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EF01LP13Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas mediais e finais.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Construção do sistema alfabético
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01LP13 da BNCC é bem interessante de trabalhar com a galera do 1º Ano. Basicamente, a ideia é ajudar os meninos a perceberem que as palavras têm sons que podem ser parecidos ou diferentes, especialmente nas sílabas do meio e no final. É tipo um jogo de detetive dos sons. Eles já chegam pra gente sabendo aquelas rimas básicas, tipo "cão" e "pão", mas agora precisam refinar o ouvido pra perceber, por exemplo, que "pato" e "gato" têm o mesmo som no finalzinho, mas no meio muda tudo.

Eu costumo dizer pros colegas que essa habilidade é como montar um quebra-cabeça. Os alunos precisam juntar as peças sonoras e ver como elas se encaixam de formas diferentes pra formar palavras. Isso ajuda demais na alfabetização porque eles começam a entender a lógica por trás das letras e dos sons. E olha, quando percebem essas semelhanças e diferenças, fica muito mais fácil pra eles escreverem e lerem depois.

Agora vou contar três atividades que faço com a turma pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é o famoso "Caça-Rimas". Uso um material bem simples: cartões com figuras, tipo desenhos de um gato, um pato, um bolo, um sapo e por aí vai. Parto a turma em duplas ou trios, porque acho que eles se ajudam muito quando estão em grupo. Aí, cada grupo recebe um monte de cartões e tem que encontrar rimas entre os desenhos. Dou uns 15 minutos pra eles fazerem isso. Na última vez que fizemos, o João me surpreendeu. Ele encontrou "gato" e "sapato", mas aí começou a inventar umas rimas malucas que nem tinham nada a ver! Foi uma risada só na sala.

A segunda atividade é o "Jogo da Sílaba Final". Pra isso uso aquelas fichas de cartolina com palavras escritas nelas. Colo as fichas no quadro e chamo os alunos um por um pra pegar uma ficha e falar uma palavra que tenha a mesma sílaba final. Dessa vez deixo a turma em fila na frente da classe e cada aluno tem que participar pelo menos uma vez. É rápido, uns 10 minutinhos já basta. Na última vez que jogamos, a Maria ficou um tempão pensando numa palavra pra rimar com "pato". Quando ela finalmente achou "gato", a classe toda bateu palma! Foi legal ver como eles ficam empolgados.

A terceira atividade é um ditado auditivo. Esse é mais desafiador e faço com eles sentados nas mesas em duplas pra se ajudarem. Leio uma lista de palavras em voz alta, como "bola", "cola", "pipa", "lupa" e depois peço pra eles escreverem o que ouviram tentando identificar as sílabas mediais e finais iguais de outras palavras que conhecem. Dá uns 20 minutos isso aí. Na última vez, o Pedro errou "lupa" e escreveu "lupa" como "lua". Aí foi um momento ótimo pra explicar como o som do "p" faz diferença mesmo quando não parece tão óbvio.

A galera reage bem a essas atividades porque são dinâmicas e sempre rola aquela troca entre eles. Eles aprendem se divertindo e isso é o principal pra mim. Acho que quando eles veem que conseguem identificar essas semelhanças sozinhos, ganham confiança pra explorar mais o mundo das letras e dos sons.

Enfim, essas são algumas formas de trabalhar essa habilidade de comparação das palavras com os pequenos. Espero que ajude alguém aí pensando em novas formas de abordar essa questão na sala de aula! E vocês? Como fazem isso por aí?

s se empolgam quando começam a perceber essas coisas. Tipo assim, dá pra ver o olho deles brilhando quando sacam que tem padrão na língua. E sabe, aquela velha história de que uma imagem vale mais que mil palavras? No caso aqui, o som vale mais.

Agora, como que eu percebo que eles entenderam essa parada? Bom, é tudo observação no dia a dia, né? Quando eu circulo pela sala, de boa, fingindo que tô só lá pra ver como tão indo, na verdade tô antenado em tudo. É incrível como eles começam a aplicar isso nas conversas entre eles, até fora das atividades específicas. Outro dia, por exemplo, tava andando ali perto do grupinho do Pedro e da Sofia. Eles estavam brincando com aquelas cartinhas de sílabas que fizemos juntos e o Pedro saiu com um "Ei, Sofia, 'pato' e 'gato' rimam!". Ela olhou um pouco confusa e ele explicou: "É o sonzinho no final, ó!". Aí a menina fez que entendeu e já saiu procurando outras palavras parecidas. É ali que tu vê quando a ficha cai.

E tem também aquele momento mágico quando um aluno explica pro outro. É tipo ver um professorzinho nascendo ali. Lembro do João explicando pra Ester que "casa" e "mesa" não tinham o mesmo som final só porque terminam com "a", mas que era diferente por causa do som antes. Ele tava todo empolgado pra mostrar isso pra ela.

Agora, o pessoal erra muito também, não vou mentir. Os erros mais comuns? Olha, a confusão entre sons parecidos acontece direto. Um dia o Lucas tava todo animado achando que tinha encontrado uma super rima entre "bola" e "cola". Aí tive que explicar que, apesar de parecer no final por causa do "a", a gente precisa ouvir bem os sons antes do "a". Eles ainda confundem bastante isso.

Por que esses erros acontecem? Bom, primeiro porque eles estão começando a afinar o ouvido agora e é normal ter essas confusões. E também porque nosso idioma tem sons parecidos que enganam mesmo os adultos às vezes. Quando pego um erro desses na hora, tento levar numa boa: faço uma piadinha leve ou finjo que não sei e peço pra eles me ensinarem. Aí juntos vamos analisando os sons e eles acabam vendo o erro sozinhos.

Agora, no caso do Matheus com TDAH e da Clara com TEA, preciso dar uma atenção diferenciada. O Matheus é elétrico! Não para quieto e se distrai fácil. Então o negócio é quebrar atividades longas em partes menores pra ele não perder o foco. Ele curte muito material visual e tátil, então uso bastante cartazes coloridos e cartões com figuras. O tempo dele tem que ser mais flexível também; se vejo que ele tá começando a dispersar, sugiro um intervalo rápido ou mudo de atividade.

A Clara já é diferente; ela gosta de rotina e previsibilidade. O cronograma dela precisa ser bem claro desde o início da aula. Tenho também um quadro magnético com imagens do dia-a-dia da aula pra ela saber o que esperar. Isso ajuda muito! E quando usamos música ou sons pra trabalhar as rimas, sempre aviso antes pra ela se preparar. Testei uma vez usar fones de ouvido com música baixinha enquanto ela trabalhava; no começo não funcionou porque ela ficava mais ansiosa sem ouvir o ambiente ao redor. Depois acertamos o tipo de música e funcionou melhor.

Essas situações mostram que não tem fórmula mágica; cada aluno é único e aprender a se adaptar é parte do nosso trabalho diário como professores. Cada conquista deles é uma vitória nossa também.

E bom, acho que é isso por hoje! Espero que esse papo tenha dado algumas ideias legais pra vocês aí em sala de aula também. Se tiverem outras estratégias ou histórias parecidas, compartilhem aí. Adoro aprender com vocês também! Até a próxima!

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