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EF15LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Escuta atenta
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, vou falar um pouquinho de como eu trabalho a habilidade EF15LP10 da BNCC com os meninos do 1º Ano. Essa habilidade fala sobre escutar atentamente as falas dos professores e dos colegas, mas não é só ficar ouvindo quietinho. É ouvir de verdade, prestando atenção, entendendo o que tá sendo dito, e aí perguntar sobre aquilo que ficou confuso ou que precisa de mais detalhes. Sabe quando a gente tá numa reunião e faz aquela pergunta que todo mundo queria fazer? É isso que a gente quer dos pequenos: que eles tenham essa curiosidade e coragem de perguntar.

Na prática, o que a gente quer é que os alunos consigam escutar e não só deixem passar batido, mas realmente processem o que ouviram. Se a Cecília tá explicando alguma coisa legal sobre o que ela aprendeu no final de semana, eu quero que o Joãozinho ouça e consiga perguntar algo tipo "E onde foi isso?" ou "E você gostou?". É importante também que eles solicitem esclarecimentos quando não entenderem algo. Não é só o professor falando e eles ouvindo. Eles já chegam ao 1º Ano com uma certa experiência de ouvir histórias na Educação Infantil, mas agora a gente começa a puxar um pouquinho mais pra essa interação.

A primeira atividade que faço pra trabalhar isso é a "Roda de Conversa". Aí, é simples: coloco os alunos em círculo – no chão mesmo, com almofadas se tiver – e cada um tem um tempinho pra contar alguma coisa interessante que aconteceu com eles. Pode ser da escola ou de fora. Eu geralmente uso uns 30 minutos pra essa atividade. Peço pra eles escutarem bem e, depois de cada fala, abro pras perguntas. Da última vez, a Maria contou como fez brigadeiro com a mãe no final de semana e o Tomas perguntou quanta manteiga precisava. Achei massa porque ele prestou atenção nos detalhes! Às vezes a turma fica meio inquieta, mas com o tempo eles vão pegando o jeito.

Outra coisa que faço é usar histórias em quadrinhos. Escolho uma história bem divertida e leio em voz alta pra turma. Gosto das do Chico Bento porque tem muito do nosso jeitinho brasileiro. Aí a galera presta atenção na leitura e depois eu peço pra desenharem uma continuação da história ou algo que não entenderam direito. Isso leva mais ou menos uns 40 minutos ou até uma aula inteira se eles estiverem animados. Lembro quando li uma do Chico Bento que falava sobre plantar milho e o Pedrinho saiu desenhando um campo de milho enorme e me perguntou por que a semente precisava de sol. Essa curiosidade é o que a gente busca!

Por fim, tem uma dinâmica que chamo de "O Relatório do Dia". No fim do dia, já na última meia hora, peço pra alguém ser o "repórter" da sala. Eles têm que contar pros colegas algo importante ou curioso que aconteceu naquele dia na escola. Pode ser sobre uma aula, sobre o recreio, qualquer coisa relevante. Depois disso, os outros podem fazer perguntas ou pedir mais detalhes. Da última vez foi o turno da Beatriz e ela falou sobre como conseguiu fazer uma torre com bloquinhos sem deixar cair. O João perguntou "Quantos blocos eram?" e ela teve que pensar um pouco antes de responder. Achei isso ótimo porque estimula a memória deles também.

O legal dessas atividades é ver como os meninos vão melhorando na comunicação ao longo do tempo. Eles ficam mais confiantes em perguntar e em se expressar. Claro que nem sempre é fácil manter todo mundo focado, mas é normal nessa idade eles dispersarem um pouco. A chave é criar um ambiente onde eles se sintam seguros pra participar sem medo de errar.

Bom, é isso aí! As atividades são simples mas têm um impacto grande na forma como os alunos interagem uns com os outros e com os adultos também. Espero ter ajudado vocês a dar umas ideias de como trabalhar essa habilidade aí na sala de aula. Se tiverem outras sugestões ou dúvidas, manda aí!

