Olha, essa habilidade EF12LP09 da BNCC, na prática, é sobre ajudar os pequenos a entenderem um pouco do mundo que tá ao redor deles, sabe? Eles precisam começar a compreender como certas mensagens são feitas pra chamar a atenção deles, como slogans, anúncios e campanhas. A ideia é que eles consigam olhar pra um cartaz ou uma propaganda na TV e perceber o que tá sendo dito, e também entender qual é o jeito que essas mensagens tentam envolver a gente. No 1º Ano, eles já têm uma certa noção de leitura, mesmo que básica. Então, essa habilidade é tipo um passo adiante: não é só ler as palavras, mas entender o que elas querem dizer pra gente. É como pegar algo que eles já sabem e dar um novo sentido. Eles precisam perceber que por trás de uma imagem ou frase tem uma intenção, e que muitas vezes essa intenção é de convencer ou conscientizar sobre algo.
Agora vou te contar sobre umas atividades que faço com os meninos aqui. A primeira delas é uma brincadeira com slogans de produtos que as crianças conhecem bem. Trago embalagens usadas de coisas como achocolatado, salgadinhos e essas coisinhas do dia a dia deles. Divido a turma em pequenos grupos, cada grupo com uma embalagem diferente. Peço pra eles olharem bem pro slogan e tentarem pensar no que ele quer dizer. Damos uns 15 minutinhos pra eles trocarem ideia entre si sobre isso. Depois cada grupo apresenta o que acha que significa aquele slogan e por que acham que ele foi feito daquela forma. Eu lembro uma vez que o Joãozinho ficou todo empolgado com o slogan de um chocolatinho famoso e começou a falar "é porque eles querem que a gente pense que vai se sentir poderoso igual ao super-herói", foi bem legal ver o quanto ele pegou a ideia.
Outra atividade que faço é juntar a turma pra ver uns comerciais curtinhos no YouTube, mas tudo coisa bem voltada pra criança mesmo. Depois de ver cada comercial, a gente bate um papo sobre quem acham que fez aquele anúncio, quem eles acham que deveria ver aquilo e por quê. Pergunto também o que chamou mais atenção: se foi a música, as cores ou o jeito como falavam. Isso leva uns 30 minutos porque a gente assiste uns três comerciais diferentes e conversa bastante sobre cada um. Numa dessas semanas atrás, passou um anúncio com um jingle super chiclete e aí ficou todo mundo cantando depois da aula. A Mariazinha me disse no dia seguinte "tio, eu achei esse anúncio tão legal que pedi pro meu pai comprar", e aí deu pra ver bem como essas coisas pegam.
A terceira atividade envolve fazer eles mesmos criarem um anúncio ou slogan de alguma coisa inventada por eles. Eu levo folhas grandes de papel e lápis de cor pra sala e deixo a criatividade rolar solta. Geralmente fazemos isso em duplas ou trios pra estimular a troca de ideias. Dou em torno de 40 minutos pra essa atividade porque tem todo o processo de pensar na ideia, desenhar e caprichar na apresentação. Depois cada grupo apresenta sua criação pros colegas e explica do que se trata seu produto ou sua campanha. Teve uma vez que o Luquinha e o Pedro fizeram um slogan hilário pra um "sorvete especial de brócolis" dizendo "delicioso e saudável". A turma inteira caiu na gargalhada, mas foi uma ótima oportunidade pra parar e discutir como escolher as palavras certas pode fazer toda a diferença.
Os meninos costumam reagir muito bem a essas atividades porque são bem ligadas ao cotidiano deles. Eles se sentem parte daquilo tudo porque percebem esses elementos no dia a dia fora da escola também. O bacana é que esse tipo de trabalho torna eles mais críticos desde pequenininhos, começam a notar nuances nas mensagens publicitárias e ficam mais atentos ao que consomem.
Aí, já deu pra perceber como dá pra trabalhar essa habilidade no 1º Ano sem complicação demais né? Dá trabalho porque precisa estar sempre pensando em atividades novas, mas o retorno das crianças compensa muito. E ver eles começando a entender essas mensagens é sensacional. Bom, vou ficando por aqui, qualquer troca de ideia tô por aqui no fórum!
não é só ler as palavras, mas entender o que tá por trás delas. Então, como que a gente percebe que os meninos tão pegando a ideia sem aplicar uma prova formal? Bom, no dia a dia da sala de aula tem vários sinais. Primeiro, na hora que eu circulo pela sala, eu fico sempre prestando atenção em como eles interagem com os materiais. Sabe quando você vê aqueles olhinhos brilhando e a criança começa a apontar coisas no livro ou no cartaz? É um ótimo sinal. Outro dia, por exemplo, tava passando pela mesa da Ana. Ela tava olhando pra um folheto de supermercado e começou a falar sozinha, "Olha, aqui tá falando que é promoção pra amanhã, tá mais barato". Aí eu pensei: "Ahá, essa aí entendeu!"
Outra situação é quando tô ouvindo as conversas entre eles. Às vezes, o Joãozinho vira pro Pedro e fala algo tipo "Você viu que essa propaganda quer que a gente peça isso pros nossos pais?" Isso mostra que ele não só leu o texto, mas entendeu a intenção por trás. Tem também aqueles momentos geniais quando um aluno ajuda o outro. Vi isso quando a Maria tava meio perdida tentando entender um anúncio e a Júlia explicou: "É porque eles querem que a gente ache que isso é legal". Pronto, a Júlia sacou direitinho.
Agora, sobre os erros mais comuns... ah, esses aparecem bastante. O Lucas, por exemplo, sempre confunde o objetivo do texto com o texto em si. Uma vez ele disse que uma propaganda era sobre chocolate porque tinha uma foto grande de chocolate, mas não percebeu que era pra vender um brinquedo que vinha com o doce. Esse erro acontece porque os meninos ainda tão aprendendo a ler nas entrelinhas, não é fácil desconectar a imagem do texto. Quando eu vejo isso acontecendo na hora, paro tudo e faço uma conversa rápida: "Pessoal, vamos olhar além da foto aqui. O que as palavras tão dizendo pra gente?"
E tem os momentos com o Matheus e a Clara… Bom, eles têm suas particularidades e é essencial adaptar as atividades. O Matheus, com TDAH, precisa de atividades mais dinâmicas e segmentadas em partes menores. Se eu deixar ele numa só atividade por muito tempo, ele acaba perdendo o foco. Então eu uso materiais visuais bem coloridos e quebra-cabeças relacionados ao tema pra ele. Jogos de associação também ajudam: tipo ligar frases a imagens ou montar frases com cartões.
Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser mais cuidadoso em manter uma rotina clara e previsível durante as atividades. Eu uso quadros visuais com sequência de passos do que vamos fazer naquele dia. Também coloco fones de ouvido com músicas calmas quando ela precisa se concentrar mais. Tem atividades que já vi que não funcionam muito bem com ela — como dinâmicas de grupo barulhentas — então adapto pra ela trabalhar em duplas ou pequenos grupos onde ela se sinta mais confortável.
Lidar com essas diferenças é uma questão de observar muito e adaptar sempre que necessário. Não dá pra fazer uma receita única porque cada criança responde de um jeito diferente.
E é isso aí! Seguir observando e ajustando é o truque. A sala de aula é um ambiente vivo, cheio de surpresas e adaptações constantes. É ver como cada um se desenvolve no seu ritmo e jeito únicos que faz tudo isso valer a pena. Tá sendo um aprendizado constante pra mim também! Agora vou ficando por aqui, mas depois volto pra contar mais umas histórias dessas nossas aventuras na sala de aula. Até a próxima!