Olha, essa habilidade EF09LI03 da BNCC que a gente tem que trabalhar com os alunos do 9º ano é um daqueles desafios legais, sabe? O negócio é fazer os meninos entenderem posicionamentos diferentes em textos orais. Tipo assim, eles precisam ouvir um áudio ou assistir a um vídeo e perceber quem tá defendendo o quê, quem tá discordando, e por quê. É importantíssimo que eles consigam capturar essas nuances pra entender melhor o mundo ao redor deles. Na prática, quero que eles entendam quando alguém num debate está sendo contra ou a favor de algo e consiga explicar isso. Eles já vêm do 8º ano com uma boa base de vocabulário e expressões comuns em inglês, então agora a gente só precisa dar um upgrade nas habilidades argumentativas mesmo.
Agora, deixa eu contar como faço isso na sala de aula com a galera. Eu gosto de atividades práticas, que colocam os alunos em contato direto com situações reais. Vamos lá:
A primeira atividade que eu sempre curto começar é com vídeos curtos do YouTube sobre temas atuais. Eu escolho algum tema que sei que vai interessar a turma, tipo mudança climática ou redes sociais. Pego um vídeo que tenha pelo menos duas pessoas conversando ou debatendo sobre o tema. Aí eu levo o projetor pra sala e passo o vídeo em inglês mesmo, com legendas em inglês pra ajudar. Depois da primeira vez que passam o vídeo, divido a turma em grupos de quatro ou cinco, porque acho que assim eles se sentem mais à vontade pra falar. Eles têm que anotar quais são os argumentos principais de cada pessoa no vídeo. A atividade leva uns 30 minutos no total – uns 10 minutos pra assistir e 20 pra discutir em grupo. Da última vez que fizemos isso, escolhi um vídeo sobre a importância das florestas e aí o Pedro e a Maria ficaram discutindo se plantar árvores nas escolas seria uma solução viável pro desmatamento. Foi bem engraçado porque cada um achava que tinha a solução pro problema mundial!
A segunda atividade é uma espécie de debate improvisado. Eu conduzo isso dividindo a turma em dois grandes grupos e dando um tema polêmico. Por exemplo, já fizemos sobre "uso de celulares na escola". Primeiro, dou uns 15 minutos pra eles conversarem entre si no grupo e decidirem quem vai falar o quê. Eu deixo eles usarem o celular pra pesquisar argumentos em inglês mesmo. Depois, cada grupo manda seus representantes pra frente da sala, e eles têm que falar por dois minutos cada um defendendo sua posição. Os outros colegas podem fazer perguntas depois disso. Essa atividade pode durar uns 40 minutos ao todo, mas é super rica porque muitos deles se soltam mais quando percebem que é tipo um jogo. Da última vez que fizemos, o João foi ótimo ao argumentar sobre como os celulares podem ser ferramentas educativas se usados corretamente, enquanto a Ana rebateu falando das distrações.
Pra fechar, gosto de fazer uma atividade mais individual e reflexiva. Peço que assistam a um TED Talk curtinho (uns 5-7 minutos) em casa sobre temas sociais ou ambientais – tipo aqueles que falam sobre reciclagem ou saúde mental na adolescência. Eles têm que preparar um parágrafo em inglês analisando os pontos apresentados no vídeo: quem é a favor do quê, qual foi o argumento mais forte e por quê. Eles entregam isso escrevendo à mão mesmo na aula seguinte pra discutirmos juntos. Essa tarefa leva o tempo do TED Talk mais uns 20 minutos pra escreverem o texto em casa. Quando trazem pro debate em sala, eu sempre peço para lerem seus parágrafos e aí bate aquele orgulho quando vejo como interpretaram bem os vídeos! Na última vez, o Lucas trouxe umas análises muito boas sobre um vídeo de saúde mental e como ele achou impactante a maneira como a palestrante conectou isso com a vida escolar.
