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EF12LP15Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar a forma de composição de slogans publicitários.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Forma de composição do texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12LP15 da BNCC de identificar a forma de composição de slogans publicitários é uma das que eu gosto de trabalhar com os meninos do 1º ano. Parece complicado à primeira vista, mas na prática é mais simples do que parece. A ideia é que as crianças consigam perceber como os slogans são construídos para chamar atenção e convencer a galera a comprar ou fazer alguma coisa. Na prática, isso significa que o aluno precisa notar algumas características dos slogans, tipo como eles são curtos, diretos e geralmente usam rimas ou jogos de palavras pra serem mais memoráveis. E olha, eles já chegam no 1º ano com alguma noção disso, porque na educação infantil eles já têm contato com músicas e rimas simples, então a gente aproveita esse conhecimento prévio.

Agora vou contar pra vocês três atividades que faço na minha sala. A primeira que eu quero falar usa embalagens de produtos que a gente encontra fácil em casa ou no mercado. Eu peço pras crianças trazerem embalagens vazias de coisas que têm slogan, tipo pasta de dente, cereal, chocolate... Aí, na aula, a gente junta tudo numa mesa e eu coloco a turma em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos cada um. A ideia é que eles olhem os slogans nas embalagens e tentem identificar o que os torna interessantes ou legais. Essa atividade leva uns 30 minutos e é interessante porque os alunos ficam super curiosos pra ver os slogans dos colegas. A última vez que fiz isso, o Joãozinho achou uma embalagem de salgadinho que dizia "Impossível comer um só!" e ele ficou insistindo com a turma que era verdade, porque ele nunca conseguia parar em um só salgadinho.

Outra atividade que faço é criar slogans com base em objetos aleatórios da sala. Eu trago um saco com objetos pequenos, como lápis, borracha, brinquedinhos... Aí eu mostro um objeto por vez e desafio os alunos a inventarem um slogan pra ele. Por exemplo, mostro uma borracha e peço pra eles pensarem em frases curtas que poderiam convencer alguém a usar aquela borracha. A turma adora essa parte porque solta a imaginação mesmo. Organizo essa atividade com a turma toda junta e vou anotando as ideias no quadro. Isso leva uns 20 minutos. Na última vez, a Ana inventou um slogan pra um lápis dizendo "Escreva seu futuro!", e todos acharam super criativo.

A terceira atividade é mais um jogo de adivinhação. Eu trago pra sala uns cartões com partes de slogans famosos e leio pra galera ver se eles reconhecem qual o produto ou marca. Às vezes eu falo só uma parte do slogan e deixo eles adivinharem o resto. Dá pra trabalhar bastante com as memórias deles mesmo. Faço isso com todo mundo junto e cada aluno vai levantando a mão pra chutar a resposta. Essa atividade leva uns 15 minutos, mas olha, pode acabar antes dependendo do ritmo deles. Na última vez que fizemos isso, o Pedro acertou rapidinho quando falei "Todo mundo usa" — ele chegou primeiro na resposta: "Bombril!". Foi bem divertido ver como eles se empolgam quando reconhecem algo.

Enfim, acho que trabalhar essa habilidade dos slogans publicitários ajuda muito os meninos a entenderem o poder das palavras e como elas podem ser usadas pra comunicar algo de maneira eficaz e persuasiva. E o legal é que essa habilidade não fica restrita só às aulas de Língua Portuguesa; ela ajuda nos textos que vão escrever no futuro em outras matérias também. Eles começam a perceber que as palavras têm força e intenção.

Bom, é isso aí pessoal! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais sobre como trabalho essa habilidade na minha sala. Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar também suas experiências, tô aqui pra trocar ideias! Abraço!

E olha, é bem interessante ver como os meninos vão pegando o jeito da coisa sem precisar de uma prova formal. Eu costumo perceber que eles estão entendendo quando tô circulando pela sala e escuto as conversas deles. Sabe, às vezes eles estão discutindo entre si sobre qual slogan é mais legal ou por que acham que um é mais persuasivo que o outro. Teve uma vez que passei perto do João e da Luana e eles estavam comentando sobre como o slogan de uma campanha de brinquedos usava palavras bem divertidas e coloridas, tipo “brincar é sonhar acordado”. Aí eu pensei: “Ah, a Luana entendeu bem essa parte!”

Outro momento que me ajuda a perceber que eles estão entendendo é quando um aluno consegue explicar pra outro. É incrível como, quando eles conseguem passar a ideia pra frente, é porque internalizaram mesmo. Lembro do Pedro explicando pra Sofia que o slogan de um suco usava rima justamente pra ficar na cabeça das pessoas. Ele usou até uns gestos exagerados pra mostrar como isso funcionava, e era um jeito tão típico dele que dava pra ver que ele tava realmente entendendo a coisa.

Agora, claro, nem tudo são flores e tem erros comuns que a galera comete. Acho que um dos mais frequentes é a dificuldade em entender o objetivo do slogan. Por exemplo, a Mariana uma vez achou que o slogan tinha que explicar tudo sobre o produto, tipo uma lista de instruções. Ela montou um slogan gigante contando cada detalhe de como usar um brinquedo novo. Dá pra ver que ela tava pensando em ser útil, mas aí eu tive que mostrar pra ela como os slogans são mais sobre despertar interesse do que explicar tudo.

Outro erro é quando eles confundem slogans com jingles. O Lucas vivia misturando as coisas porque ele achava legal adicionar melodia aos slogans. Aí, quando eu percebia isso, eu sentava com ele e explicava que enquanto jingles podem ter música, os slogans são mais focados nas palavras e nas emoções rápidas.

Agora, com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, eu preciso ter um pouco mais de atenção na forma como apresento as atividades. Pro Matheus, funciona bem quando eu consigo fazer atividade em partes menores e mais diretas. Tipo, em vez de pedir pra ele criar um slogan de uma vez só, eu trago tarefas menores: primeiro pensar numa palavra chave, depois criar uma frase curta. Dá certo porque não sobrecarrega ele com muita informação ao mesmo tempo.

Já a Clara, eu percebi que ajuda muito ter materiais visuais bem organizados. Como ela gosta mais de imagens do que de textos longos, eu faço questão de usar cartazes bem coloridos com exemplos de slogans famosos e seus elementos destacados. Isso ajuda ela a visualizar o conceito. Na hora das atividades em grupo, eu sempre escolho um parzinho bacana pra trabalhar com ela, alguém paciente e claro nas explicações.

Também tenho aprendido pela prática o tempo certo das atividades. Tipo assim, nada muito longo porque senão perdem o foco. E olha, algo interessante: descobri que fazer pausas curtas entre as atividades ajuda tanto o Matheus quanto a Clara a retomar a concentração.

Claro que nem tudo funciona sempre. Tentei usar jogos digitais pra ensinar os slogans uma vez, achei que ia ser legal pras crianças que gostam de tecnologia como o Matheus, mas no fim acabou sendo muito estímulo visual e ele ficou sem foco. A Clara também ficou incomodada porque os sons do jogo eram estridentes demais.

Enfim, é isso galera! Esse trabalho na sala de aula é sempre um aprendizado constante. Compartilhei aqui minhas experiências porque sei que muitos de vocês passam pelas mesmas situações e podem ter dicas bacanas também. E quem tiver ideias novas ou quisermos trocar figurinhas sobre estratégias diferentes, tô por aqui! Bom resto de semana pra vocês!

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