Olha, essa habilidade EF01LP16 é bem bacana de trabalhar com os pequenos do 1º ano. A ideia é fazer a garotada ler e entender alguns textos curtinhos e divertidos, tipo quadras, quadrinhas, parlendas e trava-línguas. Esses textos são ótimos porque são parte do nosso dia a dia, sabe? Aquelas riminhas que a gente ouvia quando era criança. E aí, além de ler, eles precisam entender quem tá falando, pra quem e sobre o quê. É como se estivessem investigando o texto, tipo pequenos detetives.
Pra mim, o principal é que eles consigam perceber que cada texto tem um jeito de ser organizado pra alcançar um objetivo. Por exemplo, uma quadrinha vai ter rima porque é mais fácil de lembrar e se divertir com ela. Já um trava-línguas vai ter palavras difíceis de falar rápido pra gente rir e treinar a língua. E por isso também ocorre uma continuidade com o que aprenderam na série anterior: reconhecer sons, brincar com palavras, essas coisas. É como juntar as peças do quebra-cabeça da leitura e escrita.
Agora vou contar como faço isso na sala de aula.
Uma atividade que sempre rende boas risadas é o "Desafio do Trava-línguas". Eu escolho uns três trava-línguas clássicos, tipo "O rato roeu a roupa do rei de Roma" ou "A aranha arranha a jarra". O material é super simples: papel com os trava-línguas impressos. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e dou uns 10 minutos pra eles praticarem entre si. Depois de praticarem juntos, cada grupo escolhe um representante pra tentar falar o mais rápido possível na frente da turma. Olha, a bagunça é garantida! Da última vez que fizemos, o Pedro se embolou todo e começou a rir tanto que não conseguia continuar. Aí virou uma risada só na sala toda. No fim das contas, além de divertido, eles acabam prestando atenção nas palavras e suas dificuldades sonoras.
Outra atividade que gosto é o "Corre cotia", que envolve parlendas. Uso aquelas famosas como "Corre cotia na casa da tia". Organizo a turma em círculo (pode ser no chão mesmo) e um aluno fica com um objeto nas mãos pra circular enquanto todos cantam a parlenda. Na hora do "atrás", a criança coloca o objeto atrás do colega escolhido e corre pra tentar escapar da captura. Isso leva uns 15 minutos no total, dependendo do número de alunos. Na última vez que fizemos essa brincadeira, a Ana Clara quase derrubou o João na tentativa de pegar o objeto antes dele correr. Foi engraçado e eles sempre pedem pra brincar de novo porque adoram o suspense do "será que vão me pegar?".
Por último, trago as quadrinhas pra roda de leitura. Escolho umas quatro ou cinco quadrinhas diferentes e imprimo uma cópia pra cada aluno. Peço que cada um escolha sua quadrinha favorita e pratique lendo em voz alta pro colega ao lado. Essa atividade costuma durar uns 20 minutos porque depois fazemos uma roda onde cada um lê sua quadrinha favorita pros demais. Na última vez que fizemos isso, a Maria Luiza escolheu uma quadrinha sobre borboletas e leu com tanta animação que todos bateram palmas sem eu pedir! É incrível ver como eles se envolvem e começam a perceber as rimas e ritmos naturalmente.
Essas atividades são bem práticas e ajudam muito os meninos a entenderem como os textos funcionam na nossa língua. E olha só: além de desenvolverem a leitura e compreensão dos textos, também estão se comunicando melhor entre si porque precisam explicar pro colega o que entenderam ou ajudar quando alguém tem dificuldade. Isso cria um ambiente acolhedor na sala, onde eles se sentem à vontade para compartilhar suas descobertas.
Claro que nem tudo são flores. Sempre tem aquele dia em que a turma tá mais agitada ou alguém não tá afim de participar direito. Mas aí entra nosso papel de professor: ajustar a rota, puxar conversa com quem tá mais quietinho ou desmotivado, entender os ritmos individuais dos meninos. No fim das contas, é tudo sobre criar momentos significativos de aprendizado que eles vão levar pro resto da vida escolar.
