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EF02LP15Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Cantar cantigas e canções, obedecendo ao ritmo e à melodia.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Produção de texto oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF02LP15 da BNCC, que é cantar cantigas e canções obedecendo ao ritmo e à melodia, na prática, eu vejo isso como uma oportunidade incrível pra gente desenvolver a oralidade dos meninos. É assim: a criançada do 2º ano já vem com uma bagagem de musicas infantis da Educação Infantil, mas agora a gente quer que eles se atentem mais aos detalhes, sabe? Eles precisam conseguir acompanhar o ritmo de uma música, ajustar a voz à melodia e até entender as nuances de uma canção. E, claro, tudo isso se conecta com o que eles já sabem porque na série anterior eles já tiveram contato com cantigas simples, mas ali o foco era mais memorizar e se divertir.

Agora falando das minhas aulas... Bom, eu tenho três atividades que gosto muito de fazer com a turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira delas é um clássico: a "Roda de Cantigas". Olha, é simples mesmo. Eu levo um violão ou um pandeiro (às vezes até só batendo palmas já funciona) e escolho umas três ou quatro cantigas populares que todo mundo conheça. Pode ser Atirei o Pau no Gato, Ciranda Cirandinha ou A Canoa Virou. Coloco os meninos em roda — se estão cheios de energia, deixo eles em pé; se estão mais tranquilos, sentados no chão em círculo. Aí começamos a cantar juntos. Essa atividade dura uns 15 a 20 minutos no máximo. Na última vez que fizemos, o Pedrinho estava meio tímido no começo, mas depois foi se soltando e até puxou a cantiga sozinho! Ah, e quando eles erram o ritmo, dou uma risada junto e falamos sobre como podemos melhorar.

A segunda atividade é o "Karaokê Infantil". Pra essa eu uso um aparelho de som portátil e microfone (mas já improvisei sem microfone também). Deixo tudo pronto antes da aula começar e escolho algumas músicas infantis — dessa vez um pouco mais desafiadoras em termos de ritmo. Divido a turma em duplas ou trios e cada grupo tem sua vez de cantar no "palco" da frente da sala. Dou uns 10 minutinhos pra ensaio antes deles se apresentarem. As crianças adoram essa atividade! Na última vez que fizemos isso, a Mariana e o João se empolgaram tanto que até inventaram uma coreografia enquanto cantavam O Sapo Não Lava o Pé. E é muito legal ver como eles colaboram entre si pra acertar o timing da música.

A terceira atividade é o "Desafio do Ritmo". Nessa eu uso só gravações (pode ser no celular mesmo) das músicas que vamos trabalhar. Primeiro escutamos juntos uma canção nova — algo que eles não conheçam tanto pra ser um desafio mesmo. Depois eu faço pausas estratégicas e peço pra galera bater palmas ou estalar os dedos no ritmo certo do trecho que ouvimos. A ideia é eles perceberem as variações rítmicas dentro da mesma música. Aí depois disso, sim, cantamos todos juntos tentando respeitar esses ritmos aprendidos. Essa atividade costuma levar uns 30 minutos no total. Na última vez que fizemos esse desafio, usei uma versão instrumental de Sítio do Picapau Amarelo que era cheia de altos e baixos rítmicos. A Ana tava tão concentrada que dava até pra ver ela contando mentalmente os tempos enquanto batia palmas.

E olha, é incrível perceber como essas atividades ajudam os alunos não só na questão musical mas também na confiança em falar em público e trabalhar em equipe. Quando a gente vê esse progresso nas pequenas coisas do dia a dia escolar, dá aquela sensação boa de missão cumprida, sabe? E claro, tudo isso sempre com muita diversão envolvida! Porque aprender cantando é sempre mais gostoso.

Bom, espero que essas ideias sirvam de inspiração aí pros colegas! Se alguém tiver mais sugestões ou quiser saber mais detalhes sobre alguma dessas atividades é só dar um toque aí no fórum.

Até a próxima!

... E como é que a gente percebe se eles aprenderam tudo isso sem pegar na mãozinha e dar uma prova, né? Olha, no dia a dia, dá pra sacar direitinho quem tá pegando a ideia. Quando eu circulo pela sala, fico de olho em como eles reagem às músicas. Tem aquela hora em que eu vejo a Mariazinha, por exemplo, acompanhando o ritmo direitinho com os pés e ainda puxando o resto da turma pra cantar junto. Aí eu penso, "Essa aí pegou!" É um momento que não tem preço.

Outra situação é quando eu ouço um aluno explicando pro outro. Tipo, teve um dia que o Joãozinho tava tentando acompanhar a letra de uma música nova e tava meio perdido. Aí chega o Gustavo, todo animado, e diz: "Olha, só presta atenção na batida, você vai conseguir!" E não é que o Joãozinho pegou direitinho depois disso? É engraçado ver como entre eles mesmos as coisas fluem de um jeito diferente.

Agora, falando dos tropeços, todo mundo faz parte desse processo de aprender. Os erros mais comuns que vejo é a galera se embananando toda com as palavras de uma música mais rápida. Tem o caso da Mariana que sempre troca as palavras quando tenta cantar as canções mais rápidas. E aí é aquele festival de risadinhas na sala, mas eu sempre paro pra explicar que isso é normal e que o importante é tentar de novo. Às vezes, eles erram porque ficam ansiosos ou querem fazer tudo muito rápido. Então o que eu faço? Digo pra respirar fundo e cantar mais devagar. Aos poucos vão pegando.

Agora, se tô ali na hora e vejo um erro rolando, tipo o Pedro cantando tudo fora do tempo, eu chego perto e faço o ritmo com as mãos ou bato palmas devagar pra ele acompanhar. É uma forma de mostrar que tá tudo bem errar, mas também vamos corrigir juntos. Dou essas dicas na hora mesmo, pra não deixar passar.

Sobre o Matheus e a Clara, são uns desafios diferentes mas gratificantes demais. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção pra não dispersar. Com ele, eu costumo usar materiais visuais como cartazes com as letras das músicas ilustradas. Isso ajuda ele a focar melhor. E também dou aquelas pequenas pausas entre as atividades pra ele dar uma volta rápida e gastar um pouco da energia extra.

Já a Clara, que tem TEA, se beneficia muito quando mantenho uma rotina previsível nas atividades musicais. Eu sempre aviso antes qual música vamos trabalhar e qual será a sequência das atividades. Muitas vezes ela gosta de ficar num cantinho específico da sala onde se sente mais confortável, e eu respeito isso. O uso de fones de ouvido em alguns momentos também ajuda ela a lidar com os sons e o volume das músicas da forma que ela preferir.

O que não funciona muito é querer aplicar a mesma estratégia pra todo mundo, porque cada um tem seu jeitinho de aprender. Teve vez que tentei usar uma atividade mais dinâmica com a Clara que deu certo com os outros meninos, mas percebi que ela ficou desconfortável. Aí aprendi a adaptar melhor.

Bom, acho que já falei bastante né? Sempre é bom compartilhar essas histórias do dia a dia com vocês aqui no fórum. Espero que algumas dessas dicas ajudem quem tá na luta aí nas salas de aula Brasil afora. Abraço grande pra todo mundo!

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