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EF09LI19Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir a comunicação intercultural por meio da língua inglesa como mecanismo de valorização pessoal e de construção de identidades no mundo globalizado.

Comunicação interculturalConstrução de identidades no mundo globalizado
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF09LI19 da BNCC, eu entendo que o ponto principal é fazer os alunos perceberem que o inglês é mais do que só aprender gramática e vocabulário. É sobre usar a língua como uma forma de conectar culturas, entender diferentes pontos de vista e, principalmente, perceber como isso tudo ajuda na construção da identidade deles num mundo onde tudo tá cada vez mais globalizado. Não adianta nada saber inglês se não rolar uma compreensão cultural junto. O aluno precisa conseguir perceber essas diferenças culturais e respeitá-las, ao mesmo tempo em que valoriza sua própria identidade cultural.

Agora, se a turma vem do 8º ano, eles já têm contato com a ideia de comunicação, troca de informações e aquele básico de culturas diferentes. Aí, no 9º ano, o que a gente faz é aprofundar isso. Eles já sabem que culturas são diferentes (pelo menos em teoria), mas agora é hora de entender como o inglês pode ser uma ponte entre essas culturas e como isso influencia quem eles são nesse mundão.

Bom, agora vou contar algumas atividades que faço com a galera do 9º ano pra trabalhar essa habilidade. A primeira atividade é bem divertida: "Cartões Postais do Mundo". Eu peço pra cada aluno ou dupla escolher um país de língua inglesa. Aí, cada um vai criar um cartão postal desse país, destacando algum elemento cultural importante e escrevendo uma mensagem como se estivesse mandando para um amigo aqui no Brasil. Pode ser qualquer coisa: um prato típico, uma festa tradicional, ou até uma gíria local. Eles usam cartolina ou papel cartão e fazem desenhos ou colagens. Essa atividade leva umas duas aulas, e os alunos ficam bem animados. Lembro da última vez que fizemos isso, a Maria Clara escolheu a Irlanda e falou sobre o Dia de São Patrício. Ficou lindo o cartão dela! E o João fez um cartão super divertido sobre a Austrália com desenhos de cangurus e tudo mais.

Outra atividade que faço é um debate chamado "Cultura em Debate". Divido a turma em grupos pequenos e dou a cada grupo um tema relacionado à comunicação intercultural – pode ser desde expressões culturais até questões sociais como imigração ou diversidade. O material que uso é bem simples: alguns artigos curtos em inglês sobre os temas pra eles lerem antes. Aí, na aula seguinte, cada grupo apresenta seu tema e todo mundo discute juntos. Isso dura umas duas aulas também. É incrível ver como a turma se envolve. Na última vez, a turma ficou presa na discussão sobre diversidade de sotaques no inglês e como isso afeta a percepção das pessoas. O Lucas trouxe uns pontos bem interessantes sobre como sotaques afetam as oportunidades de emprego em países de língua inglesa.

E tem uma terceira atividade que eles adoram: "Entrevistas Interculturais". Pra essa atividade eu peço pra eles entrevistarem alguém que tenha tido uma experiência com outra cultura – pode ser um intercambista, alguém da família que já morou fora ou um conhecido estrangeiro. Eles preparam perguntas em inglês e fazem a entrevista (pode ser por vídeo ou áudio). Depois trazem pra sala trechos da entrevista pra compartilhar com os colegas. Gosto de dar umas duas semanas pra eles fazerem isso porque às vezes precisa marcar com a pessoa entrevistada. Os alunos adoram porque é algo real! Da última vez, a Julia entrevistou uma prima que fez intercâmbio no Canadá e trouxe uns pontos interessantes sobre as diferenças no sistema educacional de lá.

Essas atividades não só engajam os alunos mas também fazem eles enxergarem o inglês de outra forma, como uma ferramenta poderosa para entender o mundo ao redor deles e como isso impacta quem eles são ou podem ser. Eles passam a ter mais interesse em aprender a língua não só por obrigação escolar mas porque percebem o valor dela na vida real.

Bom, é mais ou menos isso que faço por aqui pra trabalhar essa habilidade tão importante da BNCC com os meninos do 9º ano. Espero que essas ideias ajudem outros colegas por aí! Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, estou por aqui! Valeu pessoal!

Então, galera, continuando a história com essa habilidade EF09LI19, um dos sinais de que os meninos estão pegando a coisa, sem precisar de prova, é na hora que eu tô circulando pela sala. Tipo assim, quando eles tão ali fazendo uma atividade em dupla ou em grupo, eu vou passando de mesa em mesa, vendo como tá o andamento e ouvindo as conversas. Dá pra perceber direitinho quando alguém entendeu o conteúdo porque ele começa a explicar pro colega com propriedade, sem ficar só repetindo o que ouviu de mim ou leu no livro.

Teve um dia que o Lucas tava explicando pra Maria uma coisa sobre expressões idiomáticas e ele usou um exemplo que a gente tinha discutido na aula anterior. Ele disse assim: "Maria, sabe quando a gente fala 'it's raining cats and dogs'? Não é que tá chovendo cachorro e gato, é que tá chovendo muito!" Naquele momento eu pensei: "Ahá! Ele pegou o espírito da coisa!" Aí a Maria começou a dar risada e lembrar de outra expressão que ela tinha ouvido na série que tava assistindo. Isso é ouro!

Agora, sobre os erros mais comuns. Olha só, eu vejo muito erro de tradução literal. Tipo, o João uma vez quis dizer que tava ansioso e mandou um "I'm anxious" achando que era isso mesmo. Mas aí expliquei pra ele que em inglês isso tem um tom mais negativo e que o melhor seria usar "excited". Ele ficou meio confuso, mas depois entendeu. Esses erros acontecem porque, né, a galera tenta traduzir direto do português sem pensar nas nuances culturais e linguísticas. Nessas horas eu costumo parar tudo e explicar com exemplos práticos. Às vezes até crio umas situações engraçadas pra eles lembrarem depois.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu faço algumas adaptações. Tipo assim, ele tem dificuldade de se manter focado por muito tempo nas mesmas atividades. Então tento variar bastante o tipo de tarefa e sempre incluir algo mais dinâmico. Já percebi que ele responde bem a atividades que envolvem movimento ou competição saudável. Tem uma vez que fizemos uma espécie de gincana onde cada grupo tinha que resolver enigmas em inglês espalhados pela sala. Matheus se saiu super bem porque tinha a chance de se mover e trabalhar em equipe.

Com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Então sempre deixo claro pra ela o que vamos fazer durante a aula e uso materiais visuais pra ajudar na compreensão. Uma vez fizemos um projeto sobre culturas de países de língua inglesa e ela adorou pesquisar sobre a Austrália. Eu preparei slides simples com imagens e palavras-chave pra ajudar ela a estruturar as ideias. Funcionou super bem! Mas já passei uns perrengues também, como quando tentei usar música na aula sem avisar antes – aí foi bad porque ela não curte surpresas desse tipo.

E no meio disso tudo, vou ajustando o tempo e os materiais conforme vejo o retorno deles. O importante é nunca perder de vista que cada aluno é único e tem seu jeito de aprender.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado um pouco mais com essas histórias do dia a dia e como lido com as peculiaridades dos alunos. Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais figurinhas! Abraços!

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