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EF12LP17Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, enunciados de tarefas escolares, diagramas, curiosidades, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, entre outros gêneros do campo investigativo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF12LP17 com os meninos do 1º ano é um desafio e tanto, mas também é muito gratificante! Para começar, vamos dar uma destrinchada nesse negócio aí. Na prática, o que a BNCC tá pedindo é que os meninos consigam ler e entender alguns tipos de textos que envolvem mais investigação e curiosidade. Sabe quando você lê uma curiosidade sobre animais ou um experimento simples que pode fazer em casa? Então, eles precisam entender isso com a nossa ajuda e dos coleguinhas. A ideia é que eles consigam pegar um texto, olhar o que tá sendo comunicado ali, e conseguir ter um entendimento básico do assunto.

Quando a gente pensa no que eles trazem de bagagem da série anterior, é importante lembrar que eles já tiveram algum contato com textos pequenos e narrativas mais simples. Eles chegam no 1º ano já sabendo identificar algumas palavras e conseguem entender histórias quando alguém lê pra eles. O nosso papel agora é ajudar essa galerinha a ir além, começando a decifrar sozinhos essas informações novas e um pouco mais complexas.

Agora, deixa eu contar como eu faço isso na prática. Uma atividade que gosto muito de fazer é trabalhar com revistas infantis que trazem mini entrevistas ou verbetes sobre bichos. Um dia peguei uma revista dessas e levei pra sala. A gente lê junto um verbete sobre um bicho curioso, tipo o tamanduá. Primeiro, eu leio em voz alta enquanto mostro as imagens. Depois, a gente conversa sobre o que entendeu. Às vezes, eu pergunto "E aí, o tamanduá come formiga mesmo?". E os meninos vão dando suas contribuições. É bem bacana porque junta a leitura com o diálogo em grupo. Normalmente faço isso com a turma toda junta, e levo uns 30 minutos nessa dinâmica. Da última vez, o Joãozinho levantou a mão todo animado e contou que tinha visto um tamanduá no sítio do avô dele. Aí pronto, virou uma troca em cima disso.

Outra atividade que faço é trazer uns diagramas simples pra turma explorar. Sabe aqueles diagramas que mostram como as plantas crescem? A gente trabalha isso de um jeito bem prático. Eu trago cartolina e lápis de cor, divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e distribuo o material. Cada grupo recebe um diagrama pequeno pra analisar. O desafio deles é colorir e reescrever com as palavras deles o que tá acontecendo ali. Leva uns 40 minutos essa atividade porque eles gostam de caprichar na pintura e nas descrições. A turma fica bem envolvida, dá até pra sentir a concentração no ar! Na última vez que fizemos, a Mariazinha tava tão focada que até pediu mais tempo pra terminar o desenho dela.

Por fim, uma das atividades preferidas da galera é quando fazemos experimentos simples em sala e depois escrevemos um pequeno relato do que aconteceu. Algo como o clássico experimento do "vulcão" com bicarbonato de sódio e vinagre. Aí primeiro a gente faz junto, eu vou guiando passo a passo enquanto eles observam tudo bem de perto. Tem sempre aquela expectativa pra ver se vai espumar ou não! Quando termina o experimento, cada aluno escreve ou desenha no caderno como foi a experiência e o que entenderam do processo. Nessa hora, a turma fica toda empolgada contando cada detalhe do que viu. Gasto aproximadamente uma hora nessa atividade porque envolve preparação, execução e escrita do relato.

Quando fizemos esse experimento pela última vez, o Pedrinho ficou tão empolgado que mal podia esperar pra contar pros pais dele. E não só ele! Logo depois da aula, ouvi muitos comentando entre si sobre como iam fazer esse "vulcão" em casa no final de semana.

A verdade é que essas atividades não só ajudam os meninos a desenvolverem essa habilidade específica da BNCC como também despertam curiosidade e prazer pela leitura e investigação desde cedo. Dando autonomia pra eles falarem sobre o que leram ou viram, a gente incentiva não só a compreensão textual mas também a confiança na comunicação oral.