Enfim, essas são algumas das formas como trabalho essa habilidade na prática com minha turma do 1º ano. Espero que ajude alguém por aí que tá buscando ideias novas ou maneiras diferentes de abordar esse conteúdo tão importante da BNCC! Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências aqui no fórum, tô sempre aberto pra ouvir e trocar ideias! Abraço!
E aí, continuando o papo sobre a habilidade EF01LP16, dá pra perceber que os meninos entenderam o conteúdo de várias formas sem precisar de uma prova formal. Um dos jeitos mais legais é quando eu tô circulando pela sala e vejo aqueles olhinhos brilhando, sabe? As crianças começam a se empolgar e a falar umas pras outras sobre o que leram como se tivessem descoberto um segredo. Tipo, eu lembro uma vez que a Ana Clara leu uma quadrinha e virou pro Lucas toda animada explicando: "Olha, aqui essa pessoa tá falando que o gato subiu no telhado porque viu um rato!" Aí o Lucas, todo curioso, pergunta: "Mas por que ele subiu no telhado e não ficou no chão?" E a Ana Clara explicou direitinho que era porque o gato tava querendo pegar o rato. Nesse momento, eu pensei: "Essa entendeu mesmo!"
Outra coisa que eu observo bastante é quando um aluno explica pro outro. Isso acontece muito nas duplas ou em grupos, principalmente quando faço atividades colaborativas. Um dia, durante uma leitura de trava-línguas, vi a Júlia explicando pro Pedro como a repetição das palavras ajudava a gente a se embananar na hora de falar rapidinho. Ela falou assim: "O autor quer que a gente se engasgue, Pedro! Por isso ele repete tudo!" E o Pedro rindo, tentando falar rápido. Quando eles conseguem conectar essas ideias por conta própria, tenho certeza de que aprenderam.
Agora, falando dos erros comuns, nossa, tem uns clássicos! Um deles é quando os meninos confundem quem é quem no texto. Tipo, teve uma vez que o João leu uma quadrinha e achou que o "eu" da história era ele mesmo. Ele chegou todo empolgado: "Professor, eu subi no coqueiro e caí de bunda no chão!" Aí, eu ri e expliquei que ele tava lendo sobre outro menino e não sobre ele próprio. Esses erros acontecem porque as crianças ainda estão desenvolvendo a capacidade de diferenciar o narrador do personagem. Na hora que pego esse erro, tento fazer perguntas pra ajudar ele a perceber sozinho, tipo: "João, você acha mesmo que fala sobre você ou sobre alguém inventado?"
Outro erro é não entender de quem tá falando ou pra quem é o texto. A Sofia leu uma parlenda e achou que era só uma brincadeira boba e não percebeu que tinha sido escrita pra ensinar uma lição. Quando isso acontece, costumo pedir pra eles recontarem a história ou mudarem alguma parte pra ver se entendem melhor. Às vezes eu também dou dicas: "Sofia, pensa bem... Por que será que escreveram isso?"
E olha só, com relação ao Matheus e à Clara, é sempre um desafio adaptar as atividades pra eles por causa do TDAH e do TEA. Pro Matheus, eu tento fazer atividades mais dinâmicas e usar materiais mais visuais. Ele responde muito bem às histórias com ilustrações grandes e coloridas. E também deixo ele levantar mais vezes durante as aulas pra dar uma espairecida. Uma vez testei usar fones com música baixinha pra ajudar na concentração dele e foi ótimo, mas claro que nem sempre funciona com todas as turmas.
Já com a Clara, preciso ter mais paciência e fornecer instruções claras e diretas. Ela precisa saber exatamente o que vai acontecer em cada atividade pra se sentir segura. Uso bastante figuras e símbolos pra ajudar na comunicação com ela. Um esquema que funcionou legal foi criar rotinas visuais com imagens das etapas das atividades do dia. Já tentei usar tablet com aplicativos educativos e ela curtiu bastante, mas tem dias que prefere papel mesmo.
No fim das contas, cada dia é um aprendizado novo com esses dois e com toda a turma também. Adaptar o ensino pras necessidades de cada um tem sido um desafio grande mas também muito recompensador.
Bom gente, acho que já falei demais por hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês aí com suas turmas também. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas também vou adorar ouvir! Até mais!