Então é isso! Trabalhar essa habilidade é desafiador mas super importante pro desenvolvimento dos alunos como cidadãos globais informados e críticos. E assim vamos indo, tentando sempre melhorar as estratégias e ver o que funciona melhor com cada turma. Cada dia na sala é uma novidade! Vou parando por aqui pra não ficar muito longo – qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui! Até mais!
a base, mas a gente precisa aprofundar.
Aí, pessoal, uma coisa que eu faço bastante é circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. É nessa hora que eu pego muitos sinais de que tão aprendendo ou não. Tipo, quando os meninos tão escutando um áudio e eu vejo a Maria sussurrando pro João: "Ah, ele tá contra isso porque falou aquilo". Aí eu penso: "Aí, tá pegando!". Isso me mostra que ela tá ligando os pontos e realmente entendendo o que é ser contra ou a favor de algo.
Outra coisa que eu noto é quando eles começam a discutir entre si, às vezes até em português, sobre o que ouviram. Tipo, o Pedro vira pro Lucas e diz: "Cara, você não tá vendo que ele quer dizer que não gosta disso por causa disso e daquilo?". Esse tipo de interação mostra que eles estão começando a sacar as nuances do discurso. E tem aquelas situações em que um aluno explica pro outro. Nesses momentos, gosto de ficar de ouvido ligado porque é aí que as dúvidas aparecem e eu consigo perceber se dá pra avançar ou se preciso voltar um pouquinho.
Agora, quanto aos erros mais comuns... olha, um bem frequente é quando os alunos confundem quem tá defendendo o quê. Tipo, o Antônio às vezes escuta um debate e acha que todo mundo tá do mesmo lado porque ele tá focando só nas palavras específicas e não no contexto geral. Isso acontece porque eles ainda tão se acostumando a ouvir em inglês e interpretar ao mesmo tempo. Nesse caso, eu volto com eles ao áudio ou vídeo e peço pra prestar atenção em partes específicas, tipo as entonações ou palavras-chave de oposição como "however" ou "on the other hand". Faço um exercício conjunto ali na hora mesmo.
E um erro clássico é a tradução literal. Teve uma vez que a Julia me disse que alguém tava "em cima do muro" porque ela traduziu "on the fence" como se fosse literalmente em cima de uma cerca e não entendeu a expressão idiomática. Isso é legal porque me dá gancho pra trabalhar as expressões idiomáticas com a turma toda, sempre uso isso pra puxar uma discussão maior sobre contexto cultural.
Agora falando do Matheus e da Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e a gente sabe que ele precisa de um pouco mais de estrutura e movimento. Então procuro dar tarefas mais curtas pra ele e às vezes deixo ele fazer parte das atividades em pé ou até mesmo andando um pouco pela sala enquanto ouve os áudios com fone. Isso ajuda muito na concentração dele. E outra coisa que aprendi foi usar cores diferentes nos materiais dele pra destacar as partes principais dos textos ou scripts dos áudios. Isso também ajuda muito ele a focar no essencial.
Com a Clara, que tem TEA, procuro sempre dar instruções bem visualizadas e diretas. Uso muitas imagens junto com os textos pra ela conseguir ligar o que tá ouvindo com algo mais concreto. Além disso, tento deixar claro o passo a passo das atividades antes mesmo de começar, porque ela precisa dessa previsibilidade pra se sentir confortável. Uma vez experimentei deixar ela escolher entre dois vídeos diferentes sobre o mesmo tema pra ver qual era mais fácil dela entender. Foi ótimo porque deu mais autonomia e ela ficou super engajada.
Olha, claro que nem tudo funciona sempre. Teve vezes que tentei usar música achando que ia ajudar o Matheus a concentrar melhor, mas virou bagunça pras outras crianças da sala. E com a Clara descobri que às vezes menos é mais: vídeos muito cheios de detalhes distraem mais do que ajudam.
Bom, essa troca aqui no fórum me ajuda demais a refletir sobre as práticas na sala de aula. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô super aberto. Valeu por lerem até aqui!