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EF02LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e escrever corretamente palavras com marcas de nasalidade (til, m, n).

Escrita (compartilhada e autônoma)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF02LP05 da BNCC, que é "Ler e escrever corretamente palavras com marcas de nasalidade (til, m, n)", na prática a coisa é o seguinte: os meninos do 2º ano precisam entender como os sons nasais funcionam em português. Não é só saber que tem um til ou que a letra "m" e "n" estão ali, é preciso perceber como essas letras mudam o som das palavras. Por exemplo, pensar na diferença entre "cama" e "cana". Não é só questão de saber escrever, mas entender a sonoridade pra ler direitinho também.

Quando os alunos chegam no 2º ano, eles já têm uma noção básica das letras e sons porque no 1º ano trabalharam bastante essa parte inicial. Eles conseguem reconhecer palavras simples, mas ainda estão aprendendo como as palavras são formadas e se leem quando entram essas letras mais "malandras" que dão uma nova cara pro som. Essa habilidade vem consolidar isso, pra que essas marcas de nasalidade não sejam um bicho de sete cabeças mais pra frente.

Agora deixa eu contar como eu faço isso na sala. Uma das atividades que faço é bem divertida. Gosto de usar cartões com palavras escritas. Pego papel cartão grosso, escrevo as palavras grandes e bonitas, tipo assim: "pão", "mão", "cama", "cana", "limão", e por aí vai. Aí, divido a turma em dois grupos e faço um pequeno campeonato. Cada grupo tem que ler as palavras dos cartões que vão recebendo. Essa atividade leva uns 30 minutos. Os meninos ficam animados porque tem o espírito de competição saudável, sabem? Quem lê mais certo ganha pontos pro time. Da última vez que fizemos, o João ficou todo empolgado porque sempre confundia "limão" com "leão", mas conseguiu acertar depois de explicar a diferença no som do til e do ditongo. Aí teve uma comemoração engraçada porque ele mesmo se corrigiu!

Outra atividade que faço é uma espécie de ditado ilustrado. Peço pra turma desenhar as palavras depois de escrevê-las. Uso um caderno qualquer mesmo e lápis de cor. Dou umas 10 palavras pra eles ouvirem e irem desenhando ao lado do que escrevem, tipo "montanha", "tinta", "pão", e por aí vai. Essa atividade costuma levar uns 40 minutos. É legal porque eles exercitam tanto a escrita quanto a criatividade para imaginar o que estão escrevendo. A Mariana é uma artista nata, ela desenha cada montanha com tanto detalhe, até sombras coloca! Mas aí expliquei pra ela cuidar pra não trocar o som do “n” por “m”, o que ela fazia antes às vezes.

Agora, uma última atividade que faço bastante é a leitura compartilhada de um texto curto. Escolho um texto ou uma história pequena que tenha várias palavras com nasalidade. Pode ser até um trecho de revista infantil ou página de livrinho bem ilustrado que pego na biblioteca da escola. Sentamos em roda e lemos juntos, cada um lendo uma pequena parte em voz alta. Essa atividade dura uns 20 minutos e é ótima para corrigir na hora qualquer erro de pronúncia ou escrita nasal que eles possam ter percebido errado ao lerem sozinhos. Na última vez que fizemos isso, a Ana Paula leu “anjo” como “ago”, mas foi bacana ver como o próprio colega Victor ajudou a corrigir antes mesmo de eu interferir.

O melhor dessas atividades é ver como os meninos crescem no entendimento do som das palavras nasais sem estresse. E isso é importante porque essas marcas vão acompanhá-los para sempre no nosso idioma. E olha, não tem nada mais recompensador do que ver aquele momento em que os olhos brilham porque eles entenderam algo que antes era só confusão.

