sacou a ideia. E é engraçado como as conversas entre eles revelam muito. Tem hora que eu paro e fico escutando de leve. Olha só, teve um dia que o Lucas tava explicando pra Ana que pra formar "desleal" da palavra "leal", é só pensar no que acontece quando a gente coloca o prefixo "des-". Ele falou assim: "Você meio que vira o contrário do leal". A Ana fez aquela cara de "Ah, saquei!". Foi ali que eu percebi que ele tinha entendido o conceito.

Outra coisa legal é quando um aluno consegue ensinar pro outro. Teve uma vez em que a Júlia tava com dúvida sobre como formar a palavra "felicidade" a partir de "feliz", aí o Pedro chegou do lado e explicou: "Pensa no sufixo '-idade'. É tipo transformar uma coisa em substantivo". E não é que ela entendeu na hora? Essas interações são ouro porque mostram que eles tão mesmo aprendendo e conseguindo aplicar o que aprenderam no dia a dia.

Agora, os erros mais comuns que vejo nos meninos são uns bem específicos. Por exemplo, o Gabriel tem uma tendência a misturar tudo e criar palavras que não existem, tipo "infelicidadeza". Aí você olha e pensa: "Opa, tá quase lá". Acho que esses erros acontecem porque eles estão experimentando, tentando somar prefixos e sufixos ao mesmo tempo sem perceber muito bem a função de cada um. Quando eu pego esse tipo de erro na hora, gosto de fazer algumas perguntas pra eles mesmos refletirem: "Será que essa palavra existe? O que você acha que ela significaria?" Assim, eles vão ajustando o entendimento deles.

E quando falamos do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA, é sempre um desafio interessante adaptar as atividades. O Matheus precisa de mais pausas durante as atividades. Percebo que ele funciona melhor quando a tarefa é dividida em partes menores. Então, se for uma atividade escrita longa, corto em etapas e dou algum tempo pra ele se movimentar ou fazer algo diferente entre elas. Já tentei usar uns fones com músicas calmas também, mas ele não curtiu muito. O que funcionou mesmo foi usar cores pra organizar as tarefas dele no caderno. Ele tem um sistema de cores e isso ajuda a focar.

A Clara já adora rotinas previsíveis e se dá bem com instruções visuais. Eu preparo algumas fichas com imagens e exemplos antes das aulas pra ajudar ela a entender melhor o conteúdo. Uma vez fizemos um jogo de cartas com palavras primitivas e derivadas e ela se deu muito bem. Ela consegue trabalhar bem quando sabe exatamente o que vai acontecer na aula. Um quadro na sala com o cronograma do dia também ajudou bastante.

Ah, gente, acho importante dizer o quanto esses desafios me fazem crescer como professor. Todo dia é uma descoberta diferente com os meninos e as meninas. Lidar com essas diferenças me ensina a ter mais paciência e criatividade na hora de planejar as aulas. E é isso que faz tudo valer a pena no final do dia.

Bom, pessoal, acho que era isso que eu queria compartilhar hoje sobre como percebo os avanços dos alunos e as estratégias que uso pra ajudar quem precisa de um pouco mais de atenção. Espero que minhas experiências possam inspirar vocês nas suas salas também! Qualquer coisa tô por aqui, viu? Abraço!

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