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EF01LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Nomear as letras do alfabeto e recitá-lo na ordem das letras.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Conhecimento do alfabeto do português do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, sobre essa habilidade EF01LP10, a ideia é bem simples na prática. A gente precisa que os meninos não só saibam o nome das letras do alfabeto, mas também que consigam recitar tudo na sequência certinha. Parece besteira, mas isso é a base do letramento. Se você pensar bem, tudo começa no A, B, C. Quando eles conseguem nomear e ordenar as letras, vão ficando mais seguros na hora de ler e escrever. Isso é tipo um mapa que eles usam pra navegar nas palavras. E vindo do que aprenderam na educação infantil, eles já têm uma noção das letras, algumas já têm contato com o alfabeto de forma lúdica. Mas aqui no primeiro ano a gente precisa firmar esse conhecimento pra preparar eles pro próximo passo.

Então aqui vão três atividades que eu faço com a turminha:

A primeira atividade é o jogo da música do alfabeto. Vou te contar como eu faço isso. Uso aquela música clássica do alfabeto que todo mundo conhece, e olha, não precisa de muito material: só um som e uma cópia da letra da música pra cada um. Divido a turma em duplas ou trios pra tornar a coisa mais dinâmica e interativa. A atividade toda leva uns 30 minutos. Eu coloco a música pra tocar e peço pra cantarem junto enquanto acompanham na folhinha. Eles vão cantando e apontando as letras com o dedo. O legal é que essa música tem um ritmo repetitivo que ajuda muito na memorização. Na última vez que fiz isso, a Ana e a Júlia, duas alunas super empolgadas, começaram a cantar mais alto e animaram os outros, até os mais tímidos entraram na onda. Foi uma festa.

Outra atividade que funciona bem é a caça às letras na sala. Essa é bem legal porque usa o espaço todo. Pra essa atividade, uso plaquinhas de papel com as letras do alfabeto escritas em cores diferentes, espalho pela sala toda antes dos meninos chegarem. Depois explico que eles precisam encontrar as letras e organizá-las na ordem certa num grande painel que temos no fundo da sala, onde tem um espaço vazio pra cada letra. Organizo a turma em grupos de cinco ou seis alunos pra que todos participem ativamente e ocupem funções diferentes, como recolher as letras ou colar no painel. Essa atividade leva por volta de 40 minutos. A última vez que fizemos foi hilária porque o Pedro encontrou uma letra M embaixo de uma cadeira e saiu gritando "Achei! Achei!" como se tivesse encontrado um tesouro. A galera se uniu pra ajudá-lo a colocar no lugar certo.

E não posso esquecer do bingo das letras! Esse é um dos favoritos da turma. Pra essa atividade eu preciso de cartelinhas de bingo (que eu mesmo faço) com letras em vez de números e feijões ou tampinhas pra marcar as letras chamadas. Cada aluno recebe uma cartelinha diferente, e vou sorteando as letras de um saquinho. Quando alguém completa uma linha ou coluna, grita "Bingo!" e ganha algum prêmio simbólico, como um adesivo ou uma estrelinha na mão. Essa atividade leva uns 30 minutinhos também e eles adoram porque tem aquele ar de competição saudável. Na última vez, o João se esqueceu de marcar uma letra no começo e quando percebeu isso lá pelo meio do jogo deu muita risada e disse "Ah, agora eu entendi porque nunca ganho!". Toda a turma caiu na gargalhada junto com ele.

Essas atividades são maneiras divertidas e fáceis dos alunos se familiarizarem ainda mais com o alfabeto, além de estimular a interação entre eles, a cooperação e até mesmo desenvolverem um pouco daquela competitividade saudável que mencionei antes. E é incrível ver como cada criança reage diferente: uns mais tímidos no começo vão se soltando com o tempo, outros logo de cara já querem participar de tudo.

O importante dessas atividades é criar um ambiente onde aprender seja algo divertido e natural pra eles. E olha só, no decorrer das semanas você realmente percebe como fica mais fácil pra eles lidarem com escrita e leitura quando têm essa base consolidada.

Bom, é isso aí! Espero ter ajudado quem tá começando agora ou buscando novas ideias pro primeiro ano! Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar suas experiências também vou adorar saber!

E aí, pessoal, continuando o post sobre essa habilidade EF01LP10. Quando a gente fala em perceber se o aluno aprendeu, sem aplicar prova formal, é um desafio e tanto, né? Mas é aí que entra a observação do dia a dia. Você vai sacando no jeito que eles interagem, na forma como falam entre si e até quando um ajuda o outro.

Tipo assim, tem vezes que eu tô circulando pela sala e noto que o Joãozinho todo animado tá explicando pro Lucas como que ele fez pra lembrar a ordem das letras. Ele diz algo como "Lucas, pensa numa musiquinha que você gosta e encaixa as letras lá, fica mais fácil". Quando eu vejo isso, já fico feliz da vida porque sei que ele entendeu mais do que só decorar. Ele internalizou e tá usando a criatividade pra dividir com o colega.

Outra situação é quando eu vejo a Ana ajudando a Maria com uma atividade de ligar as letras ao seu nome correspondente. A Ana fala assim: "Ó, Maria, lembra que depois do P vem o Q, igual a nossa musiquinha?" Aí eu percebo que elas não só sabem de cor, mas estão realmente compreendendo e aplicando. Esses momentos são ouro pra gente!

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, os meninos confundem muito algumas letras vizinhas. O Pedro, por exemplo, vira e mexe troca o M pelo N. Isso acontece porque são sons parecidos e também ficam pertinho no alfabeto. Quando percebo esse tipo de erro na hora, costumo fazer uma brincadeira rápida: peço pra ele fazer um som bem exagerado de cada letra, tipo Mmmm com a boca fechada e Nnnn com a boca aberta. Isso ajuda demais a fixar.

A Sofia às vezes pula algumas letras quando tá recitando o alfabeto. Ela vai toda confiante até chegar no H e aí emenda direto pro J! Isso é mais comum do que parece e geralmente é uma questão de atenção ou até ansiedade pra terminar logo. Nesse caso, faço um exercício de memória baseado em imagens ou figuras, associando cada letra à imagem de algo que ela goste. Isso dá uma pausa na correria mental dela.

Agora, falando dos nossos alunos especiais: o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Pra eles eu faço adaptações nas atividades. O Matheus precisa de intervalos mais frequentes porque ele tem uma energia sem fim! Então organizo atividades em blocos menores pra ele poder se movimentar um pouco entre elas. Uso cartões coloridos porque chamam mais atenção dele e ajudam na concentração.

Já com a Clara é mais questão de rotina e previsibilidade. Ela gosta de saber exatamente o que vem depois, então sempre deixo claro o cronograma do dia. Isso dá segurança pra ela. Incluo materiais visuais claros e objetivos nas atividades porque isso facilita muito pra ela entender o que precisa fazer.

Teve uma vez que usei um aplicativo no tablet com jogos de letras pra ambos e foi uma boa surpresa! Eles adoraram e até conseguiram ajudar outros colegas com dicas de como avançar nos níveis. Mas nem tudo são flores... Teve um dia que tentei usar música alta como ferramenta de memorização e foi um desastre pros dois! O Matheus ficou ainda mais agitado e a Clara ficou desconfortável com o barulho. Então aprendi a adaptar música só com fones ou volume baixo.

Bom, pessoal, por hoje é isso! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco como faço lá na sala com essa habilidade EF01LP10. É sempre um aprendizado constante pra todos nós, né? Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências também, tô sempre por aqui! Abraço!

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