Na prática, o que a gente faz é criar um ambiente onde os meninos se sintam à vontade pra falar, perguntar e, principalmente, ouvir. Eu sempre começo a aula com uma roda de conversa. Aí, no começo do ano, é meio difícil, né? Tem o Joãozinho que fala sem parar e a Maria que não abre a boca. Mas, aos poucos, eles vão pegando o jeito. Pra mim, o momento que percebo que eles realmente entenderam a habilidade é quando vejo que eles tão se ajudando.

Um dia desses, tava passando pela sala enquanto eles tavam fazendo uma atividade em grupo. O Lucas explicou pro Pedro o que eu tinha acabado de falar sobre uma história que lemos juntos. Ele usou as próprias palavras dele e o Pedro entendeu tudinho. Nessa hora, pensei: ah, o Lucas pegou o jeito da coisa! Ele não só ouviu como também assimilou e conseguiu repassar a informação. Outro sinal claro é quando eles começam a fazer perguntas bem articuladas sobre algo que tavam discutindo. Tipo, a Júlia levantou a mão outro dia e mandou uma pergunta que ia direto ao ponto de um problema na historinha que a gente tava lendo. Vê-los fazendo isso sem medo de errar mostra que tão confortáveis com a habilidade.

Agora, sobre os erros comuns: olha, um erro recorrente é aquele aluno que fica só escutando por cima, sabe? Parece que tá ouvindo mas não tá prestando atenção de verdade. A Ana é um exemplo disso. Uma vez, ela tava na roda de conversa e quando chamei ela pra responder sobre o que o colega tinha falado, deu uma resposta nada a ver. Aí percebi que ela não tava realmente ouvindo. Também tem o caso do Tiago, que sempre procura repetir exatamente o que eu falo sem processar pra si mesmo. Ele não espera o tempo necessário pra entender e já sai falando. E isso rola bastante porque as crianças tão ainda aprendendo a ter paciência pra ouvir com atenção.

Quando vejo essas coisas acontecendo, tento puxar a criança pro lado e explicar a importância da escuta atenta. Com a Ana, por exemplo, comecei a usar algumas fichas visuais com imagens da história que távamos discutindo. Isso ajudou ela a focar mais na conversa e fazer perguntas melhores depois. Com o Tiago, comecei a incentivá-lo a parar e pensar antes de responder. Sempre digo pra ele: "Respira! Agora me conta o que você achou com suas palavras."

Já no caso do Matheus e da Clara, eu faço algumas adaptações nas atividades pra eles poderem participar melhor. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento na sala. Então, pra ele, uso atividades que envolvem pequenos deslocamentos pela sala ou jogos onde ele possa usar fichas e objetos físicos pra ajudar na concentração. Por exemplo, em vez de só ouvir uma história e discutir sentados em roda, divido a história em partes e coloco cada parte num lugar da sala. Aí eles têm que se mover até lá pra ouvir cada trecho ou encontrar alguma palavra-chave.

A Clara tem TEA e precisa de mais previsibilidade nas atividades. Pra ela, eu monto um roteiro visual no quadro com os passos da atividade do dia. Assim ela sabe exatamente o que esperar. Também uso fones de ouvido com música instrumental baixinha, quando ela precisa de menos estímulos externos durante as atividades em grupo.

Já tentei umas coisas que não deram muito certo também. Tipo assim, achava que mudar muito as atividades ia ajudar o Matheus a se focar mais, mas ele acabou ficando ainda mais disperso porque não sabia o que esperar da aula. Então voltei pro básico: uma rotina clara mas com espaço pra ele mexer-se fisicamente. Com a Clara tentei usar vídeos como parte da atividade de escuta mas percebi que isso deixou ela agitada demais.

No fim das contas, cada aluno tem seu jeitinho e com atenção e paciência a gente vai encontrando as melhores estratégias pra cada um deles brilhar.

Bom pessoal, vou parar por aqui porque já falei bastante né? Espero ter ajudado vocês aí nas suas salas de aula também! Se alguém tiver outra dica ou quiser trocar ideia sobre esses casos comenta aí! Até mais!

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