Acho que o segredo está em variar as atividades e sempre ir buscando essa conexão com coisas práticas do dia a dia deles, algo visual ou participativo pra manter a galera interessada. Espero que essas experiências ajudem aí outros professores porque aprender com os outros faz parte desse nosso trabalho maravilhoso! É isso aí gente, até mais!

letras e dos sons, mas é nesse momento que a gente aprofunda. E aí vem aquela parte boa, né? A gente brinca, faz música, joga uns joguinhos que eles nem percebem que estão aprendendo. Tipo assim, minhas atividades favoritas são aquelas que tiram eles das cadeiras, tipo uma caça ao tesouro onde eles têm que encontrar palavras pela sala e identificar se têm som nasal.

Agora, como eu percebo se a galera aprendeu? Bom, a gente que é professor aprende a pegar uns sinais no dia a dia. Muitas vezes, enquanto circulo pela sala, vou parando em uma mesa ou outra e escutando o que eles tão conversando. É nesse momento que rola aquele estalo: quando você vê o Joãozinho explicando pra Maria que "não é só escrever 'mão', tem que falar com o nariz!", aí você sabe que ele pegou a ideia. Ou quando a gente tá fazendo atividade em grupo e um aluno lê uma palavra em voz alta, acerta a pronúncia e os outros concordam. Isso mostra que eles tão captando bem não só o visual da palavra, mas também como ela soa.

Teve uma vez que tava rolando uma atividade de leitura em duplas e vi a Sofia corrigindo o Miguel. Ele tinha lido "limão" sem nasalizar o "mão". A Sofia foi lá e fez ele repetir com aquele som de "ã" bem marcado. Aí eu pensei: "Pronto, ela entendeu!" São nesses detalhes do dia a dia que noto os avanços.

Claro que ninguém acerta de primeira, né? Os erros mais comuns envolvem confundir sons nasais com não nasais. Muitas vezes, o Pedro escreve "cana" quando quer dizer "cama" ou o contrário. Isso acontece porque, no começo, a distinção sonora ainda tá sendo formada e eles podem não ouvir essa diferença claramente. Outra coisa é quando eles tentam colocar til onde não precisa ou esquecem de colocar onde precisa. Quando vejo esse tipo de erro na hora da atividade, paro tudo e faço um exercício rapidinho com palavras parecidas pra reforçar.

E tem as especificidades da turma. O Matheus, por exemplo, tem TDAH e às vezes se distrai fácil. Com ele, as atividades têm que ser mais dinâmicas e envolventes. Descobri que ele adora coisas visuais e atividades com movimento. Então eu uso cartões coloridos com palavras e ele adora participar de jogos que incluem correr pra colar o cartão certo numa cartolina gigante na parede da sala. O tempo pra ele tem que ser mais curto com pausas entre as atividades pra ele conseguir focar melhor.

Já a Clara, que tem TEA, se beneficia muito de uma rotina bem estruturada e previsível nas atividades. Pra ela, uso mais recursos visuais como quadros magnéticos onde ela pode organizar as palavras com imagens associadas aos sons nasais. Isso ajuda muito porque ela visualiza a diferença entre as palavras antes mesmo de escrever. A Clara também responde bem quando eu diminuo barulhos e distrações ao redor dela enquanto faz as atividades.

O desafio é adaptar sem descaracterizar a atividade coletiva da turma. Tem coisas que funcionaram bem e outras nem tanto. Por exemplo, achei que usar aplicativos no tablet seria legal pro Matheus manter o foco, mas acabou dispersando ainda mais porque ele queria testar outras funções do aparelho. Pra Clara, uma coisa que não funcionou foi tentar um jogo de tabuleiro didático na roda com toda a turma; ficou confuso pra ela seguir as regras com todos falando ao mesmo tempo.

Mas olha só, no fim das contas todo dia é aprendizado pra mim também. Adaptar as atividades pros meninos é um exercício criativo e exige paciência. É nessa troca constante com eles que vejo o quão importante é cada detalhe no ensino dessas habilidades.

Bom pessoal, espero ter ajudado um pouquinho compartilhando essas experiências. Me contem aí nos comentários como vocês trabalham essa habilidade na sala de aula de vocês ou se têm outras dicas legais! Abração!

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