Bom, é isso aí pessoal! Trabalhando assim eu sinto que estamos no caminho certo pra deixar cada vez mais os alunos confortáveis com leitura investigativa e mais preparados pro que vem pela frente nas próximas séries.

Abraços!

Aí eu vou contar pra vocês como é que eu percebo que os meninos estão entendendo sem precisar daquela prova formal, sabe? Porque, vamos combinar, nessa idade, prova nem sempre mostra tudo que o aluno sabe ou não. Então, a gente fica de olho nas coisas do dia a dia. Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala, eu sempre fico escutando as conversinhas entre eles. Tipo assim, outro dia, vi o Joãozinho e a Ana trocando ideia sobre o texto de um experimento que fizemos em sala — era algo simples, sobre como fazer um vulcãozinho com bicarbonato e vinagre. Cara, quando vi a Ana explicando pro Joãozinho que o bicarbonato é tipo um pozinho mágico que faz “boom” quando encontra o vinagre, percebi que ela não só entendeu o texto como também conseguiu passar a ideia pra ele. Essa troca é um sinal muito claro de aprendizado.

Outra situação é quando os alunos começam a usar as informações dos textos nas situações do dia a dia. Tipo, a Júlia chegou pra mim e disse: “Professor, fiz aquele truque de magia com água e papel lá em casa!” E aí me explicou todo o processo do jeito dela. Foi aí que pensei: “Ah, essa entendeu mesmo!”

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, nessa faixa etária, é bem normal os meninos confundirem algumas palavras ou o que elas querem dizer no texto. Pegamos muito aqueles errinhos de interpretação que vêm da pressa ou da dificuldade em ficar atento ao texto todo. Um exemplo foi o Tiago. Ele leu um texto sobre animais e achou que tava falando do “morcego cego”, mas na verdade era sobre o morcego sendo guiado pelo som. Aí entra a questão de prestar atenção nos detalhes. O erro dele veio da pressa em querer acabar logo pra ir brincar, sabe? Quando eu vejo isso acontecer, paro tudo e falo: “Vamos reler com calma?” E aí a gente faz junto e ele percebe na hora o que escapou.

Agora falando do Matheus e da Clara... Bom, cada um deles tem suas particularidades e requer um jeitinho diferente no nosso trabalho. O Matheus tem TDAH, então ele precisa de um pouco mais de movimento e variação nas atividades. Descobri que ele se dá muito bem com materiais visuais e atividades mais práticas. Então, sempre que possível, trago jogos de encaixe ou algo que ele possa tocar enquanto trabalhamos a leitura. Funciona muito bem quando faço rodízios curtos entre atividades diferentes pra ele não se perder ou desinteressar.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é outro. Ela precisa de mais rotina e previsibilidade nas atividades. O que funciona bastante é usar quadros visuais com a agenda do dia e cartões com passos das atividades. A Clara se beneficia muito de ambientes mais silenciosos quando precisa se concentrar na leitura. Tentei uma vez fazer uma atividade em grupo grande com ela e não funcionou — muita informação ao mesmo tempo desorganizava as ideias dela. Hoje sabemos que grupos menores ou até duplas são melhores.

E pra ambos, tento sempre oferecer um tempo extra para completarem suas tarefas ou para retomar alguma parte do texto que não ficou clara. Isso dá uma segurança maior pra eles e permite terem seu próprio ritmo.

Bom, acho que é isso que eu queria dividir com vocês por agora. É um trabalho desafiador, mas ver o brilho nos olhos dos meninos quando eles descobrem algo novo não tem preço! Espero ter ajudado com essas dicas e fico aqui no fórum se precisarem trocar uma ideia ou tirar dúvida sobre qualquer coisa. Vamos continuar aprendendo juntos aí! Até mais!

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