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EF15LP11Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Características da conversação espontânea
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, galera, essa habilidade EF15LP11 da BNCC, na prática, é sobre os meninos aprenderem a conversar direitinho, sabe? Tipo assim, eles precisam saber esperar a vez de falar, tratar os colegas e a professora com respeito e escolher as palavras certas pra cada situação. É como aquelas conversas que a gente tem no recreio ou na hora da rodinha. O aluno precisa entender que não pode falar por cima do coleguinha e que não dá pra usar as mesmas palavras que usaria no parquinho quando tá falando com um adulto ou com alguém que ele não conhece direito. Acho que é isso! Antes de chegar no primeiro ano, os alunos já deviam ter alguma noção disso na educação infantil — tipo: já sabem que precisam levantar a mão pra falar ou esperar o outro terminar. Mas agora a gente aprofunda, ensinando mais sobre respeito, empatia e adequação do discurso.

Uma coisa que eu faço na sala é um exercício chamado "o bastão da fala". É bem simples: eu uso uma régua ou um bastão de verdade (daqueles de madeira, bem fininhos) como símbolo. Quem tá segurando esse bastão é quem tem o direito de falar naquele momento. Eu organizo a turma em círculo, pra todo mundo se ver e cada um poder prestar atenção em quem tá com a palavra. A atividade dura uns 20 ou 30 minutos, dependendo do assunto do dia. Ah, e eu escolho temas simples pra eles debaterem, tipo "qual seu jogo favorito?" ou "o que você gosta de fazer no final de semana?". Aí, enquanto eles falam, vou orientando sobre a importância de ouvir o coleguinha e esperar sua vez de falar. Uma vez, o João resolveu contar sobre o cachorro dele que aprendeu a dar a pata, mas ele ficou tão empolgado que começou a falar sem esperar o bastão. Então aproveitei pra reforçar que mesmo quando estamos empolgados, temos que respeitar o turno de fala.

Outra atividade é um teatrinho improvisado. A ideia é simples: os meninos formam duplas ou trios e recebem uma situação específica pra encenar. Por exemplo: dois amigos se encontrando no parquinho ou uma criança pedindo informação pra um adulto. Eu dou uns cartões com as situações escritas e eles têm uns 5 minutinhos pra se preparar. Depois, cada grupo apresenta sua cena pra turma toda. O legal é que eles vão percebendo como precisam adaptar a linguagem dependendo de quem estão representando. Uma vez, o Pedro e a Maria ficaram numa cena onde tinham que pedir desculpas por terem esbarrado sem querer um no outro. Foi interessante ver como eles se esforçaram pra ser respeitosos e gentis. Essa atividade costuma durar uns 40 minutos no total e é uma das preferidas dos pequenos porque eles adoram atuar!

Por fim, tem o "diálogo guiado". Nesse caso, eu crio um roteiro básico de conversa e dou pra cada dupla seguir. Algo bem simples: "Oi! Tudo bem? Como você chama? Que legal! Quer brincar comigo?". Eles treinam falar isso entre eles primeiro, bem informal mesmo. Depois peço pra falarem usando mais formalidade: "Olá! Como você está? Qual é o seu nome? Que interessante! Gostaria de brincar comigo?". Isso ajuda muito na percepção das diferenças de tratamento entre colegas e estranhos ou adultos. Uma vez o Lucas confundiu tudo e começou a usar as frases formais com tom de voz engraçado e todo mundo caiu na risada! Mas aí usei isso como exemplo do porquê precisamos ajustar nossa linguagem conforme a situação.

Enfim, ensinar essa habilidade é fundamental porque ela ajuda os meninos a lidarem melhor com as situações sociais da vida real. Eles começam a perceber que o jeito que falam importa e pode fazer toda a diferença nas relações deles com os outros. E olha só: nada impede da gente também aprender com eles! Me pego muitas vezes refletindo sobre minha própria comunicação ao ver como eles se esforçam em melhorar dia após dia. Fico por aqui por hoje, mas sempre aberto a ouvir as experiências de vocês também! Até mais!

Então, gente, continuando sobre essa habilidade EF15LP11, uma coisa que eu aprendi com os anos é que a gente não precisa aplicar uma prova formal pra perceber se o aluno tá pegando o jeito da coisa, né? Olha, no dia a dia, andando pela sala, dá pra perceber várias coisas. Quando eu passo pelas mesas e ouço os meninos conversando entre eles, já dá pra sacar quem tá entendendo o lance de esperar a vez de falar. Tipo o Luizinho, que outro dia tava num papo com a Ana e deixou ela terminar de falar sem interromper. Sabe aquela coisa do "ah, esse entendeu"? Foi bem isso que eu senti. E tem também aqueles momentos em que um aluno explica pro outro o que a gente tá trabalhando na aula. Na semana passada, o Pedro tava ajudando a Maria a entender uma atividade sobre como se apresentar pra um colega novo. Ele explicou direitinho, usando as palavras certas e sem atropelar a fala dela. Ali eu pensei: "o Pedro pegou o espírito da coisa".

Mas nem tudo são flores, né? Tem uns erros bem comuns que eu vejo acontecerem quando os meninos tão aprendendo isso. Por exemplo, o João sempre tem dificuldade em esperar a vez de falar. Ele é super empolgado e acaba cortando todo mundo. Isso acontece porque ele ainda tá aprendendo a controlar a ansiedade de participar. Quando pego ele fazendo isso na hora, tento sempre dar um toque na hora ali mesmo: "João, espera só a Ana terminar, aí é sua vez." Outro erro comum é usar palavras sem pensar no contexto ou na pessoa com quem estão falando. Teve uma vez que a Luiza chamou um colega com um apelido meio chato numa atividade em grupo. Expliquei pra ela que cada ambiente pede uma abordagem diferente e que o respeito é fundamental.

Agora falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então preciso ajustar as atividades de um jeito que eles consigam participar bem. Pro Matheus, eu sempre tento dividir as atividades em partes menores pra ele conseguir manter o foco melhor. Também uso cartões visuais coloridos que ajudam ele a se guiar nos passos das atividades. Outra coisa é dar pequenas pausas pra ele levantar e movimentar um pouco, isso ajuda demais! Quanto à Clara, eu procuro usar materiais mais visuais porque ela entende melhor assim. Aí eu uso histórias em quadrinhos ou bonecos pra simular as conversas e ensinar a habilidade de esperar a vez de falar.

Já tiveram coisas que não funcionaram também. Uma vez tentei um jogo de tabuleiro com regras muito complexas pro Matheus e ele ficou super frustrado. Já com a Clara, percebi que quando tinha muita gente falando ao mesmo tempo ela se perdia fácil. Então agora sempre explico as atividades antes num cantinho mais tranquilo da sala.

O legal é ver a evolução deles no decorrer do tempo. Mesmo com as dificuldades, tanto o Matheus quanto a Clara têm mostrado progresso e isso é gratificante demais! É um aprendizado constante pra mim também adaptar as atividades e buscar novas estratégias sempre que preciso.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Falei bastante sobre como percebo o aprendizado dos meninos no dia a dia e os desafios do caminho. Espero ter ajudado vocês com essas ideias e experiências da sala de aula! Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar algo parecido, vou adorar saber também! Até mais!

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